Três anos depois do prometido "choque liberal", quais são os resultados?
O melhor balanço foi feito, há alguns dias, pelo próprio presidente. Este declarou que o país está em uma "situação de emergência". O peso argentino perdeu 50% de seu valor ante o dólar no último ano e espera-se que a depreciação acelere ainda mais a inflação, que já superou os 30%. Além disso, a taxa de juros chegou a 60% ao ano.
E tem mais: Macri bateu às portas do FMI e tomou um empréstimo de US$ 50 bi que pouco ou nada adiantou. As expectativas são de queda do PIB em 2018 e de estagnação em 2019. Isto num cenário de perda acentuada de credibilidade do governo.
Como se desgraça pouca fosse bobagem, hoje ontem Macri acompanhou a derrota de seu time, o Boca Juniors, para seu arqui-rival, o River Plate, na final da Libertadores. Final que teve que ser jogada na Europa (Espanha), pois o governo se revelou incapaz de garantir a segurança do jogo em Buenos Aires. Devemos lembrar que Macri se projetou na política após gestões vitoriosas à frente do clube do coração.
Bom, isto é lá na vizinhança ao sul.
Se por lá, com um presidente com sólida formação profissional, empresário de relativo sucesso, ex-prefeito de Buenos Aires (por duas vezes), o desastre "liberal" alcançou a proporção que alcançou, imagine o que poderá ser o nosso futuro com Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e este ministério bizarro. Bizarro porque hoje é domingo, dia de gentilezas.
Choque "ultra-liberal" comandado por Jair Bolsonaro?
O homem que vai ao Caixa 24 Horas três vezes por semana? O parlamentar que, junto com os filhos, também políticos, montou esquema de desvio de recursos públicos para a família via apropriação de salários de assessores parlamentares?
Choque "ultra-liberal" com Paulo Guedes?
O economista que ficou famoso como especulador de "alto-risco" no mercado? Que, segundo seus ex-sócios, não tem experiência nem com gestão, nem como administração de pessoas, e que dirigirá um super ministério da economia? E que foi denunciado por ter participado de "esquemas suspeitos" juntos a fundos de pensão de empregados de empresas públicas?
Só rindo.
Desgraça pouca é bobagem

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