quarta-feira, 13 de março de 2019

Memórias do presidente das milícias


Ao longo de sua carreira política, o presidente Jair Bolsonaro fez pelo menos três discursos elogiosos às milícias e aos grupos de extermínio no Brasil. São discursos explícitos, não são grampos ou inconfidências. Dois deles foram feitos no plenário do Congresso Nacional.

“Tem gente que é favorável à milícia, que é a maneira que eles têm de se ver livres da violência. Naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”, disse Bolsonaro em 2008.  Câmara dos Deputados

"Quero dizer aos companheiros da Bahia — há pouco ouvi um Parlamentar criticar os grupos de extermínio — que enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo ..." continua ...

"... Se não houver espaço para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o meu apoio, porque no meu Estado só as pessoas inocentes são dizimadas ..." continua ...

"... Na Bahia, pelas informações que tenho — lógico que são grupos ilegais —, a marginalidade tem decrescido. Meus parabéns!", disse Bolsonaro em 2003. Câmara dos Deputados

"Querem atacar o miliciano, que passou a ser o símbolo da maldade e pior do que os traficantes. Existe miliciano que não tem nada a ver com "gatonet", com venda de gás ..." continua

"... Como ele [miliciano] ganha R$ 850 por mês, que é quanto ganha um soldado da PM ou do bombeiro, e tem a sua própria arma, ele organiza a segurança na sua comunidade ..." continua

"... Nada a ver com milícia ou exploração de 'gatonet', venda de gás ou transporte alternativo. Então, sr. Presidente, não podemos generalizar", disse Bolsonaro também em 2008. Câmara dos Deputados

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