sábado, 11 de maio de 2019

A hora é de peitar o vagabundo Bolsonaro



O provocador
Claudio Guedes

Bolsonaro é tosco, truculento, mas não parece burro.

O que ele quer com o decreto das armas? Criar um confronto com o Poder Legislativo? Criar um problema com o STF?

O decreto parece ser inconstitucional, uma vez que revoga o Estatuto do Desarmamento, que foi estabelecido pela Lei Federal n° 10.826, de 22 de dezembro de 2003.

Vai provavelmente ser suspenso pelo STF e rejeitado pelo Congresso.

O que quer o ex-capitão? Que no momento se dedica a brigar com quase todo mundo.

Ao mesmo tempo que agride as forças democráticas com um decreto estúpido (que libera armas para dezenas de milhares de pessoas), libera seu "guru", o escatológico filósofo da Virgínia, a agredir seus ministros militares e estimula seu despreparado ministro da Educação a abrir uma guerra contra as universidades públicas que, somando alunos, professores e funcionários, formam um contingente de mais de 470 mil pessoas.

Certamente é um provocador. 
Mas o que existe além das provocações?

O que espera ele com suas ações intempestivas, levadas a cabo com apoio de seus filhos e de sua trupe desqualificada?

Pode ser burrice ou excesso de confiança, pois parece claro que Bolsonaro busca o impasse. Mas que tipo de impasse pode vir a favorecer um tosco, truculento e despreparado político secundado por filhos histéricos?

Quem vai apoiar suas bravatas inconsequentes além de seu público fiel de extrema-direita que não passa de 15% a 20% dos brasileiros?

Sei não, posso estar enganado, mas acho Bolsonaro uma fraude. Estou com o prefeito de New York. O ex-capitão, um mau militar, um político medíocre, é desses valentões que não aguentam um tranco.

A hora é de peitá-lo. Na forma de manifestações de repúdio às suas iniciativas - em todos os campos e lugares.

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