quinta-feira, 9 de maio de 2019

O governo mais devastador da história do Brasil


Quem me conhece sabe que sou cordato. Hoje, todavia, perdi as estribeiras com um sujeito que votou na azêmola com o argumento de que "a presidência vai moderar naturalmente ele". Tá agora dando uma de indignado, em choque com as ações do Ministério da Educação.

Ainda me impressiona pensar na turma que anulou o voto nas últimas eleições, com diversos argumentos, que não percebeu o mais óbvio: o presidente é um representante dos esquadrões da morte, dos porões da tigrada, das milícias. O embate ali era entre a civilização e a barbárie.

Lembro do Gabeira, com calma de asceta hindu, apostando no diálogo com  o presidente, a partir da moderação inerente ao exercício do poder. Beleza. Tá aí o desmonte da educação, o fim da política ambiental e o decreto que legitima a formação de grupos paramilitares de extermínio.

O desmonte da pós-graduação brasileira e o "vai da valsa" para armar todo mundo estão aí. Em breve corremos o risco de ver milícias da extrema-direita atuando no país inteiro como tropas de proteção armadas, exatamente como os paramilitares das Waffen-SS nazistas.

O sonho do presidente e dos filhos malucos, apóstolos do louco da Virgínia, é realizar o ideal dos mais radicais dos confederados sulistas norte-americanos. Um bando de rednecks raivosos, dando tiros em nome da família, racistas, boçais, misóginos, homofóbicos, ignorantes.

Temos o governo mais devastador da história do Brasil. Mesmo nas trevas da ditadura militar havia uma perspectiva, que execro, ligada ao interesse nacional. O projeto agora é de aniquilação do Brasil. É o rancor das bestas, a sanha dos assassinos, o fanatismo dos cruzados.

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