Bernie Sanders vem ganhando muita atenção nos EUA por conta de um argumento bastante simples. Não se trata do "Universal Healthcare" (serviço público de saúde universal) que os EUA não possuem (e o Brasil tem). Tampouco é o argumento da monumental dívida dos estudantes norte-americanos, ou o "socialismo democrático" que ele apregoa.
Trata-se da constatação, feita por Sanders, de que os trabalhadores yankees estão vivendo de "paycheck to paycheck".
Sanders vem batendo na tecla de que na economia mais rica do planeta, os trabalhadores (quem realmente gera riqueza) estão trabalhando estritamente para sobreviver, sem conseguirem qualquer melhoria, acumulação de riqueza ou mesmo permitir que seus filhos melhorem socialmente.
Sanders vem denunciando isto de forma muito consistente e, ao contrário do que acontece no Brasil, os trabalhadores vêm compreendendo que a economia norte-america é feita de super-ricos e a força de trabalho quase escravizada, ganhando o mínimo para poderem se manter alimentados. Se pegarem uma doença, morrem. Se houver uma crise econômica (causada por especuladores milionários), eles morrem. Se a polícia não gostar da cara dos trabalhadores, eles morrem.
Lá, eles se preocupam com o fato de o trabalhador ganhar apenas para sobreviver e nunca sair da sua condição de pobreza ou melhorar minimamente de vida.
Aqui, os trabalhadores vão ao "culto" ouvir do pastor que devem "levantar as mãos para o céu" por terem o que comer, enquanto doam o fruto do seu trabalho para pastores canalhas. Com o apoio do governo fascista.
Enquanto não rompermos com isto, o Brasil será sempre um paraíso para milionários e um pesadelo para todo o resto da população.

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