Diante da possibilidade de o STF tomar decisão em breve sobre um habeas corpus e do pedido de progressão de regime pendente de análise no STJ, fazia sentido o pedido da defesa de Lula para aguardar eventual transferência do ex-presidente da sede PF em Curitiba.
Tirar Lula agora de Curitiba, sobretudo se for para colocá-lo no presídio de Tremembé (SP), é mais do que humilhação pública. É nova evidência da ação persecutória do Judiciário contra Lula, que invoca com razão, à luz do que a Vaza Jato publicou, ser vítima de prisão política.
No caso de Lula, a Justiça age com rapidez quando se trata de prejudicá-lo. Ele está há quase 500 dias em Curitiba. Semanas ou meses a mais não fariam diferença. Deveriam ser aguardadas decisões da 2ª Turma do STF e do STJ. Questões de bom senso e humanidade.
O ex-governador Eduardo Azeredo cumpre pena em estabelecimento da PM mineira. Quando prendeu Michel Temer, a PF providenciou sala especial. Por lei, Lula tem direito a sala de estado-maior ou cela equivalente. Jogá-lo em Tremembé a pedido da PF, subordinada a Moro, é injusto.
Mais uma vez, vemos o velho dito popular: dois pesos e duas medidas. Em São Paulo, um eventual instalação para acomodar Lula poderia ser o Comando Militar do Sudeste, que fica no Ibirapuera. Defesa do ex-presidente está correta e avalia recursos cabíveis.

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