Ricardo Costa de Oliveira
O PT comemora 40 anos de conquistas, realizações, dilemas, contradições, vitórias e derrotas, esperanças e potencialidades sempre maiores do que dificuldades, mas a grande mídia infiltra renegados para azedarem o evento. O PT é e continuará a ser o maior partido político brasileiro, o mais responsável, o mais qualificado para voltar a ser governo e operar mudanças sociais, se possíveis ainda maiores e mais estruturais no Brasil.
Os outros partidos e agrupamentos possuem mais corruptos, o que sempre ocorrerá na vida política e partidária de qualquer agremiação. Os outros partidos são bem menores, com mais contradições, não possuem o mesmo histórico eleitoral, nunca governaram ou não governam da mesma maneira. O PT sofreu um golpe em 2016 com apoio de toda classe dominante e suas corporações judiciais, militares, midiáticas e com reforço da extrema-esquerda, trotsquistas e isentões acadêmicos enrustidos de direita. Mesmo assim o PT teve um melhor resultado no primeiro turno de 2018 do que no primeiro turno de 1989. Quase 30% e mais de 31 milhões de votos, considerável patrimônio eleitoral, que ameaçou a onda de extrema-direita e forçou um segundo turno, o que não aconteceu em 1994 e 1998, isto significa que a oposição do PT foi mais forte nas eleições de 2018 do que nas derrotas no primeiro turno em 94 e 98.
Apesar do que renegados e contrários dizem, a força do PT é considerável, mesmo no auge do cerco golpista. No último processo de eleições diretas do PT cerca de 300.000 participaram, um aumento em relação aos anos anteriores, quando a participação era de 200.000, o que demonstra a popularidade, capilaridade, enraizamento e força social do PT.
Lula está livre depois de um processo viciado por um juiz ladrão apoiado por todo establishment golpista nacional e internacional. Todo partido político deve se repensar, mudar e permanecer o mesmo com o tempo, isto é o que acontece no processo crítico da esquerda.
Lembrem-se de vários renegados desde 1982-85 como Aírton Soares, Bete Mendes, José Eudes, um Cristovam Buarque, uma Marina Silva, uma Heloísa Helena, um Palocci, uma Convergência Socialista no inexpressivo e rachado PSTU, pensem em todos que participaram e saíram do PT nos últimos 40 anos como nunca mais conseguiram espaço, nem sucesso político. A política ama a traição, mas jamais perdoa o traidor, com todo respeito pelos que saíram falando mal do PT e pedindo rituais purificadores de auto-críticas nas suas baixas audiências, tudo que a direita sempre pediu para aparecerem na grande mídia e nas entrevistas de seus veículos dominantes.
Se mantiver a sua linha política, com devidas correções, o PT está pronto para voltar a ser governo, pode ser daqui a pouco tempo, daqui a uma, duas, três, eleições, mas enquanto for o maior partido de oposição será o futuro partido do governo e do poder. Já dizia Joaquim Nabuco que o núcleo da oposição sempre será o núcleo da futura situação no governo.
O desgaste do bolsonarismo e de seus reacionários é imenso. Venderam aos grandes interesses o que jamais entregariam ao povo trabalhador. O PT deve é se preparar para vencer eleições, disputar movimentos sociais, disputar nas ruas, nos corações e mentes, disputar para novamente governar. O bolsonarismo sabe que o seu miserável e inevitável fracasso será o retorno glorioso do PT, desta vez esperamos que com mais reformas, tributos sobre grandes fortunas e super ricos, mais investimentos na educação, saúde, promoção social, mais democracia, mais organização popular e muito mais Brasil.

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