Fernando Horta
Li, há alguns anos, uma entrevista com o Luís Fernando Veríssimo em que ele narrava sua vida profissional enquanto escritor. Dizia ele: "é difícil ser genial todos os dias". Aquilo, para mim, foi libertador. Além da verdade indiscutível (é difícil ter algo genial para dizer todos os dias), havia ali, ainda, a humanidade de Veríssimo. E se para ele era difícil, o que se poderá dizer dos medianos, como eu?
Vladimir Safatle, contudo, está abusando. Há muito que seu brilhantismo sumiu. Talvez Veríssimo o venha socorrer. "É difícil ser genial todos os dias". Contudo, o último texto dele que eu li ("Como a esquerda brasileira morreu"), publicado ontem - se não me engano - é um amontoado de lugares comuns, chavões políticos do PSOL ligados por silogismos falhos que fazem corar qualquer estudante mediano de política, história ou filosofia.
Que texto ruim! E se Safatle se segura no passado em que já foi brilhante ...
Por quanto tempo?

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