Ricardo Costa de Oliveira
Bebianno representava parte da elite carioca oportunista, esperta e malandra, que pensava em pegar carona política no tacanho bolsonarismo, o vale tudo para chegar rapidamente ao poder e se dar bem.
Foi logo descartado porque disputou espaço com o nepotismo da família no poder e não revelou o que sabia em tempo.
A sua morte, no mesmo dia da morte de Marielle, é simbólica e metafórica para o processo de infarto fulminante das elites cúmplices do bolsonarismo.
O coronavírus vai devastar o que resta de enganação e ilusão das reformas de Guedes e companhias, lamentavelmente Bebianno não viverá para ver o miserável fim do bolsonarismo, que ele tanto ajudou inicialmente a criar, a calotear, a engendrar nas eleições para a presidência.
Foi um dos irresponsáveis pela promoção do político do baixo clero, antes vinculado somente ao corporativismo rasteiro de milicianos e militares para a presidência. Faleceu antes de ver o fim do bolsonarismo e o tamanho do desastre, comparsa e cúmplice do que sua classe produziu e pariu.

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