Fernando Horta
O ano é 2034 e Eduardo Bolsonaro acaba de ser reeleito presidente com 130 votos e três abstenções no parlamento, após seu irmão, Carlos Bolsonaro, se retirar da disputa em nome da "unidade nacional".
O resultado foi promulgado por Flávio Bolsonaro, presidente do Congresso, que felicitou o presidente reeleito e aproveitou para homenagear o pai, Jair Bolsonaro, com a oitava Cruz do Mérito Olavista, a mais alta honraria brasileira segundo decreto 7246/2024.
Em seu discurso de posse, o presidente reeleito lembra que o PIB negativo dos últimos anos se deve ao PT, a Lula e Dilma, e reafirmou que desde 2018 "se tem trabalhado duro" para "concertar" (SIC) o Brasil, e que assim vão continuar. O presidente ainda informou que o PIB privado foi o que menos diminuiu e que isto é "um bom sinal", especialmente após o aumento do preço da água potável que foi autorizado "contra a sua vontade pessoal, mas de forma necessária para o bem do país".
Dois infelizes incidentes precisam ser registrados: No início do discurso um arruaceiro gritou ao fundo "Cadê o Queiroz?", retomando uma conhecida mentira contra a família do presidente que remonta a 2018 e 2019. Após o grito o meliante foi prontamente retirado pelas forças de segurança. Notícias informam que ele é russo-cubano e será deportado para o Congo. Ainda, duas mulheres levantaram uma faixa com os dizeres "Quem matou Marielle?". O presidente reeleito, com a calma que lhe é peculiar, lembrou que esta era a mentira dos antigos partidos de esquerda que nem existem mais, e que estas "viúvas do socialismo brasileiro" não aceitam as investigações que apontavam para uma trama entre Lula e Jean Wyllys como causa do assassinato da vereadora. As mulheres também foram retiradas do Congresso, aos gritos, e o presidente pediu reiteradamente que "não batessem muito nelas", porque eram pessoas mal informadas.
Bolsonaro não respondeu sobre a alta do petróleo dizendo que isto não era do interesse do governo desde 2024, quando a Petrobrás foi "felizmente" vendida. Quando perguntado sobre o desemprego, pobreza e informalidade que assolam há mais de uma década o povo brasileiro, Bolsonaro disse ao militar-repórter que fazia as perguntas para "perguntar para a sua mãe", ao que arrancou efusivas risadas e apoio entre os presentes.
Ao final, Bolsonaro lembrou que o Brazil caminha firme para expulsar todo o esquerdismo de seu território e reafirmou a força da democracia do país, sob o controle dos Bolsonaro há 16 anos. Antecipou ainda que Silas Malafaia deve ser nomeado chanceler novamente e Dr Bumbum será ministro da saúde. O presidente, quando perguntado se Sérgio Moro seria libertado da prisão, disse que isto "só Deus sabe" porque "ninguém esquece o esforço de Moro para criar mentiras contra a nossa família" e terminou afirmando "aqui se faz, aqui se paga".

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