Renato Janine Ribeiro
Se o governo atual não tivesse assumido uma agenda reiteradamente de ódio, perto da qual nossas experiências passadas de conflito (exceto as propriamente bélicas) empalidecem, ele teria maior confiança dos cidadãos. Vejam a morte inesperada do ex-ministro Bebbiano, esta madrugada. Praticamente todos os que a comentam supõem que seja queima de arquivo. A situação se torna tétrica quando o normalíssimo conflito sobre as interpretações de um fato se radicaliza para chegar à divergência sobre a realidade desse mesmo fato.
Em boa parte isso se deve às “verdades alternativas” de Trump, eufemismo para a mentira. Quando o presidente do Brasil, em vez de agradecer por estar livre do coronavírus, dá uma “banana”, ele transforma até uma questão humana - que seria todos estarmos satisfeitos com ele não estar doente – em polêmica e ódio.
Cada vez mais, o governo se porta como um governo só para os seus, não como um governo do Brasil.
No que vai dar isso, agora que o coronavírus está chegando?

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