Desconfio de advogados. Temo pessoas – como eles, também publicitários, jornalistas e acadêmicos – que assumem ardorosamente quaisquer ideias, desde que lhes paguem.
A média dos professores de Direito com que convivi não mudou meu juĩzo a respeito: vi com horror as faculdades, em que se deveria defender a causa dos injustiçados, transformarem-se em escolas de polícia, nas quais se assume que todos têm culpa até provar inocência e se discute sistematicamente como suprimir direitos e se apossar de bens dos vulneráveis.
Toda essa repulsa pelos sujeitinhos empacotados em ternos cheirosos que manejam as imorais tabelas de custos da OAB, só fez crescer com o strip-tease moral dos procuradores da República da ala fascista – moleques armados de ódio e dotados de má-fé – e os sinistros rábulas da CGU, agora empenhados em silenciar a liberdade de cátedra.
Sem um expurgo no Judiciário e arredores, nas concessões de empresas de mídia e nos quadros de comando das forças armadas, não haverá saída para o Brasil, mesmo que se desfaça o tradicional rolo poĺítico, cure-se a doença ideológica e se proclame, enfim, a independência do país.

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