Qualquer equilíbrio neste momento é um ato desequilibrado. Não é possível, não é saudável e, principalmente, não é efetivo um discurso asséptico, eloquente e sofisticado em suas argumentações em um momento de massacre. Estamos em pleno genocídio. Não há mais o que argumentar, não há mais o que contrapor, não existe debate nem troca de ideias diante da atrocidade, e insistir na civilidade do convencimento pela retórica enquanto os nossos morrem sem ar é tão ou mais monstruoso que o outro lado.
A hora é do grito, do palavrão, da maldição, dos textos sem prumo, do ataque feroz e desmedido, da força da indignação, da demonstração de humanidade por meio da raiva. Qualquer evocação da racionalidade e do diálogo com o outro lado, neste momento, é ato inofensivo e que torna seu autor igual a ele.
Parte da imprensa e "analistas" de toda ordem sabem escrever com o fígado, já o fizeram em 2016, mas agora insistem no que chamam de objetividade dos fatos. Pois sem medo de perder a elegância: vão todos à merda!
Que esses bastardos assassinos que estão no governo caiam sob muita porrada, que sofram tudo o que precisam sofrer em vida, e que sejam julgados e humilhados em tribunais internacionais. E que os polidos civilizados que os sustentam tenham destino igualmente maldito.

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