No ano passado, no De Olho Nos Ruralistas, criamos uma editoria chamada De Olho no Genocídio.
Com esse nome: genocídio. Por que tanta gente resistiu e resiste tanto a dar o nome preciso?
Quantos mortos são necessários para que jornalistas chamem genocídio de genocídio?
Em meio à cobertura, busquei, como editor, ser ainda mais específico: cobrar cada ministro por seu papel na matança.
A série se chamou Esplanada da Morte. (Uma pessoa da equipe achou o nome forte demais. Todos os demais acharam que era isso mesmo.)
Mas... bem. Eu não acho que nossa bolha supostamente mais indignada tenha dado a repercussão devida ao material que produzimos.
De lá para cá, mais morte, mais genocídio. Com a assinatura desses ministros e de Bolsonaro e de outros personagens que (eu fiz questão) apareceram como cúmplices: os ministros do STF, o presidente da Câmara, o presidente do Senado.
Mas até agora não caiu completamente a ficha nos campos da resistência. Nem em nossa bolha.
Bolsonaro é um psicopata cercado de outros psicopatas. E agirá como tal — sem freios e sem remorsos.
Fux e Maia precisam ser cobrados com a ênfase devida. Suas prisões (com esse nome), solicitadas. Eles precisam ser escrachados. Pressionados para que a punição internacional de cada um seja ainda maior — caso continuem a não fazer nada — do que aquela já merecida.
Seus nomes precisam ser conhecidos mundialmente.
Os jornais estrangeiros não podem falar apenas de Bolsonaro.
Ele existe porque existe também Fux, o Genocida. Maia, o Exterminador. Alcolumbre, o Capanga. Toffoli, o Fiador.
Mas tudo bem que se comece com Fux e Maia.
Com quem está no topo dessa cadeia da morte. Não apenas brasileira, como se vê.
Eles são criminosos de porte internacional. Que respondam por isso.

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