segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O porco fascista veste camisa verde


Gilson Caroni Filho


Qualquer time tem torcedores das mais variadas posições políticas. Mas a diretoria do Palmeiras errou feio ao convidar um fascista para entregar o troféu do campeonato conquistado. É no mínimo incoerente que o clube fundado por imigrantes homenageie um xenófobo. Ao posicionamento político de Scolari, admirador confesso de Pinochet, e de Felipe Melo, um moleque conhecido por agredir fisicamente adversários e dar cusparadas em colegas de profissão, se somaram os brados de “mito! mito! mito!” que vinham das arquibancadas. Um espetáculo grotesco e que aumenta o desalento. A reação dos torcedores talvez encontrasse eco em outras torcidas, mas aqui cabem as honrosas exceções. Pouco provável que esse comportamento se repetisse nas apaixonadas torcidas nordestinas e na briosa nação corintiana, que conhece a história de luta democrática do seu clube. Saudades de Afonsinho, Sócrates, Wladimir, Zenon, Casagrande e Reinaldo. Com total respeito aos palmeirenses que não concordam com o que aconteceu ontem, o Palmeiras encerra o ano como expressão mais reacionária do que existe no nosso futebol: o porco fascista veste camisa verde.

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