quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Greg Lake


Stevenage Concert Hall - Hertfordshire - UK - November 2005

01. In The Court Of The Crimson King
02. Paper Blood
03. From The Beginning
04. Touch And Go
05. Take A Pebble
06.I Believe In Father Christmas
07. Farewell To Arms
08. Fanfare For The Common Man
09. Love You Too Much
10. Footprints In The Snow
11. Lucky Man
12. 21st Century Schizoid Man
13. Pictures At An Exhibition
14. Karn Evil 9 (1st Impression - Part 2)

Pink Floyd - The Dark Side of The Moon


Pink Floyd - "The Dark Side of The Moon" PULSE Remastered

Concert video taken from the 20 October 1994 concert at Earls Court, London, England 

Pra quê?


A explosão em Beirute em câmera super lenta



Volta às aulas

O mito da caverna

Clima bem brasileiro

Vai demorar pra pandemia sair da gente


Saudade da aglomeração deu lugar a uma aflição da proximidade, a uma preguiça de gente nova
Cada um tem a sua própria fantasia pro dia em que acabar a pandemia. Há quem preveja o maior Carnaval da história, com ampla troca pública de fluidos mais diversos.

Por aqui, sonho com esse dia em que quarentenados tomarão as ruas, pálidos, sedentos de sol, ávidos de abraço. Anêmicos desembarcarão aos milhares de seus prédios, famélicos como os primeiros portugueses a descer por aqui e, numa grande festa junina fora de época, queimarão suas máscaras numa imensa fogueira embebida de litros de álcool gel. Desconhecidos então se roçarão, esfregarão, lamberão, morderão, dividindo a mesma lata babada de cerveja. Ex-tímidos descerão até o chão, ex-abstêmios dividirão a mesma catuaba, ex-inimigos de morte dançarão a mesma ciranda, “minha jangada vai sair pro mar”, cantarão, “vou trabalhar, meu bem querer”, e o céu então se riscará por mil perdigotos, como vagalumes anunciando a aurora do novo dia.

Doce ficção. Tudo indica que a pandemia não vai acabar num dia preciso, ou pelo menos não pra todo mundo. Pra alguns, inclusive, já acabou. Bares já estão cheios de engenheiros civis formados bebendo como se não houvesse amanhã —até porque se você parar pra pensar, na verdade não há, há, há. A vacina pode até sair num dia preciso —mas vai chegar num dia diferente pra cada um de nós. E pior: mesmo quando todo o mundo estiver vacinado, será que a gente vai estar a fim de um Carnaval?

Encontrei dois amigos nesta semana. Tudo à distância de três metros, sem compartilhar copos, nem pratos, nem seringas. Não sei se todos sentiram a mesma coisa, mas a conversa já não fluía como antes. Conversávamos com a respiração ofegante, as juntas doloridas de um jogador de futebol aposentado. As articulações do papo tinham sido moídas pela artrose. A piada já não vinha na hora certa, o volume de voz descalibrou.

Por aqui, a saudade da aglomeração deu lugar a uma aflição da proximidade, a uma preguiça de gente nova, a um desábito do convívio.

Já já vamos voltar a receber mensagens com o famigerado: “Qual vai ser?”. E vamos ter que voltar a inventar programas, só porque afinal é sábado, e conhecer gente nova, e frequentar amigos secretos e chás de bebê e casamentos de primo e batizados e bar-mitzvás, e voltar a inventar assunto com gente de outro planeta, só porque estão no mesmo ambiente. Mesmo quando a gente sair da pandemia, vai demorar pra pandemia sair da gente.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Machine Messiah



Yes - Machine Messiah - Live in Lyon 2009

Chris Squire - bass / vocals (R.I.P.)
Steve Howe - guitars / vocals
Alan White - drums
Oliver Wakeman - keyboards
Benoît David - lead vocals, acoustic guitar => "Benuá Dêivid"


Run down a street
Where the glass shows
That summer has gone
Age, in the doorways
Resenting the pace of the dawn.
All of them standing in line
All of them waiting for time.
From time, the great healer,
The machine-Messiah
Is born.

Cables that carry the life
To the cities we build
Threads that link diamonds of life
To the satanic mills
Ah, to see in every way
That we feel it every
Day, and know that
Maybe we'll change
Offered the chance
To finally unlearn our lessons
And alter our stance.

Friends make their way into systems of chance
(Reply- friends make their way of escape into systems of chance)
Escape to freedom I need to be there
Waiting and watching, the tables are turning
I'm waiting and watching
I need to be there.

I care to see them walk away
And, to be there when they say
They will return.

Machine, Messiah
The mindless
Search for a higher
Controller
Take me to the fire
And hold me
Show me the strength of your
Singular eye.

History dictating symptoms of ruling romance
Claws at the shores of the water upon which we dance
All of us standing in line
All of us waiting for time
To feel it, all the way
And to be there when they
Say they know that
Maybe we'll change
Offered the chance
To finally unlearn our lessons
And alter our stance.

Machine, machine Messiah.
Take me into the fire
Hold me, machine Messiah
And show me
The strength of your singular eye.

Covid: Brasil conta 1.154 mortes em 24h e ultrapassa marca de 95 mil óbitos


Do UOL, em São Paulo

O balanço do Ministério da Saúde divulgado hoje apontou que foram contabilizadas nas últimas 24 horas 1.154 novas mortes causadas pela covid-19. O Brasil agora ultrapassa oficialmente a marca de 95 mil vítimas infecção provocada pelo novo coronavírus. O número total de registros de óbitos está em 95.819.

Segundo o governo federal, também foram acrescentados de ontem para hoje 51.603 novos diagnósticos confirmados para a doença, o que eleva o total de infectados pelo coronavírus em todo o país a 2.801.921.

O ministério ainda divulgou que atualmente o Brasil tem 735.335 pacientes em acompanhamento, enquanto outros 1.970.767 já são considerados como casos recuperados da covid-19.

O Ministério da Saúde anunciou ontem, em coletiva de imprensa, que planeja uma MP (Medida Provisória) para viabilizar 100 milhões de doses da vacina de Oxford contra o novo coronavírus.

A iniciativa prevê, ainda, um orçamento extraordinário — crédito para atender despesas consideradas urgentes — de R$ 1.9 bilhão.

Segundo o governo, serão R$ 1,3 bilhão para pagamentos à AstraZeneca, R$ 522,1 milhões para produzir a vacina na Fiocruz/Bio-Manguinhos e R$ 95,6 milhões para a Fiocruz ter a tecnologia.

Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, disse na coletiva que o acordo deve ser assinado até 14 de agosto e que a MP já se encontra em estudo no Ministério da Economia.

Centro Nacional de Inteligência



O Estado Democrático de Direito


A Constituição fala em Estado Democrático de Direito. No começo falava-se em proteger o democrático, depois salvar o direito era suficiente, mas agora se sobrar o Estado já vai ser lucro!

O "centro democrático" não tem nenhum apreço pela democracia



Sobre as ilusões do "centro democrático": absurdos vão se dando em uma velocidade tão grande que logo esquecemos fatos graves que levaram o país ao estado atual. Um deles foi o atentado à caravana do ex-presidente Lula no Paraná, em 2018.

Pra quem não lembra, foram dois disparos de arma de fogo atingindo um dos 3 ônibus da caravana que deixava Quedas do Iguaçu e ia para Laranjeiras do Sul, cidades do Paraná. O veículo levava jornalistas.

Era o ápice de diversas agressões feitas por grupos organizados durante a viagem feita no sul do Brasil. Tentativas de intimidação com rojões, pedras e ovos em diversas ocasiões. As autoridades locais pouco ou nada faziam.

Os efeitos do discurso do ódio na esfera política eram evidentes. Mesmo assim, figuras de proa naquele cenário, como a senadora Ana Amélia (PP-RS), pareciam "apreciar" o clima, até porque era voltado contra adversários.

“Atirar ovo, levantar o relho, levantar o rebenque para mostrar o Rio Grande, para mostrar onde estão os gaúchos", disse a senadora em uma convenção no dia 24 de março, 3 dias antes do atentado contra o ônibus

Após o episódio dos disparos, o candidato e futuro presidente da República ironizou e sugeriu que integrantes da comitiva teriam feito os disparos. "Está na cara que alguém deles deu os tiros", acusou, sem provas (pra variar).
 
O tucano e também presidenciável Geraldo Alckmin foi quase na mesma linha, com a declaração: "Acho que eles estão colhendo o que plantaram". No dia seguinte, tentou remediar fazendo uma condenação da violência
Outro representante tucano, o então prefeito de São Paulo João Doria, também deu de ombros para a gravidade do episódio. "O PT sempre utilizou da violência, agora sofreu da própria violência", declarou.

Isso sem contar a falta de reação de entidades de forma geral, como algumas que representam jornalistas, sendo que profissionais de comunicação estavam no veículo atingido. Representantes do "centro democrático" não se indignaram com um episódio gravíssimo, emudeceram.

O delegado que cuidou do caso primeiramente tratou o episódio como tentativa de homicídio. Depois foi substituído por outro que reduziu o atentado a um "disparo de arma de fogo". A reação em relação à mudança também foi quase nula.

Esse caso serve pra ilustrar que a extrema-direita não cresceu em um "vácuo". Foi legitimidade por parte do que alguns chamam de "centro democrático", que estimulou o ódio e a violência política. Será que não cabe a eles o exercício da famosa autocrítica?

É possível confiar em um segmento que tem tão pouco apreço de fato à democracia e se move conforma a própria conveniência?

Bom para a economia

Gigantesca explosão em Beirute, Líbano


Rodrigo Maia é um fascista que fala manso e não diz palavrão


Quem ainda acreditava que do Rodrigo Maia poderia sair alguma coisa boa deve ter perdido a esperança no Roda viva de ontem.

Ficou claro que ele não tem a menor disposição para mudar o que quer que seja: nem o presidente e nem (muito menos) o sistema excludente e perverso que nos domina.

A única diferença é que ele fala manso e não diz palavrão.

As forças populares e democráticas só podem contar consigo mesmas para reconquistar palmo a palmo o espaço perdido para a barbárie neoliberal, que não se incomoda nem um pouco com o fato de ter um troglodita no planalto.

Prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni, sugeriu mais uma opção de tratamento de covid-19 no município: aplicação de ozônio, pelo ânus

— Eu testei e aprovei!


Política Drive In

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

School Days



Return to Forever - School Days - Jazz à Vienne 2011
Produced by : Zycopolis Productions & Act 4
Directed by : Patrick Savey
#jazzavienne : http://www.jazzavienne.com

Musicians:
Chick COREA (Piano) チックコレア
Stanley CLARKE (Bass)
Lenny WHITE (Drums) 
Jean-Luc PONTY (Violin)
Frank GAMBALE (Guitar) 

Não é falta de informação, é maldade



Um autodeclarado cantor, Gustavo Lima, ontem, numa "laivi" parabenizou Bolsonaro e o deu "nota 10" pela....OBRA DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO.

É muita cara de pau, bicho.

O aumento da popularidade do Bolsonaro se dá justamente quando ele se aproxima do velho "lulismo". Renda Mínima, Transposição do Rio São Francisco e etc.

Por isso eu bato na tecla junto aos amigos do PT que o lulismo ainda é uma realidade, mas precisa ser superado. E isso não é superar o Lula, pelo contrário, o Lula ainda tem muita contribuição para dar, mas é que as políticas implementadas no período lulista são facilmente sequestradas - e isso é um fato.

Um dos grandes problemas do mapa político brasileiro das últimas décadas, foi que na inabilidade completa e impopularidade do PSDB e do neoliberalismo noventista de retornar ao poder através do voto, eles passaram a atacar o PT com base em alucinações e pautas morais. E o que acontece toda vez onde a política é negada pela sociedade? Fascismo.

E quando isso se toca com a cultura, gera um processo de fascistização totalizante. Pânico na TV foi fascista, Tropa de Elite foi fascista, o Sertanejo Universitário foi fascista e misógino, o UFC é fascista, o CQC foi fascista, o Pretinho Básico flertou gostosamente com o fascismo, o quadro Meninas do Jô fez um sessenta e nove gostoso com o fascismo...e a sociedade - se não virou fascista - foi, simplesmente, alvo fácil de tais ideias.

Aí no campo jurídico tivemos a coroação de tais estratagemas: Julgamento do Mensalão, com a introdução da Teoria do Domínio de Fato na jurisprudência brasileira, a Operação Lava-Jato como filha dileta das Marchas de Junho de 2013 e o assassinato de Marielle como popularização suburbana deste processo. 

O pré-candidato que fez campanha quebrando a placa com o nome de Marielle foi simplesmente o MAIS VOTADO DO RJ.

Não existiria assassinato de Marielle Franco se não houvesse um profundo processo de encorajamento, empoderamento e popularização da extrema-direita na sociedade. Marielle foi assassinada DE GRAÇA, por nada, apenas porque era mulher negra e DE ESQUERDA.

Portanto é importante que a esquerda, neste ano, apresente proposições políticas para a sociedade. Se a gente for lutar no campo da polarização cultural com a extrema-direita, nós vamos perder de 7x1, porque eles dominam o senso comum.

Por isso eu fico puto quando muitos falam que atitudes como a do Gustavo Lima são oriundas de falta de informação.

Tá aí o Thammy Gretchen já também, os ataques ao invés de o humanizarem e o fazerem refletir sobre a interligação do conservadorismo com a vontade de eliminação do seu corpo enquanto pessoa trans, PELO CONTRÁRIO, o fez refletir sobre a "necessidade de dialogar sobre transexualidade com a direita". E é nesse ponto que classe perpassa a identidade.

Thammy tem uma identidade, mas também tem uma classe social que grita dentro dele.

E também porque, obviamente, ele é pré-candidato em São Paulo pelo partido de Paulo Maluf.

Não é falta de informação, é maldade.

Percebam, quando um bolsominion espalha milhões de fakenews sobre a Marielle Franco e você desmente, eles simplesmente dão de ombros, e continuam espalhando as fakenews e debochando ainda.

Quando você lhe manda uma notícia REAL sobre os crimes da familícia Bolsonaro, eles IMEDIATAMENTE fazem o chamado "fast checking", ou seja, começam a pesquisar em diferentes meios de comunicação se aquela informação é real. Mesmo que ela seja real, eles puxam o "MAS E O LULA? E O PT?"

Aí vocês querem mesmo me convencer que isso é falta de informação?

Isso tem outro nome, isso é SENTIMENTO DE PERTENCIMENTO.

Essas pessoas agem como torcedoras e tem necessidade de pertencer a um grupo.

Mais ou menos como eu, quando era ROSQUEIRO na adolescência e gostava de andar com camisa preta do HELLHAMMER ou do DARKTHRONE naquele calor do caralho do RJ (as minhas preferidas eram as capas do Triumph of Death e do Transilvanian Hunger - inclusive acho duas baitas capas de album até hoje) e beber licor de menta vagabundo na porta do cemitério do Corte 8. 

Esses são os bolsominions, eternos adolescentes de terceira idade.