Mostrando postagens com marcador Genocídio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Genocídio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de maio de 2021

CPI: executivo da Pfizer confirma que Carlos Bolsonaro participou de reunião sobre vacinas

Segundo o gerente-geral da farmacêutica na América Latina, Carlos Murillo, o vereador carioca, filho do presidente Jair Bolsonaro, participou de reunião sobre a compra de vacinas contra a Covid-19. Além do vereador, participaram o encontro o então secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, e o assessor internacional da Presidência, Filipe Martins.


terça-feira, 4 de maio de 2021

Apesar de jogo de empurra dos governistas, CPI formalizará culpa de Bolsonaro por mais mortes e doentes no Brasil


Apesar de jogo de empurra; Renan tira de Mandetta munição contra Bolsonaro


É fato notório que mais gente morreu e adoeceu no Brasil por culpa do presidente Jair Bolsonaro. A CPI Pandemia não precisaria tomar nenhum depoimento ou apresentar pedidos de informação ao Executivo. Bastaria pegar os posts de Bolsonaro nas redes sociais.

Mas é preciso que a CPI formalize política e penalmente a responsabilidade do presidente, pois as instituições e pessoas que já poderiam ter feito isso se omitiram e se tornaram cúmplices do genocida.

O formalismo jurídico é uma garantia do cidadão. Ninguém será arrastado ao calabouço sem a demonstração formal de sua culpa. Daí a importância do processo, seja o civil, seja o penal.

No debate sobre impunidade no Brasil, são sempre apontadas as chicanas para postergar ao máximo a sentença final e o seu trânsito em julgado. Guardadas as devidas proporções, essa é a estratégia que restou ao Palácio do Planalto na CPI da Pandemia, que começou seus trabalhos no Senado.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, poderia apresentar denúncia contra o presidente da República pelos inúmeros crimes comuns cometidos por Bolsonaro ao longo da pandemia. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por exemplo, apresentou a Aras pedido para investigar Bolsonaro com base no artigo 132 do Código Penal ("expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente").

Engavetador-geral da República no que se refere a Bolsonaro, Aras não se mexe porque está interessado em ser indicado ao Supremo Tribunal Federal.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ignora a pilha de pedidos de impeachment apesar da montanha de crimes de responsabilidade do presidente da República. Lira já disse que não vê razão para dar seguimento a um pedido de impeachment enquanto é ouvido por Bolsonaro em indicações para cargos públicos.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sofreu o constrangimento de ter recebido um puxão de orelha do STF, que mandou, por decisão do plenário, que ele respeitasse a Constituição e instalasse a CPI da Pandemia em respeito ao direito da minoria parlamentar.

Aras, Lira e Pacheco são personagens à altura de Bolsonaro. Na CPI da Pandemia, a bancada governista não fica atrás em termos de omissão e cumplicidade.

Nesta terça, dia do primeiro depoimento, o do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta), senadores governistas insistiram na apresentação de requerimentos para investigar supostos desvios de verbas federais para estados e municípios. A intenção é embaralhar as investigações e atrasá-las.

É um jogo que já foi visto em CPIs anteriores. Mas o governo está em minoria na CPI da Pandemia, o que dificulta o êxito dessa estratégia. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), tem conseguido, com firmeza e educação, escapar desse jogo de empurra.

A "fuga" do ex-ministro Eduardo Pazuello se enquadra na estratégia governista. O general Pazuello, cuja fala estava prevista para amanhã, disse ter tido contato com dois coronéis que estão com covid. Logo, melhor mesmo não comparecer presencialmente à CPI.

Ótimo que finalmente o ministro que se acovardou perante todos os absurdos sanitários de Bolsonaro tenha se convencido de que precisa proteger outras pessoas.

Apesar da estratégia protelatória do governo, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), está empenhado em formalizar a culpa por mais brasileiros terem adoecido e morrido devido a um governo que nega a ciência. No depoimento de Mandetta, Renan obteve a confirmação formal de Mandetta de que discordava de como Bolsonaro queria conduzir a resposta à pandemia. O presidente negou a ciência e deu maus exemplos, como boicote à quarentena e ao uso de máscaras. O genocida continua nessa linha, apesar de o país ter hoje mais de 400 mil mortes.

Nesta terça, Renan conseguiu tirar de Mandetta munição contra Bolsonaro, inclusive que o então ministro da Saúde alertou o presidente da iminente tragédia, apresentando, no início da pandemia, um cenário pessimista de 180 mil mortes até 31 de dezembro de 2020. Na época, havia menos de mil mortos no Brasil por covid-19. De lá para cá, o país viu o que aconteceu.

Na CPI, Mandetta falou que Bolsonaro teve um "aconselhamento paralelo" ao do Ministério da Saúde e apostou numa narrativa que contrariava as medidas de governadores para evitar aglomerações. Apesar de Mandetta ter dito que nunca discutiu com Bolsonaro, o depoimento do ex-ministro da Saúde deixou o presidente mal na foto.

Com as perguntas de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o depoimento deu uma esquentada quando Mandetta falou das dificuldades criadas com a China pelo então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. O Brasil depende de insumos chineses para combater a pandemia. Araújo e Bolsonaro criaram crises com a China.

Ficou evidente no primeiro dia de depoimento que será de formiguinha o trabalho do relator e dos senadores interessados em passar a limpo os crimes de Bolsonaro. Na formalização de responsabilidades, Pazuello terá lugar de destaque como cúmplice de Bolsonaro, o pai da tragédia por implementar uma política pública negligentemente homicida de imunidade de rebanho. Não há jogo de empurra capaz de tapar o sol com a peneira.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Haverá terceira onda e ela incluirá os vacinados

Crestani Filho

Haverá terceira onda e ela incluirá os vacinados.

Vacinas disponíveis não conferem proteção completa e desacompanhadas de medidas de distanciamento e controle de transmissão perpetuarão a pandemia por tempo indeterminado no Brasil. 

Terceira onda = uma nova ascenção no número de casos.

Vacinas disponíveis não conferem proteção completa = Fato, principalmente para as grandes responsáveis pela quase totalidade da vacinação aqui,Coronavac e Astra/Ox (50-70%).

Desacompanhada de outras medidas = no ritmo atual de vacinação, a terceira onda acontecerá com a minoria da população vacinada, e mesmo entre os vacinados, boa parte estará suscetível para desenvolver casos leves e transmitir a doença.

Esse cenário é altamente provável, seria uma surpresa não acontecer.

Dúvidas:

1) A terceira onda será maior que a segunda?

- Acho improvável, assumindo as cepas atuais.

2) Os ciclos de transmissão podem se perpetuar e estender a ponto da imunidade entre os vacinados ser progressivamente menor com o passar do tempo e serem necessários reforços vacinais nesse grupo atrasando a expansão da cobertura vacinal?

Ainda cedo para dizer. A eficácia a longo prazo das vacinas ainda não foi validada na prática (tudo muito recente).Essa resposta também depende se o ritmo da vacinação será maior que o ritmo d infecção/reinfecção 

3) Novas cepas mais "resistentes" as vacinas disponíveis podem surgir nesse meio tempo reduzindo/anulando a eficácia das vacinas disponíveis colocando a Pandemia em patamares semelhantes aos iniciais?

-Teoricamente é possível, mas não é o comportamento notado até aqui?.Então é isso, no ritmo atual de vacinação, com as vacinas disponíveis, e redução desenfreada das medidas de isolamento, uma nova ascensão no número de casos é altamente provável, parte dos infectados/transmissores serão os já vacinados, esse cenário torna o término da pandemia imprevisível e não dependente apenas da velocidade da taxa de vacinação. 

Ah, me desculpem pela obviedade, mas por alguns comentários parece necessário falar o óbvio:

Tempo indeterminado é diferente de "para sempre", ok?

A despeito de tantos erros nas medidas de isolamento e cobertura vacinal, é improvável que a pandemia dure "para sempre". 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Covid-19: SP volta a superar mil mortes por dia; casos somam 2,8 milhões



Do UOL, em São Paulo

O estado de São Paulo voltou a registrar mais de mil mortes em um dia por covid-19. Dados divulgados no boletim de hoje da Secretaria Estadual da Saúde apontam 17.992 novos casos e 1.044 novas mortes no período de 24 horas.

A última vez que a marca de mil mortes foi superada foi no dia 20 de abril, quando foram registrados 1.122 óbitos. Os números de hoje têm dados acumulados do final de semana, quando habitualmente são registrados menos óbitos e casos.

Abril já é o mês mais letal da pandemia no estado com mais de 17 mil mortes, contra 15.159 de março, mês que havia batido recorde. No total, já são 2.856.225 casos e 93.842 óbitos por covid-19 no estado desde o início da pandemia.

Hoje, São Paulo tem 22.112 pacientes internados em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) e 11.686 em enfermarias. A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado é de 80% e na Grande São Paulo é de 78,3%.

Nos últimos dias, o governo do estado apontou uma queda conjunta nos indicadores de novos casos, óbitos e novas internações pela primeira vez em dois meses.

De acordo com o governo paulista, o registro de novos casos diários em relação à última semana epidemiológica caiu 14%, novas internações reduziram em 6% e óbitos, em 23%. O Centro de Contingência do Coronavírus atribui as quedas à diminuição de circulação nas fases restritivas.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

"O pior ainda está por vir", avalia ex-secretário do Ministério da Saúde


Em entrevista ao Jornal da CBN, o epidemiologista Wanderson Oliveira afirmou que é esperado um aumento de transmissão de vírus respiratórios no inverno, inclusive o coronavírus. Ele prevê um aumento de casos nos próximos meses.

O epidemiologista Wanderson Oliveira afirmou ao Jornal da CBN que os casos de Covid-19 devem aumentar com a chegada do inverno. Ele afirmou que estamos estamos entrando em período de transição entre o outono e a estação mais fria do ano, quando se espera um aumento de transmissão de vírus respiratórios. Por isso, nos próximos meses, o número de casos de Covid-19 deve aumentar.

O secretário de serviços integrados de saúde do STF e ex-secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde defendeu que, para acelerar a vacinação contra a Covid-19, 'precisaríamos ter um reforço, trabalhando com clínicas privadas e outras instituições'.

Ouça a entrevista completa.



domingo, 18 de abril de 2021

O CFM e os médicos com licença para matar


O CFM e os registros 007

Estimular o uso de drogas comprovadamente ineficazes, mas que podem fazer mal, é conceder carteira de registro médico de número 007, com licença para matar.

Por Mauro Schechter* e Natalia Pasternak**

Foi com estupefação que lemos recentes entrevistas em que o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) continua a alegar ser direito do médico prescrever o chamado “tratamento precoce”. Segundo ele, não haveria evidências científicas que permitiriam definir a eficácia ou a ineficácia do “kit”, em particular da cloroquina. Não sabemos se o presidente do CFM desconhece o processo de desenvolvimento de medicamentos, ou se não se atualiza desde meados do ano passado.

No começo da pandemia, na França, o Dr. Didier Raoult publicou um artigo indicando que a hidroxicloroquina teria espetacular ação em eliminar o vírus de pacientes com Covid-19. O Dr. Raoult, alvo de ação por charlatanismo, admitiu que o artigo é incorreto, e o uso de cloroquina para tratamento de Covid-19 é proibido na França desde maio de 2020.

Desde a publicação original de Raoult, pesquisas demonstraram que a cloroquina: 1) não impede a replicação do vírus em células pulmonares; 2) foi ineficaz nos três modelos animais de Covid-19 em que foi testada; e 3) foi ineficaz em todos os estudos prospectivos com tamanho amostral adequado realizados. Quando todos os 35 estudos prospectivos existentes na literatura são considerados, não só a cloroquina foi ineficaz, como seu uso se associou com maior risco de óbito (ver em http://metaevidence.org/covid19.aspx).

Por isso, não há mais estudos avaliando a sua eficácia, e todas as sociedades profissionais do mundo contraindicam seu uso para prevenção ou tratamento de Covid-19. O mesmo se aplica a azitromicina, vitamina D e zinco, testados em estudos de fase 3, sem sucesso.

Quanto à ivermectina, é consensual que, para que seja atingida a concentração que, no tubo de ensaio, inibe a multiplicação do vírus, seria necessário utilizar uma dose provavelmente letal para seres humanos. Por isso, todas as sociedades científicas contraindicam seu uso fora de estudos clínicos. Convém lembrar que ivermectina é contraindicada durante a gravidez pelo risco de causar malformações congênitas.

Em resumo, o presidente do CFM parece esquecer o mais importante do juramento médico: primeiro, não fazer mal. Estimular o uso de drogas comprovadamente ineficazes, mas que podem fazer mal — vide excesso de óbitos com uso de cloroquina em estudos clínicos, fila de transplante hepático por uso indiscriminado de ivermectina e possíveis malformações congênitas —, é conceder carteira de registro médico de número 007, com licença para matar.

Respaldados pelo CFM, “kits covid” são receitados no sistema público de saúde e em planos e hospitais privados. Planos privados têm sido denunciados por coagir médicos a prescrevê-los indiscriminadamente, sem examinar o paciente ou colher seu histórico. Alguns dos medicamentos incluídos, como corticoides e anticoagulantes, que jamais devem ser usados sem supervisão médica, são enviados por “delivery”. Outros, como antibióticos, cuja receita deveria ser retida na farmácia, também são remetidos por entregadores.

Se, no início, sendo bastante generosos, havia algum motivo para que o CFM defendesse a “autonomia do médico” para prescrever qualquer coisa, porque, afinal, mal não faria, essa afirmação não mais se sustenta diante dos dados há muitos meses disponíveis. Some-se a isso a recente denúncia de médicos forçados a prescrever o “kit covid”. Quem defende a autonomia dos médicos coagidos?

Enquanto durar a atual postura do CFM, a Medicina no Brasil estará, na prática, sem regulamentação. Estamos diante do desmonte da Medicina brasileira.


*Professor titular de Infectologia da UFRJ, adjunto da Universidade de Pittsburgh e associado da Universidade Johns Hopkins

**Doutora em microbiologia, presidente do Instituto Questão de Ciência e membro do Committee for Skeptical Inquiry

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Pode melhorar


Atila Iamarino

Depois de muita subida de casos e internações, algumas regiões estão estabilizando em casos. Uma conversa sobre o que podemos fazer para melhorar.

Pária e piada mundial


quarta-feira, 14 de abril de 2021

Brasil é motivo de piadas no Parlamento da França

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Genocídio

 

O número de mortes ultrapassou o de nascimentos na região sudeste do Brasil na primeira semana de abril. Fato inédito na história do país. Os dados são da Arpen Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) disponibilizados no Portal da Transparência.

Foram 13.998 registros de nascimentos emitidos contra 15.967 registros de óbitos, no período de 1º a 8 de abril. Esse números englobam apenas a região sudeste, constituída pelos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

terça-feira, 6 de abril de 2021

4.211 mortos em 24 horas



Brasil supera 4.000 mortes por covid em 24h e dobra recorde diário em 1 mês


Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

O Brasil bateu, mais uma vez, recorde no número de mortes pela covid-19. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 4.211 óbitos em todo o país. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Em um mês, o Brasil dobrou o número de mortes pela covid. Em 10 de março, registrou mais de 2.000 óbitos nas últimas 24 horas. Dias depois, em 23 de março, o país superou a marca de 3.000 mortes no mesmo dia.

Em 6 de março, o recorde da pandemia era de 1.840 pessoas mortas por dia. O número total de vítimas da pandemia é de 337.364.

Os números mostram o avanço da covid no Brasil e confirmam que março foi o mês mais letal da pandemia, com mais de 66 mil pessoas mortas. Para abril, entretanto, a previsão é de que o Brasil tenha 100.000 mortes pela covid-19, apontam projeções são da Universidade de Washington.

De ontem para hoje, foram registrados 82.869 novos casos de covid-19, chegando a um total de 13.106.058 pessoas já infectadas. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

A pandemia nos estados

Dez estados reportaram mais de cem mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Nestes locais, o total de vítimas soma 3.505:

São Paulo - 1.389
Rio Grande do Sul - 418
Goiás - 366
Rio de Janeiro - 347
Paraná - 280
Santa Catarina - 224
Ceará - 142
Bahia - 122
Espírito Santo - 110
Mato Grosso - 107

O Brasil em números

Na primeira onda:

Maior número de mortes em 24 h: 1.554 (19/7)
Maior média móvel de óbitos: 1.097 (25/7)
Maior período com média acima de mil: 31 dias
Maior número de óbitos em uma semana: 7.679 (de 19/7 a 25/7)

Na segunda onda:

Maior número de mortes em 24 h: 4.211 (6/4)
Maior média móvel de óbitos: 3.119 (1/4)
Maior período com média acima de mil: 76 dias
Maior número de óbitos em uma semana: 19.603 (de 28/3 a 3/4)

As 40 maiores médias móveis de mortes por covid-19 no Brasil ocorreram nos últimos 40 dias. As dez mais altas são as seguintes:

1 de abril - 3.119
2 de abril - 3.006
31 de março - 2.971
3 de abril - 2.800
6 de abril - 2.775
4 de abril - 2.747
30 de março - 2.728
5 de abril - 2.698
29 de março - 2.655
28 de março - 2.598

Os cinco dias com maior número de mortes em toda a pandemia ocorreram nos últimos 12 dias (os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais):

6 de abril - 4.211
31 de março - 3.950
1 de abril - 3.673
30 de março - 3.668
26 de março - 3.600

Dados da Saúde
Pela primeira vez em toda a pandemia, o Brasil registrou mais de 4 mil mortes provocadas pela covid-19 em um intervalo de 24 horas. Em boletim divulgado nesta terça-feira (6), o Ministério da Saúde informou que foram reportados 4.195 óbitos causados pela doença entre ontem e hoje.

Até então, pelos números do ministério, o recorde anterior havia sido computado em 31 de março, com 3.869 mortes. Desde o início da pandemia, o total de mortos em todo o país subiu para 336.947.

Pelos dados da pasta, houve 86.979 diagnósticos positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas, elevando para 13.100.580 o total de infectados no país desde março de 2020.

Segundo o governo federal, 11.558.784 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.204.849 em acompanhamento.

sábado, 3 de abril de 2021

Nomeado pelo genocida, ministro Nunes Marques libera cultos e missas em todo o país no auge do morticínio


Mesmo com agravamento da pandemia, Kassio libera cultos e missas em todo o País

Rafael Moraes Moura/ DF e Rayssa Motta/ SP

Enquanto o país enfrenta o pior momento da pandemia do novo coronavírus, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques decidiu autorizar a realização de celebrações religiosas em todo o País. Indicado ao cargo pelo presimente Jair Bolsonaro, Kassio determinou que sejam aplicados protocolos sanitários nos espaços religiosos, limitando a presença em cultos e missas a 25% da capacidade do público. Tudo isso com a fiscalização da mãe dele.


Pior momento da pandemia no Brasil

UOL

O país nunca apresentou números tão graves como agora. O mês de março bateu o recorde de mortes por aqui: foram 66.868 mortes no mês só pela doença, mais do que o dobro de junho de 2020, antigo pico da pandemia, com 32.912 óbitos.

Há superlotação nos hospitais, com leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em falta, e interrupção de enterros e cremações nos cemitérios.

Apesar dos questionamentos do presimente, é consenso científico internacional que a diminuição da circulação de pessoas resulta diretamente na diminuição da transmissão do vírus, o que faz, consequentemente, com que os índices caiam.

Medidas de isolamento com fechamento de serviços não essenciais, como as criticadas por ele, foram adotadas por todos os países que melhor combateram o vírus.

Cidade que deu 83% dos votos ao genocida comemora mil mortos



Morreram mais brasileiros por Covid-19 em março do que a soma de 109 países em um ano


Um gráfico com números do site "Nosso mundo em dados", ligado à Universidade de Oxford mostra que, apenas no mês de março, o Brasil teve 66.573 mortes. Segundo a BBC, é um número tão grande que é maior do que a soma dos óbitos em 109 países toda a pandemia.

Esse grupo inclui 36 países com índice de desenvolvimento humano mais alto do que o do Brasil, como Coreia do Sul e Austrália, e 26 países com mais de 20 milhões de habitantes, como Angola. Esses 109 países tiveram, juntos, 64.571 mortes ao longo de toda a pandemia.

No dia 31 de março, o Brasil registrou 3.869 mortes por Covid. No mesmo dia, no mundo todo, morreram 12.262 pessoas. Isso significa que, neste dia, o Brasil registrou 31,5% de todas as mortes do mundo. É um número altíssimo, considerando que o Brasil tem apenas 2,7% da população mundial.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Brasil registra novo recorde de mortes por Covid em 24 horas: 3.650


Com isso, o total de vítimas fatais da doença no País chegou a 307.112

Redação

O Brasil contabilizou 3.650 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado na noite desta sexta-feira 26 pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Trata-se de mais um recorde de óbitos em um único dia. Com isso, o total de vítimas fatais da doença no País chegou a 307.112.

O Conass também registrou entre quinta e sexta-feira 84.245 novos casos da doença, levando o total oficial de infectados a 12.404.414.

Um indicativo de que o País caminhava para um novo recorde negativo se deu nesta manhã, quando o estado de São Paulo anunciou 1.193 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, maior número desde o início da pandemia.

A média de mortes por Covid-19 no Brasil, que leva em consideração os dados dos últimos sete dias, indica a dramática aceleração da doença: nesta sexta, a média é de 2.400, ante 2.280 na véspera.

Já a média de casos no período é de 76.146. Na quinta-feira 25, era de 77.050


terça-feira, 23 de março de 2021

Número diário de mortes por covid-19 no Brasil passa de 3 mil


O boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) desta terça (23) com os dados sobre a evolução da doença aponta o registro de 3.251 mortes nas últimas 24 horas; total de óbitos vai a 298.676

Por Valor

Como previsto por especialistas, o Brasil passou da marca de 3 mil mortes por covid-19 registradas em um intervalo de 24h. Foram registrados 3.158 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde.

Foi o maior número de vidas perdidas para a doença contabilizado no país em um intervalo de 24 horas. Com isso, o total de mortes provocadas pelo novo coronavírus atinge 298.843.

A média móvel de novas mortes no Brasil na última semana foi de 2.349 por dia, uma alta de 43% em relação aos dados registrados em 14 dias e também um recorde pelos dados coletados pela imprensa.

Os casos confirmados somam 12.136.615, sendo 84.996 diagnósticos contabilizados nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço fechado às 20h.

A média de novos casos nos últimos sete dias é de 75.288 por dia, uma elevação de 9% em relação aos casos registrados em 14 dias.

Os dados divulgados pelo consórcio de imprensa foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 de junho para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

Ministério da Saúde

O boletim do Ministério da Saúde desta terça-feira (23), com os dados sobre a evolução da doença, também aponta o registro recorde de 3.251 mortes nas últimas 24 horas. O total de óbitos pela doença subiu para 298.676 no país pelos dados do Ministério.

O boletim fechado às 18h de hoje informa ainda que o Brasil registrou 82.493 novos casos de covid-19 no mesmo intervalo. Com isso, o total de diagnósticos confirmados da doença nas estatísticas oficiais sobe para 12.130.019.

De acordo com o levantamento, São Paulo é o Estado com mais mortes (68.623) e casos confirmados (2.332.043) de covid-19. Minas Gerais é o segundo Estado com mais casos (1.040.198) e o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos (35.331).

João Gordo: “Quem apoia Bolsonaro é cúmplice de genocídio”

SP bate recorde e registra 1.021 novas mortes por Covid-19 em um dia


Dados foram divulgados na manhã desta terça (23) no site da Secretaria Estadual da Saúde. Máxima anterior era de 679 mortes confirmadas em 24h no estado, registrada no dia 16 de março.

Por G1 SP — São Paulo

O estado de São Paulo registrou 1.021 novas mortes provocadas pela Covid-19 nesta terça-feira (23), o recorde em 24 horas desde o início da pandemia. O número equivale a três mortes a cada quatro minutos.

O estado agora totaliza 68.623 óbitos causados pelo coronavírus. Os dados foram publicados no site da Secretaria da Saúde nesta manhã. Geralmente, as informações são divulgadas no período da tarde pela gestão estadual.

O recorde anterior, registrado na semana passada, era de 679 mortes em um dia, e representava um óbito a cada 2 minutos nas últimas 24h.

Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período.

As notificações costumam ser menores em finais de semana, feriados e segundas-feiras, por conta do atraso na contabilização.

Na última sexta-feira (19), o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, admitiu que o governo projetava registrar 800 mortes diárias nos próximos dias.

Nesta terça (23), em entrevista à GloboNews, Gorinchteyn, lamentou o índice, mas defendeu que o valor não representa um retrato direto das últimas 24 horas.

"Apesar de chocarem, porque são vidas que se perderam, eles não retratam essas 24 horas. São dados que eram represados no final de semana e que foram aportados de forma abrupta agora nos dados de terça-feira", disse o secretário.

Ele também afirmou que a taxa de isolamento social ainda segue muito baixa e cobrou adesão da população.

"Diminuir a circulação de pessoas é também diminuir com ela a circulação do vírus. (...) Estamos sempre clamando por ajuda, mas ainda vemos as pessoas nas ruas", disse.

Uma semana após o início da fase emergencial, em vigor desde o dia 15, o índice de isolamento subiu apenas 1%. Em 14 de março, o estado registrou 50%. No dia 21, 51%.

Internados

O número de pacientes internados com Covid-19 subiu 113% no estado de São Paulo em apenas um mês, como mostra o vídeo abaixo.

Nesta segunda (22), 29.039 pessoas ocupavam leitos destinados à doença. No dia 22 de fevereiro, eram 13.606. Os índices desta terça (23) ainda não foram divulgados pela gestão estadual.

Do total pacientes internados atualmente, 16.871 estão em enfermaria e 12.168 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Número de internações por Covid em SP mais do que dobra em março em relação a fevereiro

O número de pessoas em UTI em São Paulo é mais de três vezes maior do que em toda a Argentina, que possui uma população semelhante ao estado com aproximadamente 44 milhões de habitantes.

As taxas de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do estado de São Paulo também já superaram os índices registrados no pico de 2020 da pandemia.

Nesta segunda, a ocupação média chegou a 91,9% no estado de São Paulo, contra 77,2% no momento mais grave da pandemia no ano passado, no final de maio.

O índice foi a 91,6% na Região Metropolitana da capital. Na Grande São Paulo, a taxa se aproxima do recorde registrado em maio de 2020, quando a ocupação chegou a 92,2%.

No dia 10 de março, o governo de São Paulo já havia alertado para a dificuldade de atender a população, uma vez que o ritmo de novas internações é maior do que o de altas.

Mortes à espera de leitos

Ao menos 135 pessoas com Covid-19 ou suspeita da doença não resistiram à espera por um leito de UTI e morreram até esta segunda-feira (22) no estado de São Paulo. O levantamento é do G1, da TV Globo e da GloboNews.

Entre as vítimas, há um menino de três anos, uma jovem de 25, sem doenças prévias, no interior do estado, e um rapaz de 22 anos na capital paulista.

As cidades com maior registro de mortes na fila estão na Grande São Paulo, Taboão da Serra e Franco da Rocha, com 15 cada uma.

Os pacientes estavam cadastrados no sistema de regulação de transferências do estado, mas não resistiram até chegar a vaga, de acordo com a Secretaria da Saúde.

Fase emergencial

Desde o dia 15 de março o estado de São Paulo está na fase emergencial, a mais restritiva do plano de flexibilização econômica. A medida foi tomada para tentar conter o avanço do coronavírus no estado.

Entretanto, prefeitos de diversos municípios chegaram a cobrar medidas mais rígidas de isolamento social, como um lockdown, uma vez que o sistema de saúde já sofre com falta de leitos e abastecimento de oxigênio.

Apesar do pleito, a gestão de João Doria (PSDB) defende que as regras mais duras sejam determinadas pelas próprias administrações locais e tem descartado implementar a medida em todo o estado.