Quem me contou tem memória privilegiada e garante que o texto do Correio Braziliense, com grave denúncia, jamais foi superado em suas retinas cansadas.
Estava em sua casa, em Brasília, folheando o jornal, quando se deparou com a reportagem explosiva. Um ex-Procurador Geral da República entrara com uma ação para anular um concurso de Miss Distrito Federal. Apresentava argumentos de peso, enaltecendo o molejo, o andar malemolente, o olhar insinuante da segunda colocada, vilmente derrotada por manobras com claras intenções revanchistas.
O concurso era realizado pela afiliada da Rede Tupi. Também dos Associados, o Correio Brazilliense ironizava a busca de justiça para tema de tal relevância.
O nome do ex-Procurador era Henrique Fonseca Araújo, um deputado obscuro do Rio Grande do Sul, trazido para o centro do poder por Leitão da Cunha, o poderoso Chefe da Casa Civil de Ernesto Geisel. A jovem injustiçada, certamente vítima de algum marxismo revanchista, era sua dileta filha.
Minha fonte garante que até ontem não tinha lido nada mais esdrúxulo, até conferir a cobertura do discurso do chanceler Ernesto Araújo nos Estados Unidos, deblaterando contra Adorno, Marx, Foucault, Rosa de Luxemburgo, Gramsci, Bertolt Brecht, Rosa Luxemburgo, Jacques Lacan, Herbert Marcuse e György Lukács e defendendo a carne vermelha.
Henrique, o que questionou o resultado do Miss Distrito Federal, é pai. Ernesto, é o filho e herdeiro intelectual. Só aí minha fonte se deu conta das verdades do dito popular que diz que quem sai aos seus não degenera.
Filho de louco, louquinho é

Nenhum comentário:
Postar um comentário