sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Novo PGR monta equipe que mistura desvario, estupidez, perversão e má fé


Luis Felipe Miguel

Leio no jornal que Augusto Aras, aquele que Biroliro está nomeando para defender sua família na Procuradoria Geral da República, vai incluir Guilherme Schelb e Airton Benedito na sua equipe.

(O jornal escreve “time”, um anglicismo repulsivo. Desde quando “time” passou a ser usado em português fora de contexto esportivo? Acho que foi quando, por um lado, os jornais passaram a trabalhar massivamente com material chupado às pressas de sites estrangeiros na internet e, por outro, todos nós passamos a assistir seriados piratas legendados por adolescentes com três ou quatro semestres de Yázigi.)

Mas, voltando à conversa: Schelb e Benedito são o que existe de mais bizarro e assustador no MPF. Revelam há muito tempo, no mais alto grau, aquela peculiar mistura de desvario, estupidez, perversão e má fé que confluiu para o bolsonarismo.

Schelb, apóstolo do Escola Sem Partido, é aquele que julga que os problemas da educação brasileira serão resolvidos se as professoras forem obrigadas a usar jalecos, para que os alunos não possam ver seus decotes. Benedito, cuja ficha de agressões e absurdos nas redes sociais rivaliza com a de um Weintraub ou um Araújo, é um obcecado pela “doutrinação marxista” nas escolas e defensor apaixonado da censura nas universidades (a peça recheada de impropérios com que ele buscou proibir o curso sobre o golpe de 2016 na Universidade Federal de Goiás ainda vai entrar para os anais da psiquiatria mundial).

Não há dúvida que o projeto de Bolsonaro é fazer do Ministério Público uma agência avançada do ataque aos direitos. A julgar pela equipe de Aras, o direito à educação é um dos alvos prioritários.

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