segunda-feira, 9 de março de 2020

Mundo em transe



Neste momento a geopolítica ferve e entra em ebulição.

Queda dos preços de quase todas as commodities, com exceção como é natural, do ouro, e puxada pelo petróleo que cai desde sexta mais de 30% no mercado mundial.

O coronavírus é um ingrediente dentro de outras questões, como no caso do desentendimento entre Opep e Rússia para controlar produção e segurar o preço do petróleo.

A Rússia joga suas fichas e parece que acertada com a China, que ganha com petróleo mais barato, já que é o maior importador do mundo.

A China enfrenta ainda o coronavírus, mas parece que em novo estágio de enfrentamento.

A Europa está parando.

Os EUA perde muito e no exato momento em que o coronavírus assusta os americanos que vê Trump desdenhar os riscos.

O petróleo de xisto e o shale gas cujos projetos nos EUA já não estavam se pagando, agora pior, entram em forte prejuízo com petróleo a US$ 36 o barril.

Isso tudo tem efeito imediato no humor dos americanos e na eleição presidencial.

No mundo globalizado todos são atingidos.

O Brasil poderia estar sendo menos atingido, se ao invés de estar exportando petróleo (agora a preço muito barato), estivesse processando o mesmo aqui, em nossas refinarias, quando seríamos menos atingidos.

A queda nas receitas dos royalties do petróleo a que têm direito os municípios e estados petrorrentistas será percebida em maio, porque ela se refere à produção e preço do barril de dois meses antes.

O mais complicado é que em maio é também quando sai a segunda parcela trimestral das Participações Especiais (PE), que são mais volumosas e referentes às maiores produções dos grandes campos de petróleo.

Um pouco antes, abril, o STF julgará a ação sobre a mudança da forma de rateio dos royalties entre os entes federados.

No meio de enorme crise econômica nacional e das consequências do Coronavírus.
Tempestades em ano eleitoral.

Nas últimas duas semanas o preço do barril de petróleo caiu bastante, mas o preço nas bombas segue o mesmo.

Pior. Com os erros de Guedes que tombam o PIB e a nossa economia todos sofrerão mais agora, de forma exponencial, com essa crise global sobre a crise nacional.

Como sempre as crise atingem os mais pobres.

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