quarta-feira, 10 de junho de 2020

Empresas alemãs veem economia "em colapso" e começam a sair

Renda per capita, que em 2016 era 'a mesma no Brasil e na China', agora é 30% inferior à chinesa, publica Handelsblatt
Toda Mídia - Nelson de Sá

O financeiro alemão Handelsblatt produziu especial sobre o Brasil, com título geral para a “economia em colapso”.

Abre com a trajetória do banqueiro de investimentos Julian Stippig, que se mudou para São Paulo e criou a marca de luxo Sissa. Cinco anos depois, demitiu os 22 funcionários, vendeu as máquinas e está de “malas prontas para se mudar para Munique”.

Outro executivo de banco alemão em São Paulo avalia que as empresas de seu país, que segundo o jornal respondem por 10% do PIB brasileiro, terão de eliminar dos balanços o que aplicaram nas subsidiárias.

Em entrevista, diz o presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Philipp Schiemer: “Se olhar a balança de pagamentos na indústria automotiva, há anos as matrizes [alemãs] transferem enormes quantias de dinheiro para manter o funcionamento”. No título, outra frase sua, de que o Brasil “se tornou claramente menos atrativo”.

Para ilustrar a “profunda queda” do mercado consumidor nacional, o Handelsblatt destaca que a renda per capita “era a mesma no Brasil e na China em 2016 e hoje a brasileira está 30% abaixo da chinesa”.

ALEMANHA & CHINA

Em longa entrevista ao alemão Bild, o ministro do exterior, Heiko Maas, disse que as relações da Alemanha com os EUA se tornaram “complicadas”.

Por outro lado, ecoando por Handelsblatt e outros, afirmou que a cúpula União Europeia-China, que foi adiada pela pandemia, deve acontecer neste ano. “A China está se tornando superpotência”, disse Maas. “A China é o maior parceiro comercial da Alemanha.”

SEGURANÇA ALIMENTAR

Do site uruguaio Tardáguila ao inglês Financial Times, espalha-se a notícia de que “a pandemia começa a afetar produção de carne no Brasil”, em frigoríficos da JBS à Marfrig. Os matadouros são focos, declarou uma procuradora trabalhista ao FT, destacando o Rio Grande do Sul.

O QUE ACONTECE?

Na China, que já vinha atenta à logística das importações agropecuárias do país, o site Sina publicou a análise “O que está acontecendo de errado com o suprimento de minério de ferro do Brasil?”, concentrando-se no porto de Itaguaí, que teria sido afetado pela pandemia.


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