sexta-feira, 12 de junho de 2020

Generais contra a ditadura e a repressão

Calma, não é no Brasil, não...


Em Washinton

General da ativa e chefe do estado-maior das Forças Armadas dos EUA, Mark Milley pediu desculpas por ter caminhado ao lado do presidente Trump na praça Lafayette em 1º de junho, dia da maior repressão a manifestantes em Washington.

“Eu não deveria ter estado lá. Minha presença naquele momento e naquele ambiente criou a percepção de envolvimento dos militares em política doméstica. Como oficial da ativa, foi um erro com o qual aprendi, e sinceramente espero que nós possamos aprender com ele”, disse Milley.

A manifestação de Milley é um revés para Trump, que ameaçou usar militares contra manifestantes. Milley mostra compromisso dos militares americanos com a democracia. Eles levam a sério subordinação ao poder civil. Não almejam tutelar país, como fazem generais golpistas no Brasil.

O secretário de Defesa, Mark Esper, também manifestou discordância pública em relação a Trump. Pelo menos outros 4 generais da reserva criticaram Trump por considerá-lo uma ameaça à democracia americana. Movimento de militares enfraquece o presidente política e eleitoralmente.

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