terça-feira, 9 de junho de 2020

Numa Democracia, Congresso e STF já teriam agido para tirar o criminoso genocida da Presidência




Golpes modernos não demandam o cabo nem o soldado. Acontecem em ondas. De repente, a sociedade fica anestesiada com maquiagem de dados sobre genocídio ou normaliza o fascismo aberto e declarado de um governo que massacra o povo. Crimes de responsabilidade viraram novo normal. Foi.

Bolsonaro usou democracia para solapá-la. Já deveria ter sido enxotado da Presidência. Mas o Brasil tem a capacidade de conviver com o véio da Havan fazendo má política pública e com um presidente criminoso. Agora, vai acabar com o Bolsa Família. Ideia desse gênio, o Guedes. Foi.

A autocongratulação no jornalismo para enfrentar essa extrema-direita com punhos de renda dá vontade de vomitar. "Parece que ele ameaça a democracia... vamos fazer um pool!" Que escolha difícil, não? Se o jornalismo tivesse cumprido o seu papel, o Bolsonaro não seria presidente.

Num democracia, desde quando é normal um pool de veículos de imprensa ser feito para apurar dados que deveriam ser públicos? Já não é democracia. Temos um Estado que não cumpre seu papel, mas se curva ao desejo do ditadorzinho que não quer noticiar mais de mil mortes por dia. Foi.

Noticiado como avanço, o pool da imprensa para divulgar dados, tarefa que seria dever do poder público numa democracia, mostra a que ponto o país chegou. Andamos de 85 para cá para tolerar isso? Congresso e STF já deveriam ter agido para tirar o criminoso genocida da Presidência.

Isso não aconteceria numa democracia de verdade. Não se discutiria a divulgação do dado público! Seria rotina. Não há nada a comemorar sobre essa tarefa, até louvável diante do que vivemos. Mas é lamentável ser necessária. É o retrato da nossa tragédia.


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