Fernando Brito
O aumento do número de casos de coronavírus na Europa, levando o continente a iniciar pela Itália uma série de bloqueios na circulação de pessoas já faria, por si só, acontecer uma queda violenta nos mercados financeiros.
Mas a decisão da Arábia Saudita de “torrar” petróleo muito abaixo dos preços mundiais – num confronto com a Rússia, outro grande exportador – jogou gasolina na fogueira, provocando uma queda no preço da commodity energética, com uma queda, agora de 22% e arrastando as empresas petroleira a um patamar ainda mais baixo do que tinham ante a provável redução da demanda normal pela interrupção de viagens e de transporte de mercadorias.
Todas as companhias de petróleo estão caindo perto de 10% pelo muno e as ligadas a exploração de shale oil, o petróleo de xisto, o trunfo norte-americano, caem mais e 20% nas negociações do premarket dos EUA que, como um todo, cai perto de 5%. As bolsas europeias, em meio ao caos, baixam 7% neste momento.
As ações da Petrobras, que caíram quase 10% na sexta, devem abrir o dia repetindo a dose, empurrando o índice Bovespa para perto dos 90 mil pontos, a cotação que tinha ao final do governo Temer.
Será, como diz o equilibrado jornalista econômico José Paulo Kupfer, no UOL, uma “segunda-feira sangrenta” para o capital.
O dólar deve abrir acima de R$ 4,75, esperando o leilão do Banco Central para cair , depois, voltar a subir.
A crise, que muitos subestimaram, está apenas começando.

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