quarta-feira, 17 de junho de 2020

A CORDA, A VACA E A BARRACA


Moisés Mendes

São muito complexas as mensagens cifradas enviadas pelo bolsonarismo. É coisa do nível de um Nostradamus.

No dia 12 de junho, o general Luiz Eduardo Ramos, ministro chefe da Secretaria de Governo, disse:

“Não estica a corda".

No dia 16 de junho, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou:

“A bola é de couro, o couro vem da vaca e a vaca come grama”.

Hoje, Bolsonaro largou essa:

“Eu não vou ser o primeiro a chutar o pau da barraca”.

Quem estica a corda, quem é a vaca e quem será o primeiro a chutar o pau da barraca? Quem é a barraca?

O bolsonarismo é cada vez mais aquele tio bêbado do churrasco de domingo que só come o coraçãozinho de galinha assado para as crianças.

Tudo isso quer dizer que, se houver golpe, terá acontecido pela nossa incompetência em matar as charadas infantis deles.

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