Queiroz sabe o que aconteceu com Adriano.
Se é esperto - e "esperto" sempre foi o adjetivo adequado para ele - entende que agora a melhor maneira de se proteger é abrir o bico. Porque as promessas de proteção do clã não valem um tostão furado.
E Bolsonaro, que andava nervosinho, já pode ficar desesperado.
Ele tem tentado freneticamente construir um dispositivo militar (ou militar-policial) que seja robusto o suficiente para tornar críveis suas ameaças de (novo) golpe.
Nos últimos dias, o Supremo parece ter - finalmente - compreendido que contemporizar com as ameaças é permitir que esse esforço prospere.
A cúpula do Exército se alinha a Bolsonaro no autoritarismo e no desprezo pelo povo. É com isso que ele conta.
Isso não quer dizer que esteja disposta a um confronto aberto. Em grande parte, tudo indica, não está. É por isso que uma resposta enérgica às bravatas de Bolsonaro é importante.
Os generais também preferem se esconder atrás do discurso frágil da "harmonia entre poderes" e coisas assim.
No entanto, a cada dia - e o dia de hoje entra, com destaque, nessa relação - são lembrados de que o que fazem é proteger um governo de insanos e de criminosos comuns. Fica cada vez mais difícil sustentar uma desculpa, para a sociedade e também para si mesmos.
O Brasil entrou numa espiral de desvario tão grande que é difícil fazer qualquer previsão com base na lógica. Mas eu diria que a chapa está esquentando pro Bolsonaro.

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