domingo, 5 de maio de 2019

Educação: comparando os governos de esquerda com os de direita



Comparando os governos de esquerda (Lula e Dilma) com o de direita (Bolsonaro):

Os governos do PT criaram 18 universidades, 173 campus e 360 Institutos Federais. O número de alunos entre 2003 a 2014: de 505 mil para 932 mil.

Além de permitir que milhares de estudantes estudassem no exterior com o Ciência sem Fronteiras e criar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Já Bolsonaro votou a favor da PEC 55, que congelou por 20 anos os investimentos em educação, cortou R$ 5,8 bilhões do orçamento da educação no mês passado. Este mês ele cortou 30% do orçamento das universidades e institutos federais e mais 2,4 milhões do orçamento da educação básica.

O ministro da educação diz que quer tirar recursos das universidades federais para transferir para a educação básica.

Mas os recursos para a educação básica provêm de estados e município. Aí o ministro diz que vai dar um jeito...

Para dar um jeito precisa de aprovação do congresso. São necessárias mudanças na legislação. E isso não ocorre de um dia para o outro. Demora...

Mas o ministro diz que um estudante universitário, nas universidades federais, custa R$ 30 mil ao ano, e que isso seria 10 vezes mais que uma criança em uma creche. 

O problema é que, além de não citar a fonte, esse dado é falso.

Os dados disponíveis no Ministério da Educação são de 2008, e mostram um custo anual de R$ 14.763 para o estudante universitário e R$ 2.632 para o estudante da educação básica. O estudante universitário era, na verdade, 5 vezes mais custoso em 2008.

No site do MEC tá assim: 
“Apesar de ainda ser grande a discrepância, essa relação vem diminuindo. Em 2000, por exemplo, o investimento em um aluno do ensino superior era 11 vezes maior do que na educação básica..."
"A meta do MEC é reduzir para quatro essa proporção, o que é recomendado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).”

E o ministro parece não entender que o estudante universitário é obviamente mais caro porque o custo sempre vai se elevando mesmo. Professores do ensino médio recebem salários maiores do que professores de creche.

Universidades fazem pesquisa e isso gera um aumento significativo em termos de custos. Porque pesquisa é algo que tem um custo bastante alto mesmo, pois demanda recursos materiais, com mão de obra altamente qualificada.

Sem pesquisa não há desenvolvimento. Precisamos de investimentos em pesquisa para sairmos da crise. A história nos ensina que, em momentos de crise, é recomendável aumentar os investimentos em pesquisa. Foi assim durante a história de vários países desenvolvidos.

Em momentos de crise investiam mais ainda em pesquisa. Em universidades existem coisas bem caras, sabia? Como hospitais universitários, por exemplo. E esses hospitais servem a quem? A toda a população.

Os professores da atenção básica são formados em universidades, ministro. Sem universidades, para formar professores, não teremos educação básica.

Mas o presidente Jair Bolsonaro também disse que “Poucas universidades têm pesquisa, e, dessas poucas, a grande parte está na iniciativa privada, como a Mackenzie em São Paulo”.

Mas isso também não é verdade.

A verdade é que as universidades públicas brasileiras produzem mais de 90% da pesquisa do país. No ranking de pesquisa nacional há apenas uma instituição privada entre as 20 melhores, que é a PUC-RS, em 19º lugar.

O restante dessas 20 instituições é todo composto por universidades públicas. E a Universidade Presbiteriana Mackenzie, citada por Bolsonaro, é somente a 62ª colocada no ranking de pesquisa nacional.

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