O homem mais poderoso do país parece mesmo ser Fabricio Queiroz. Explico:
1. Que as milícias da turma de Queiroz mataram Marielle e dominam o Rio de Janeiro já sabíamos, mas o sadismo de Hitzel, seu exibicionismo perverso, está levando a situação a um novo patamar de caos. Não é só o aumento de estatísticas. Assim como Monstronaro, Witler só aumenta o tom de confronto e violência em cada declaração à imprensa, negando que as mortes sejam causadas pela polícia, num exercício macabro de pós-verdade. Matéria no UOL hoje traz um dado auto-explicativo: a polícia de Witler já matou 881 pessoas no primeiro semestre. Mas não fez nem uma única ação nas áreas dominadas pelas milícias. Então é isso mesmo que você está pensando: o objetivo dessas 881 mortes em áreas dominadas pelo tráfico é abrir caminho pra turma de Queiroz. Destruir para ocupar.
2. A destruição da Amazônia em curso está sendo operada na mesma lógica miliciana de Auschwitzel: destruir para ocupar. Não se pode dizer que o Rio esteja exportando savoir faire para o Norte pois essa jagunçada de madeireiros, fazendeiros e garimpeiros já fazia isso muito antes dos milicianos cariocas descobrirem o gatonet. Mas não há dúvidas de que essa festa macabra foi promovida pelos discursos que o parça maior de Queiroz, o Messias, faz desde a campanha eleitoral. Eu adoraria acreditar que a nuvem sombria na maior cidade do país seria o ponto de virada para o país acordar. Mas minha única esperança neste momento é que sanções comerciais da Europa façam pelo menos o agronegócio recuar. Os madeireiros e mineradores, nem isso. Do governo federal só espero mais destruição.
3. Em paralelo, Jair Messias segue obcecado em interferir na PF, no Coaf, na Receita, e em colocar um terraplanista na PGR, tudo com o objetivo final de proteger Queiroz. É a milícia destruindo todas as instituições. Até no Porto de Itaguaí ele interferiu para abrir caminho: destruir para ocupar.
4. Bolsonaro tem um outro grande parça nesse objetivo: Sergio Moro. Embora haja sinais de estremecimento entre eles, o capítulo de hoje da Vaza Jato revela que, em abril do ano passado, quando Guedes já era o posto Ipiranga, o santo graal do Deus Mercado que uniu Chicago a Rio das Pedras, o hoje ministro teve uma falcatrua descoberta e encoberta pela República de Curitiba. Mais uma prova cabal de que eles agiram politicamente para tirar o PT do caminho da turma de Queiroz. Destruir para ocupar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário