O Ministério da Saúde anunciou mais 1.269 mortes e 32.188 casos de coronavírus no Brasil, elevando os números totais no País para 46.510 óbitos e 955.377 infectados desde o início da pandemia.
Os dados atualizados indicam que o País ultrapassou em mais de 10 vezes o número de mortes da China — que contabiliza 4.645, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ontem, o governo federal anunciou uma alta recorde em novos diagnósticos, com 34.918.
Os Estados Unidos já acusaram o governo chinês de esconder relatórios sobre a doença no país, onde teve início a pandemia. As autoridades locais registram que a China tem 84.347 diagnósticos de covid-19.
Já Brasil tem subnotificação de casos e óbitos, indicam estudos desde abril. Pesquisas brasileiras apontam que o número de casos aqui pode ser de 12 a 15 vezes maior do que o reportado pelo Ministério.
O governo contabiliza 463.474 casos recuperados e 445.393 seguem em acompanhamento.
SP tem novo recorde de óbitos
O estado de São Paulo teve 389 mortes confirmadas pela covid-19 nas últimas 24 horas — número mais alto desde o início da pandemia. O recorde anterior era de 365 vítimas do novo coronavírus, registrado ontem.
Ao todo, o estado contabiliza 11.521 mortes e 191.517 casos oficiais. Segundo dados divulgados hoje pelo governo paulista, 70,6% das UTIs do estado estão cheias. Na Grande São Paulo, o número é de 77,1%.
OMS para testes com hidroxicloroquina
OMS (Organização Mundial de Saúde) pediu cautela com o uso da dexametasona e anunciou que vai suspender pela segunda vez os ensaios clínicos com hidroxicloroquina, dentro dos testes chamados "Solidariedade", que buscam um tratamento para a covid-19.
A organização afirmou que a decisão sobre a hidroxicloroquina não afeta os tratamentos feitos fora destes testes e não altera protocolos anteriores. Os testes, um esforço global liderado pela organização, já haviam sido suspensos pela OMS no dia 25 de maio, mas, depois, foram retomados.
Depois que os Estados Unidos revogaram a autorização para uso emergencial de cloroquina e hidroxicloroquina nos tratamentos, a organização reviu resultados dos testes e concluiu que "não há evidências de redução da mortalidade".
Ainda na coletiva de hoje, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, agradeceu aos esforços dos pesquisadores britânicos que apresentaram ontem bons resultados sobre o uso da dexametasona em doentes graves com a covid-19. No entanto, a organização pediu cautela com o medicamento e alertou que não é preciso "correr para alterar protocolos médicos".

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