segunda-feira, 8 de junho de 2020

Ministério contra a Saúde alega que tivemos 679 novas mortes e Brasil passa de 700 mil casos


Covid: Saúde confirma 679 novas mortes e Brasil passa de 700 mil casos
UOL

O balanco mais recente do Ministério da Saúde sobre a pandemia de covid-19 no país, divulgado desta vez às 18h30, indica que foram confirmados nas últimas 24 horas 18.912 novos casos e 679 óbitos. Somados esses aos números dos outros dias, o Brasil tem hoje 37.124 mortes e 710.670 pessoas já diagnosticadas.

A atualização foi feita durante coletiva realizada hoje no Palácio do Planalto, em que o governo anunciou que voltará a divulgar a atualização sobre a pandemia do coronavírus no Brasil às 18h.

A justificativa do governo para problemas recentes foram questões técnicas e aprimoramentos do portal oficial, que voltará a ser disponibilizado em breve. "Nós pactuamos com estados e municípios o envio de informações. Essa informação será compilada e publicada uma vez por dia. Se conseguirmos resolver problemas de ordem técnicas, conseguiremos receber tudo até 16h e divulgar às 18h", disse o secretário-executivo, Élcio Franco.

Vale ressaltar que o prazo de 24 horas não se refere ao período em que as pessoas apresentaram sintomas ou vieram a óbito, mas o dia em que os casos passaram a constar do balanço.

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra decidiram formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

Em uma iniciativa inédita, equipes de todos os veículos vão dividir tarefas e compartilhar as informações obtidas para que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Governo muda balanço, e depois se corrige
O Ministério da Saúde informou no começo da tarde de hoje que corrigiu duplicações e atualizou os dados divulgados ontem à noite sobre casos e mortes provocados pelo novo coronavírus. A correção ocorreu cerca de 15 horas após uma confusão nos números anunciados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em um primeiro momento, a pasta anunciou 1.382 mortes por covid-19 no país, porém, mais tarde alterou o número para 525, uma diferença de 857.

Assim, segundo o ministério, o último boletim de 24 horas que deve ser considerado registrou oficialmente 18.912 casos e 525 óbitos novos. A nova atualização deve sair por volta de 22 h. Segundo o governo, o total de casos no país é de 691.758 e de óbitos 36.455 ao longo da pandemia.

Bahia culpa Saúde por "sumiço" de casos
A Secretaria de Saúde da Bahia responsabilizou o Ministério da Saúde pelo erro na contabilização de mortes pelo novo coronavírus. Ontem, em meio à crise instaurada pela sonegação de dados do coronavírus por parte do governo federal, a pasta fez uma correção no número de mortos excluindo o registro de 857 vítimas.

O estado da Bahia, e outros estados que tiveram seus números alterados, não foram citados na errata produzida pelo ministério.

Contatada pela reportagem do UOL, a secretaria de Saúde daquele estado afirmou que a responsabilidade pelo erro é do ministério, e que os números consolidados foram divulgados horas antes do documento da pasta federal ser disponibilizado.

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