Os molequinhos safados, informantes, conspiradores e delinquentes, concursados, sempre agiram às claras. Tanto é assim que ninguém sério na comunidade jurídica nacional e internacional subscreveu e deu amparo ao golpe no Brasil, em 2016. Juristas de aluguel, sempre a postos, prestaram os seus serviços ao golpismo vingativo, desta feita, na mais desavergonhada empreitada racista. Quem leva ou levou a legalidade a sério tinha razões de sobra para desconfiar de quem rasga o processo penal. Liberalismo algum deixa de prezar o processo penal como índice do estado das artes de democracias constitucionais. Mas no Brasil não há liberais, há racistas que escovam os dentes. A catástrofe, que é também humanitária, agora, precisa ter o direito ao luto. Este luto foi negado na última ditadura, com o cinismo da Anistia aos torturadores.
Agora, os molequinhos safados, seus apoiadores, financiadores e grande elenco de torturadores redivivos e neófitos, precisam responder criminalmente por seus delitos. E não há saída que não contemple isso. Mesmo que eu não esteja viva, nem a minha geração (o que é provável, visto que o Brasil é lento, parcimonioso e cruel. Esta sociedade bestial, escravocrata, misógina, racista e odiosa tem de se deparar, em algum momento, consigo. Ter a rafaméia que está no poder, hoje, eleita, é um gesto de miséria moral e de ruína política. Uma ferida incicatrizável.

Nenhum comentário:
Postar um comentário