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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Mac Pro, novo computador da Apple, tem frete grátis

Mac Pro: O que tem o novo computador da Apple que custa US$ 65 mil

Época
A configuração básica do Mac Pro não inclui o monitor Pro Display XDR, que custa o 
mesmo que o computador Foto: Getty Images

O novo computador Mac Pro da Apple pode ser usado, é claro, para responder e-mails ou assistir a vídeos no YouTube, mas seria como dirigir um carro de Fórmula 1 para ir ao supermercado.

O computador top de linha da empresa de Cupertino, na Califórnia, chegou às lojas nesta semana nos Estados Unidos.

A versão mais básica está sendo vendida por US$ 5.999 (cerca de R$ 24 mil), mas pode sair por até US$ 65 mil (aproximadamente de R$ 267 mil) na configuração mais avançada disponível.

O Mac Pro ainda não está à venda no Brasil — mas o site da Apple indica que vai custar a partir de R$ 55.999.

A empresa deixa claro que não é um computador desenvolvido para o usuário comum, mas sim para "uso profissional", como design gráfico, edição de vídeo ou engenharia de software.

"Ele foi criado para permitir muitos tipos de usos e oferecer possibilidades quase ilimitadas de personalização", afirmou John Ive, chefe de design da Apple ao apresentar o novo Mac Pro.

Este computador vem embutido em uma torre de 18 kg (sem a adição de placas adicionais), o que torna desejável que sua "estrutura de aço inoxidável de alta precisão" tenha rodas.

Se o usuário quiser adicionar o acessório, custa US$ 400.

Mas esse é o acessório mais barato de uma série de configurações que tem preço base de US$ 5.999.

Por esse valor, você pode ter acesso a: um processador Xeon de 8 núcleos, 32 gigabytes (GB) de memória RAM, chip gráfico Radeon Pro de 8 GB, 256 GB de espaço SSD (memória de estado sólido que substitui o disco rígido), suporte, teclado e mouse.

O novo monitor Pro Display XDR desenvolvido especialmente para este dispositivo não está incluído, no entanto, neste valor — na verdade, nenhum monitor está.

Potência máxima
Dan Riccio, vice-presidente sênior de engenharia de hardware, explica que a capacidade máxima de processamento do novo Mac Pro é gerada por um Xeon de 28 núcleos — e, para isso, é necessário adicionar US$ 7 mil ao preço inicial.

Enquanto a maioria dos laptops básicos no mercado tem entre 4 GB ou 8 GB de memória RAM (o hardware que ajuda a carregar programas mais rapidamente), este novo computador da Apple pode ter quase 200 vezes mais: 1,5 terabytes (TB) pelo valor de US$ 25 mil adicionais.

Para dar conta das produções gráficas mais pesadas, este computador foi desenvolvido com uma nova arquitetura chamada Mac Pro Expansion, capaz de suportar duas placas aceleradoras Radeon Pro Vega II Duo por US$ 10.800.

"É o chip gráfico mais poderoso do mundo", diz Riccio.

A conta já está chegando perto de US$ 49 mil — mas tem mais.

Se os 256 GB de espaço SSD não forem suficientes, por US$ 1,4 mil você pode fazer um upgrade para uma placa SSD de 4TB.

Riccio explica que, para este computador, foi criado o Apple Afterburner, uma placa aceleradora programável que melhora o desempenho dos vídeos. Para adicionar, você deve somar mais US$ 2 mil.

Além disso, você pode querer adquirir as rodas (US$ 400), um mousepad especial (US$ 149), um software de edição de vídeo especializado, Final Cut Pro X (US$ 300), e outro para edição de música, Logic Pro X (US$ 200).

Até agora, o valor total deste supercomputador nos Estados Unidos, excluindo impostos, está em US$ 53.247,98.

E o monitor?
Para ver o que o Mac Pro é capaz de fazer, é necessário um monitor — e a Apple recomenda usar o mais avançado que já desenvolveu.

O Pro Display XDR tem uma tela plana de 32 polegadas que suporta vídeos em resolução 6K.

"Graças a um sistema complexo de lentes especialmente projetadas e refletores geometricamente otimizados, esse sistema literalmente modula e controla a luz, para obter um brilho sem precedentes na indústria", explica Riccio.

Existem duas versões: uma padrão e outra com "vidro de nanotextura". Esta última custa US$ 5.999.

O suporte do monitor também pode ser substituído pelo Pro Stand, um braço que se ajusta magneticamente para se obter o ângulo e a altura adequados. Além disso, pode ser girado vertical ou horizontalmente, e a imagem se adapta, como acontece no celular. Custa US$ 999.

Se por acaso, você quiser ter um suporte de parede para o monitor, deve desembolsar mais US$ 199.

O preço final
Tudo isso sai por um total de US$ 60.444,98, sem a inclusão de seguros ou outros produtos, como cabos, adaptadores, equipamentos de som ou contas de espaço na nuvem.

No caso dos Estados Unidos, é necessário adicionar ainda os impostos, que na Flórida seria o equivalente a US$ 4.231,15, o que aumenta o preço para quase US$ 65 mil.

Mas o frete é grátis.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

O eterno espanto da tecnologia

SGI-Indigo-R3000-33Mhz

Cora Rónai

Um dia, no já distante ano de 1991, fui a Mountain View para conhecer uma empresa chamada Sillicon Graphics, que produzia, então, os processadores de imagem mais poderosos do planeta. Numa das salas, havia uma estação de trabalho chamada Indigo em torno da qual se reunia um grupo extasiado de pessoas. Algumas agitavam os braços, outras davam pulinhos: na imensa tela de 16", com a incrível resolução de 1024 x 768, suas ações eram refletidas em tempo real numa esfera prateada que quicava para cima e para baixo.

A esfera era metálica, mas a sua consistência era de borracha, de modo que ela se deformava ligeiramente ao bater no chão. E o chão tinha ladrilhos brancos e pretos, para tornar tudo aquilo ainda mais espantoso. Ela tinha uma placa gráfica sem igual e 96MB de RAM — isso num tempo em que a memória dos melhores PCs não passava de 4MB.

MB. Megabytes, lembram?

Eu nunca havia visto nada igual; ninguém nunca havia visto nada igual. A título de comparação: alguns meses antes, eu havia deixado o meu PC ligado a noite inteira para renderizar uma única esfera, estática, e ainda estava sob o impacto daquela experiência.

A estação de trabalho da SGI pesava apenas 17 quilos e custava um pouco menos de U$ 10 mil, equivalentes a uns R$ 72 mil de hoje, o que fazia dela não só um milagre de compactação como uma autêntica pechincha.

Na semana passada, durante o lançamento do Samsung Galaxy Note 10, em Nova York, vi um auditório inteiro tendo uma reação muito parecida com a que vi naquela sala, há 28 anos. Num aparelho de 196 gramas, com 7.9 mm de espessura, é possível filmar e editar vídeos em 3D, com fundo desfocado ao vivo e uma estabilização óptica digna de uma steadycam.

Estou muito curiosa para testar esses efeitos e ver como funcionam nas mãos de usuários comuns.

Como acontece ano após ano, o novo Note é o estado da arte em smartphones, e a câmera do modelo Note 10+ acaba de ser considerada a melhor do mundo pelo site de análises DxOMark: esse resultado foi divulgado ontem. O DisplayMate, que faz o mesmo serviço com telas, informa que a tela Oled do Note 10+ é, também, a melhor de todas as telas. Zero surpresas aí.

Dessa vez, há dois Notes à escolha, um com tela de 6.8", outro menor, com 6.3", para quem não gosta de aparelhos tão grandes. As duas principais diferenças práticas para quem é usuário do Note 9 (além do upgrade geral no hardware e das maravilhas que se podem fazer com vídeo): o excelente conjunto de câmeras que já vimos no S10+, e a ausência de saída para fones de ouvido, que já era esperada mas, ainda assim, é de se lamentar.

A S Pen, canetinha característica da linha, vem com novos poderes, e pode enviar comandos para o smartphone através de gestos.

Como sempre, há versões clássicas em branco e preto, mas a cor do ano é o prateado mais extravagante de todos os tempos, o Aura Glow, uma espécie de arco-íris de bolso indescritível.

Ainda não há previsão de data para a chegada da família ao Brasil. No exterior, ela chega ao mercado antes do fim do mês, a preços que ficam entre U$ 1 mil e U$ 1,2 mil.

Nova família do Note 10 tem excelente conjunto de câmeras e, a se lamentar, ausência de saída para fones.