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terça-feira, 9 de março de 2021
domingo, 12 de janeiro de 2020
Míriam Leitão defende o jornalismo que jamais praticou
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| Partidária e ideológica sempre |
O jornalismo muda e permanece
Para desgosto do presidente, o jornalismo que incomoda, insiste, esclarece e investiga permanece forte e mudando sempre
Não sei se ele tentou fazer uma brincadeira. Talvez não, porque o humor e a ironia não são seus pontos fortes e são recursos de linguagem que exigem bastante do cérebro. Seu histórico é mesmo de agressões. O presidente Jair Bolsonaro disse que os jornalistas são animais em extinção que deveriam ser entregues ao Ibama. Suas ofensas frequentes aos repórteres na porta do Palácio da Alvorada podem ser definidas como assédio. Como fazem os valentões, ele sempre se cerca da sua claque, aposta na impunidade e dispara seus mísseis cheios de machismo, homofobia, mentiras e desprezo por valores democráticos.
Ele gostaria de ser um exterminador da imprensa. Principalmente daquela que incomoda, que insiste, que esclarece, que investiga. Bolsonaro preferia que o país tivesse apenas os seres amestrados que se definem como jornalistas mas são escolhidos por ele pela certeza de que nunca vão incomodá-lo ou surpreendê-lo. Serão dóceis depositários de falas suas. Esses sim se extinguirão quando ele deixar o poder, ou então vão atracar-se como cracas ao novo poder que se formar.
O jornalismo continuará sendo indispensável e continuará a existir. O papel institucional do bom jornalismo é requisito básico para o funcionamento das instituições democráticas. O presidente confunde seus desejos com prognósticos, quando ameaça de extinção um ou outro órgão de imprensa, ou então quando imagina o fim de toda uma categoria.
A imprensa passa por transformações intensas. Muda o modelo de negócios, a maneira como se apuram as informações, a forma como a notícia é apresentada e a intensidade com que o fluxo de dados e fatos circula. Alguns nichos de mercado desaparecem e outros surgem constantemente. Nessa voragem, os jornalistas vão trocando de equipamentos, aprendendo a usar novas técnicas, entrando e saindo de plataformas. Mas não é o fim da atividade, é que a tecnologia acelerou o ritmo de mudanças que sempre estiveram ligadas ao jornalismo. Mesmo quando alguns órgãos fecham, reduzem-se os profissionais necessários para executar uma tarefa, velhas fontes de receita diminuem, não é o jornalismo acabando. É a transformação com a qual a imprensa sempre conviveu. Mudar é a nossa matéria. E, como seres inquietos que são os jornalistas, acho que não ficariam felizes na placidez. Por mais inquietante que seja este momento, os jornalistas estão testando as novas fronteiras das possibilidades.
Nos tempos das redes sociais, há uma confusão e é nela que o presidente está apostando. O transmissor do último fato pode não ser jornalista. Muitas vezes essa pessoa é um elo importante na circulação da notícia, mas sobre cada evento os repórteres profissionais se debruçarão com sua técnica de apuração e checagem, separando, como sempre fizeram, os boatos das informações sólidas e verificáveis. Bolsonaro se convenceu de que, se não ler os jornais, ficará melhor. Chegarão a ele apenas os elogios e a postagem dos áulicos. Governará mal qualquer um que se afaste das críticas ou tente apagá-las, por autoritarismo ou incapacidade de conviver com a discordância.
Bolsonaro se convenceu também, equivocadamente, de que pode continuar se comunicando através de transmissões em que aparece ao lado de pessoas que são ornamentos, sem qualquer espaço para o contraditório. E que os robôs comandados por gente da família ou pessoas contratadas com dinheiro público serão suficientes para conduzir as tendências da opinião pública. Eles criam os trending topics com suas repetições programadas e acham que isso os transforma em criadores de realidades. O que eles fazem circular são calúnias, difamações, mentiras, propaganda. Isso não é jornalismo. O gabinete do ódio dentro do Palácio do Planalto sobrevive porque as instituições não foram eficientes até o momento para defender a sociedade brasileira dessa perigosa distorção, financiada com o dinheiro público.
O que existe de comum entre os jornalistas e o Ibama é que estariam todos extintos, se dependesse apenas dele. Inclusive o órgão de defesa do meio ambiente brasileiro. Muitas vezes este governo constrangeu publicamente funcionários do Ibama, ou de outros órgãos do Estado brasileiro, que, contudo, seguem fazendo seu trabalho. E para o desgosto presidencial os jornalistas também permanecerão.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Todo apoio a Leonel Brizola Neto contra os ataques da ex-querda liberal
Frente Nacional Trabalhista
LEONEL BRIZOLA NETO, estamos com você!
Toda nossa solidariedade ao Vereador Leonel Brizola, essa declaração do deputado Marcelo Freixo só prova que Liberais não são confiáveis, estejam eles à esquerda ou a direita.
A única democracia em que um liberal acredita é a "democracia" burguesa: a suposta liberdade de votar de 4 em 4 anos em eleições profundamente influenciadas pelo poder econômico.
O vereador Leonel Brizola teve um encontro com algumas autoridades da Coreia Popular, a reação de liberais como Freixo demonstra que o diálogo com países não alinhados não serão tolerados pela ex-querda pós moderna.
Para o deputado Marcelo Freixo pouco importa as dificuldades impostas pelos os embargos economicos aos países que não se rendem aos ditames de Washington, sua mente está dentro do sistema Liberal - Burguês, por isso mesmo Freixo e seu partido nunca poderão representar qualquer tipo de projeto de emancipação.
A ex-querda caviar apoia e dialoga com figuras como Tabata Amaral que votam contra os trabalhadores pelo fim da aposentadoria, permite a circulação em seus meios de infelizes que votam a favor de projetos de Bolsonaro e Paulo Guedes, mas ao menor sinal de manifestação anti-imperialista correm para marcar distância, estão presos no colonialismo.
E a maior prova de que estão presos ao colonialismo são as ligações do PSOL com a Fundação Ford e a Open Society. Se pairar alguma dúvida basta pesquisar sobre uma figura que se candidatou recentemente à deputada pelo PSOL do Rio: Thais Ferreira, a moça é membro do RenovaBR, aquele grupelho liberal bancado pelo hiper burguês Jorge Paulo Lemman. Pesquisem os financiamentos de campanha, sigam o dinheiro e descubram os verdadeiros interesses por trás dos candidatos.
Diante desse absurdo levado a cabo pelo deputado Marcelo Freixo, expondo de maneira infame um colega de partido:
Ao Vereador Leonel Brizola Neto todo nosso apoio e solidariedade.
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Colunista do Estadão não sabe o que é direita ou esquerda, mas diz ser de esquerda....
O Estadão não tem nenhum colunista de esquerda, o dono é de ultradireita, grosseiro e burro, mesmo assim o Sr. Paiva faz uma lista de coisas que direitistas defendem e diz que isso é ser de esquerda...
Fernão Mesquita, dono do Estadão, patrão do "esquerdista".
A manchete refere-se aos golpistas armados que derrubaram
um governo constitucional: DEMOCRATAS.
Marcelo Rubens Paiva
Eu sou de esquerda. É um defeito meu. Sempre fui. E qual o problema?
Se você é de direita, de centro, eu sou de esquerda.
Se você defende uma sociedade de Estado mínimo, que não interfere nas regras do mercado livre, eu defendo um Estado de bem-estar social, saúde e educação públicas.
Tudo bem. Podemos ter opiniões diferentes sobre o mesmo assunto. Afinal, somos democratas antes de tudo.
Aceito a alternância no poder.
Apoio Cuba? Não. Estive lá nos anos 1980 e não gostei de ver um país militarizado com tanta restrição à liberdade de ir e vir, imprensa e de expressão. Ora, nós aqui tínhamos acabado de sair da ditadura…
Sou comunista? Não. Estive na URSS e vi um Estado se sobrepor ao cidadão. Deveriam caminhar em paralelo. Estive na Estônia ocupada e Alemanha Oriental e vi nações dominadas por outra, invadidas, tomadas, saqueadas.
Sou a favor da reforma da Previdência, como Tabata. É um buraco que sangra as divisas, cria injustiças e precisa ser modernizado.
Não sou petista. Seria expulso do PT, como foram aqueles que votaram em Tancredo em 1984, na Constituinte em 1988 e no Plano Real em 1994. Seria expulso se criticasse o Mensalão, o Petrolão e as alianças com verrugas malignas da política nacional, como Maluf, Delfim, Jader, Sarney, Temer, Kassab, Renan, Collor… A lista é grande.
Já fiz boca de urna para Quércia, FHC, Lula (fiz campanha no LulaLá), sou eleitor de Eduardo Suplicy, votei já em Serra e, veja bem, Zé Dirceu e Aécio. Quem nunca?
Acho que Haddad foi o melhor prefeito que já vi. Sim, votei em Boulos e Ciro. Que incoerente… Quem não é? Sou como a política brasileira. PSDB já foi de esquerda, lembra?
Não boicoto pensadores de direita. Ao contrário, até fico mais curioso. Sou fã de algum deles, como Nelson Rodrigues, Jorge Luiz Borges, Elia Kazan. Admiro Churchill.
Não gostaria de ser boicotado em feiras de livro, eventos, ir para uma lista negra.
Já estive numa lista negra. Em algumas. Devo estar ainda. Fazer o quê?
Perdi trabalhos e empregos por ser de esquerda? Sim, provavelmente.
Já pediram as minha cabeça? Com certeza.
Mas confio nos democratas que me aceitam ser do jeito que sou.
Por um tempo, uma grande emissora de TV deixou de me convidar e entrevistar, porque eu teria dito que ela é golpista.
Disse? Quem sou eu para dizer isso?
Tenho carteirinha de fundação do chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista), parte da teoria da conspiração e complô em que muitos da esquerda e até da direita, como Olavo de Carvalho, acreditam.
Meu primeiro emprego, veja só, foi na #VejaLixo. Depois, trabalhei na #TVCulturaLixo, #FolhadeSPauloLixo. #GloboLixo, #BandLixo, #RedeTVLixo, #VogueLixo, Fundação Roberto Marinho, GNT, SporTV. Trabalhei no Fantástico!
E estou aqui, no Estadão, já há 15 anos, e Otavio Frias Filho foi dos meus melhores amigos.
Sou um conspirador histórico.
Já dei entrevistas para o Jornal Nacional, para William Waak do Jornal da Globo, inúmeras vezes para o Jornal Hoje, VideoShow, Jô, Bial, Faustão, adoro a GloboNews e sou amigo de décadas de muitos deles, como Bonner, Sandrinha e Lo Prete, bróder de Sergio Groisman e de muitos da dramaturgia e humorismo.
Fiz peças de teatro no #SesiGolpista, mamei dinheiro de palestras do Sesc e CCBB. Tive filmes e peças patrocinadas por leis de incentivo. Fiz livros de encomenda para grandes corporações, como Itaú, Smile, Boticário, Lindt Kopenhagen.
E cobrei caro.
Mas como assim, se sou de esquerda?
Sou de esquerda, mas tenho iPhone, gosto de um bom vinho, adoro Nova York, Londres, e não sinto a menor vontade de ir pra Venezuela, cujo regime, aliás, considero podre, uma ditadura militar disfarçada de socialismo.
Tenho apenas quatro sapatos, mando fazer minhas calças, uso camisetas Hering, prefiro metrô e busão a dirigir. Mas, se der, só viajo de executiva. Se é a trabalho, exijo.
Acho stalinismo abominável. Sei que Trotsky tinha livros sobre cultura, mas seu regime de terror era um horror.
E mesmo assim, sou de esquerda.
Desculpe aí, já disse, é um defeito.
Não consigo não ser. Tudo bem pra você?
Esquerdistas
quinta-feira, 11 de julho de 2019
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Ciro seria o melhor líder da oposição mesmo
Ciro nunca teve mais de 11-12% de votos desde 1998. Nunca.
Não tem qualquer capacidade de composição política já que que ofende e agride a todos.
Não tem qualquer base sindical ou proletária.
Tem um passado que vai do PDS e PSDB a trocentos outros partidos, nenhum de esquerda.
No momento crucial de luta contra o fascismo foi tirar férias na Europa, o que lhe rendeu uma brutal diminuição da legitimidade entre seus eleitores.
Estadão, Globo, Veja e toda a grande mídia torce e faz campanha para Ciro ser o "líder" da oposição. Pelo Teorema Brizola... Se a Globo é a favor...
Esta é, sem dúvida, a alternativa preferida dos fascistas para a "oposição". Talvez até o neoliberalismo messiânico do Paulo Guedes consiga achar pontos em comum com o cripto-neoliberalismo tecnocrático do Ciro.
Oposição boa para o fascismo é assim: sem voto, sem carisma, sem articulação, sem povo e com um imenso passado de proximidade...
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