"Dismantling Brazil", o documentário que põe a nu a lógica do governo Bolsonaro e mostra, para além da discussão monotemática sobre vacina, onde está o verdadeiro plano da direita brasileira: a radicalização do neoliberalismo. Os melhores 25 minutos do dia
O doc sai do esquema da grande mídia de que Bozo e seus comparsas são malucos e incompetentes, ou da visão um tanto tosca de que a destruição de tudo é um projeto em si mesmo. Há uma reconstrução do Brasil em andamento que se alimenta dos cadáveres dos enjeitados do sistema.
E a cereja do bolo é o contraste entre o governo atual e a Era PT, que me levou às lágrimas. O Brasil pode não ter sido o reino das testemunhas de Jeová nos governos petistas, mas está muito claro que havia DIÁLOGO entre os desvalidos e o governo, e isso faz toda a diferença.
Só pra encerrar: fiquei arrasada. A situação em que nos encontramos começou há muito tempo e ainda vai durar muito depois da queda do Bozo. Estamos totalmente ferrados.
Henning Albert Boilesen (Copenhague, 14 de fevereiro de 1916 - São Paulo, 15 de abril de 1971) foi um empresário dinamarquês radicado no Brasil, presidente da Ultragás e fundador do CIEE - Centro de Integração Empresa Escola. Foi assassinado por militantes do MRT e da Ação Libertadora Nacional (ALN) em 15 de abril de 1971, na cidade de São Paulo, SP.
Boilesen foi uma pessoa muito influente na indústria brasileira na época da ditadura, tendo em seu currículo a participação na fundação do CIEE - Centro de Integração Empresa Escola, a presidência da Ultragás e a presidência do Rotary.
Boilesen foi um dos primeiros grandes empresários a financiar o aparato político-militar brasileiro, que torturou e matou em São Paulo, por meio da Operação Bandeirante (OBAN), que viria a ser o embrião do modus operandi dos DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações-Coordenação de Defesa Interna).
Presidente do grupo Ultra, Boilesen foi executado a tiros por militantes de duas organizações de esquerda, na manhã de 15 de abril de 1971, nos Jardins em São Paulo. Seus executores dizem que o escolheram como exemplo para um justiçamento, acusando-o de ajudar no financiamento da repressão e de assistir a sessões de tortura de presos políticos.
Dizem também que Boilesen gozava da intimidade dos agentes de segurança da OBAN e que haveria até um instrumento de tortura conhecida como Pianola Boilesen, em homenagem ao empresário que trouxe do exterior uma máquina de eletro-choque acionada por teclado.
O documentário Cidadão Boilesen de Chaim Litewski, montado por Pedro Asbeg, conta a história do empresário. O documentário afirma que Boilesen era um cidadão marcado pelas ambiguidades e paradoxos típicos dos seres humanos. O filme vai até a Dinamarca, visita os arquivos de histórico escolar da escola onde Boilesen estudou quando criança e adolescente no início do século passado; além de entrevistar amigos, colaboradores civis e militares do empresário, o filho mais velho deste, o cônsul americano em São Paulo à época dos acontecimentos e um dos militantes que participaram da morte de Boilesen. Contém ainda depoimentos de figuras como o ex-Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de São Paulo Paulo Egídio Martins, Erasmo Dias e do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, entre outros personagens importantes da época. O filme debate fartamente o hábito do empresário de assistir as sessões de tortura, confirmado por testemunhos de militares e militantes da época.
O documentário conta a história da cidade de São Paulo sob a perspectiva de seus rios e córregos. Até o final do século XIX esses cursos d’água foram as grandes fontes da cidade. Hoje, escondidos pelas canalizações, passam despercebidos pela maioria dos paulistanos. Mas, na época de chuvas, a cidade pára quando as enchentes mostram a face soterrada da natureza local.
Entre Rios fala sobre o processo de transformação sofrido pelos cursos d’água paulistanos e as motivações sociais, políticas e econômicas que orientaram a cidade a se moldar como se eles não existissem. A boa notícia é que a cidade, assim como os rios, está em constante transformação e pode tomar novos rumos dependendo dos valores e anseios de sua sociedade.
O vídeo foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP, mas contou com a colaboração de várias pessoas que temos muito a agradecer.
Direção:
Caio Silva Ferraz
Produção:
Joana Scarpelini
Edição:
Luana de Abreu
Animações:
Lucas Barreto
Peter Pires Kogl
Heitor Missias
Luis Augusto Corrêa
Gabriel Manussakis
Heloísa Kato
Luana Abreu
Câmera:
Paulo Plá
Robert Nakabayashi
Tomas Viana
Gabriel Correia
Danilo Mantovani
Marcos Bruvic
Trilha Sonora:
Aécio de Souza
Mauricio de Oliveira
Luiz Romero Lacerda
Locução:
Caio Silva Ferraz
Edição de Som:
Aécio de Souza
Orientadores:
Nanci Barbosa
Flavio Brito
Orientador de Pesquisa:
Helena Werneck
Entrevistados:
Alexandre Delijaicov
Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira
Nestor Goulart Reis Filho
Odette Seabra
Marco Antonio Sávio
Mario Thadeu Leme de Barros
José Soares da Silva
Documentário: Diamantes de Sangue (Dublado) - History Channel
Sinopse: Nos anos 90, os pequenos povoados do Oeste africano, Angola e Serra Leoa, transformaram-se em lugares de tortura, morte e guerras civis. O ponto que detonou tal incidente foi o tráfico ilícito de pedras preciosas, que adornam milhões de pessoas ao redor do mundo. A troca destes tesouros por armas gerou uma das guerras mais sangrentas na história da humanidade, uma situação onde os direitos humanos foram completamente tolhidos, e por esta razão estas preciosidades tornaram-se conhecidas como "Diamantes de Sangue".
Orwell está se Revirando no Túmulo - Orwell Rolls In His Grave
"Orwell está se Revirando no Túmulo" (por causa da obra de Orwell "1984", que mostrava a centralização da informação pelo poder dominante) é um documentário que desnuda a mídia tradicional americana mostrando todo o lado corrupto e mesquinho dessa instituição, que cada vez mais está nas mãos de menos donos. Monopólios e oligopólios controlam a opinião das pessoas, escondendo informações, distorcendo fatos, destruindo a democracia. "Goebbels, chefe da mídia nazista, ficaria com inveja de tamanho poder alcançado por ela hoje".
O Documentário também alerta para a janela que se abriu para combater esse quadro: a Internet. Essa é uma excelente oportunidade de agirmos antes que ela se feche.
"Nós equivocadamente pensamos em nosso país como uma democracia, quando na verdade tornou-se uma midiacracia: onde a imprensa, que supostamente deveria verificar o abuso político, faz parte do abuso político" - Danny Schecter