domingo, 9 de junho de 2019

O escândalo da Lava Jato

Moisés Mendes 

As trocas de mensagens entre Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, divulgadas pelo The Intercept, configuram um escândalo do tamanho da própria Lava-Jato.

Se a grande imprensa ficar calada diante do que o Intercept divulgou, é porque o único esforço do Globo, da Folha e do Estadão é para tentar fragilizar Bolsonaro, mas sempre preservando o ex-juiz.

As mensagens vazadas para o Intercept provam que Moro agia como polícia e como acusador, e não só como juiz, e que as ações da Lava-Jato eram articuladas por ele em combinação com Dallagnol.

Está configurado um dos maiores escândalos do Judiciário brasileiro.
As mensagens divulgadas revelam outro aspecto que deve incomodar muito Sergio Moro. Alguém de dentro do esquema na Lava-Jato vazou as informações, como a Lava-Jato fazia para os amiguinhos da grande imprensa, ao divulgar delações e insinuações contra o PT.

Sergio Moro acaba sendo vítima de um método que a Lava-Jato consagrou, ou alguém acredita que os vazamentos saíam do almoxarifado da vara especial de Curitiba?

São graves, entre tantas informações dos vazamentos das conversas entre o ex-juiz e o procurador, divulgadas pelo Intercept, a decisão de Dallagnol de produzir notícias apócrifas para tentar justificar as operações da Lava-Jato e a possibilidade levantada pelo ex-juiz de que a Lava-Jato poderia fazer uma limpeza no Congresso.

Num país sob normalidade democrática, Sergio Moro seria amanhã um ex-ministro da Justiça.

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