Está cada vez mais nítido o porquê do ódio da ultradireita e das corporações à comunidade de Ciência do Clima. Cada vez mais as conclusões dos relatórios do IPCC e outros apontam a necessidade de uma verdadeira revolução no sistema produtivo, energético, agrário, alimentar.
A relação do capital com a Ciência sempre foi fundamentalmente de utilitarismo: tecnologias para aumentar o lucro. Quando a Ciência anuncia que é preciso renunciar a este, passa a ser atacada e sabotada. Negacionismos emergem atendendo a interesses escusos.
O caso do clima é sem dúvida o ápex. Mas há outros inúmeros casos: agrotóxicos, desde o DDT, as termelétricas a carvão e a chuva ácida e o caso emblemático da indústria do tabaco tentando esconder os malefícios do cigarro por décadas.
Seguir até o fim as conclusões das ciências do ambiente neste século significa mudar totalmente não apenas os meios que geramos energia, nossa dieta, nossos meios de transporte etc., mas em alguns casos impõe limites reais, intransponíveis. O modo de vida atual é insustentável.
Daí, para os que preferem pensar que é melhor acabar com o planeta do que superar o capitalismo, a saída encontrada é negar a ciência. E isso é vil para com as futuras gerações e para a maioria das formas de vida que dividem esta nave conosco.
Uma grande parcela da sociedade abraçar, total ou parcialmente, aberta ou veladamente, a rejeição da ciência para proteger esse modo de vida insustentável é a nossa própria sentença de morte.

Nenhum comentário:
Postar um comentário