terça-feira, 13 de agosto de 2019

Quanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo


Coqueiro alto

Claudio Guedes

A ruína acelerada nas reputações de Neymar Jr., futebolista, e Deltan Dallagnol, procurador da República, confirma o vaticínio tão popular: mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal.

O primeiro, um craque com a bola nos pés. Arrogante, um tanto boçal, celebridade ostentação, queimou sua imagem de forma tão profunda que ontem teve direito a uma vaia histórica da torcida do PSG em Paris e, ao mesmo tempo, é hoje rejeitado por 70% dos torcedores do Barcelona, seu ex-time (para onde pretende se transferir).

O segundo, celebridade fabricada pela mídia, ao qual foi delegado o linchamento, nos tribunais, do PT e do ex-presidente Lula, revelou-se um manipulador da justiça, um justiceiro celerado até contra seus superiores e um espertalhão. Aproveitando a fama nacional, negociava inúmeras atividades muito bem pagas (palestras e participação em eventos) junto a empresas privadas ao mesmo tempo que recebia alta remuneração do estado como procurador da República.

Ambos em queda livre.

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