Escrevi um texto ontem falando que as Forças Armadas brasileiras são os vigias de puteiro dos Estados Unidos. Hoje me deparo com essa declaração.
Não existe general nacionalista. É muito caro você manter uma instituição que sequestra os símbolos nacionais para eles, mas ideologicamente, eles trabalham mesmo é contra o Brasil.
O Brasil tem que usar o exemplo de outra republiqueta das bananas, a Costa Rica, e dissolver seu exército. E a Costa Rica só pode fazer isso porque seu povo e seus generais sentaram num divã, passaram por um longo tratamento de autoconhecimento, décadas de terapia e chegaram à uma conclusão, fizeram uma escolha: "queremos mesmo é ser CAPACHO dos EUA, essa coisa de ser soberano dá muito trabalho".
Mas é óbvio, repito, a Costa Rica só pode fazer isso porque já está totalmente entregue, como nós. O que não pode é uma nação soberana e altiva, como uma Venezuela, por exemplo, dissolver o seu exército. Nós podemos. Não faz sentido a gente proteger nossas fronteiras.
Vamos proteger de quem? Colômbia? EUA? Porra, já estamos de quatro para eles.
De traficantes? Ora, isso é trabalho da polícia. Sem contar que vocês quase elegeram um traficante internacional como presidente em 2014. Então, vocês não ligam para isso.
Projeto de satélite? Monitoramento? Ora, o FHC já privatizou o SIVAM nos anos 90.
Pré-Sal? Indústria nacional? Ora, Sérgio Moro, Michel Temer e Bolsonaro já deram de presente para os Estados Unidos. Além do mais, hoje, mesmo com a briga de mentirinha entre Bolsonaro e Globo tem uma coisa que os une: Paulo Guedes. E tem outra coisa que une Globo, Bolsonaro e Guedes: a privatização da Petrobrás.
Quando a Britsh Petroleum produziu um dos maiores desastres ambientais da história no Golfo do México, um vazamento de petróleo sem precedentes, a única empresa do mundo com tecnologia de águas profundas para conter o desastre de forma rápida era a Petrobrás. Mas vocês trocaram isso pelo discurso moralista e por um juiz teocrata chamado Marcelo Bretas. Até o Marcelo Freixo e o Caetano Veloso sairam abraçados com ele por causa dessa sanha moralista, lembram? Só não contavam que poucos meses depois a Marielle ganharia 4 tiros na cabeça de gente que, ideologicamente, pensava muito parecido com este juiz.
Vocês querem falar no quê? Proteção de território? Demos a Base de Alcântara de presente.
Programa Nuclear? Submarino Nuclear? As Forças Armadas TRAÍRAM o Almirante Otto a mando dos EUA e da Operação Lava-jato. Talvez o único e último militar de alta patente nacionalista e com mais de dois neurônios.
Vão fazer o que? Levar urna eletrônica e matar mosquito da dengue? Ora, a iniciativa privada pode fazer isso e sem onerar a previdência.
Pesquisa na área biomédica? Ora, as Forças Armadas viraram laranja e fiadores da loucura de Jair Bolsonaro com o uso da cloroquina.
Aqui no Brasil, um general de bosta, quase morrendo, numa cadeira de rodas, vai para o Twitter ameaçar o STF, um dia antes do supremo decidir por manter o Lula preso sem crime (numa ameaça descarada) e fica tudo bem.
Ora porra, que merda de país é esse onde um general de cadeira de rodas, todo entubado, deixa o supremo e a democracia de cócoras? Pega esse filho da puta e manda pra guerra então. Mas manda para uma guerra de verdade e não aquele massacre que foi no Haiti.
Eu queria ver os generais brasileiros no front contra uma Síria de Bashar Al Assad. Matar mosquito da dengue é fácil.
O que não pode mais, o que não cabe mais é você manter uma casta armada no país que de 20 em 20 anos derruba a democracia.
O Brasil jogou Darcy Ribeiro e João Nogueira no lixo e optou por Caio Copola, Luis Miranda USA e Dr. Rey. Acordem, aceitem esta realidade.
Até na religião, trocamos a Teologia da Libertação pela Teoria da Prosperidade. Meu Deus, até com os padres de periferia que ajudavam mães de santo a distribuir doces em dias de Cosme e Damião essa turma conseguiu acabar.
Hoje é só pastor made in USA, andando de Captiva, destruindo terreiros.
Nem no futebol somos mais soberanos. Hoje perdemos para uma seleção de moleques de apartamento, a Bélgica, e achamos um bom resultado.
Só existe um espaço nacionalista ainda no país: uma roda de samba.

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