terça-feira, 14 de julho de 2020

Forças Armadas brasileiras são os vigias de puteiro dos Estados Unidos

Vinícius Carvalho

Escrevi um texto ontem falando que as Forças Armadas brasileiras são os vigias de puteiro dos Estados Unidos. Hoje me deparo com essa declaração.


Não existe general nacionalista. É muito caro você manter uma instituição que sequestra os símbolos nacionais para eles, mas ideologicamente, eles trabalham mesmo é contra o Brasil.

O Brasil tem que usar o exemplo de outra republiqueta das bananas, a Costa Rica, e dissolver seu exército. E a Costa Rica só pode fazer isso porque seu povo e seus generais sentaram num divã, passaram por um longo tratamento de autoconhecimento, décadas de terapia e chegaram à uma conclusão, fizeram uma escolha: "queremos mesmo é ser CAPACHO dos EUA, essa coisa de ser soberano dá muito trabalho".

Mas é óbvio, repito, a Costa Rica só pode fazer isso porque já está totalmente entregue, como nós. O que não pode é uma nação soberana e altiva, como uma Venezuela, por exemplo, dissolver o seu exército. Nós podemos. Não faz sentido a gente proteger nossas fronteiras.

Vamos proteger de quem? Colômbia? EUA? Porra, já estamos de quatro para eles.

De traficantes? Ora, isso é trabalho da polícia. Sem contar que vocês quase elegeram um traficante internacional como presidente em 2014. Então, vocês não ligam para isso.

Projeto de satélite? Monitoramento? Ora, o FHC já privatizou o SIVAM nos anos 90.

Pré-Sal? Indústria nacional? Ora, Sérgio Moro, Michel Temer e Bolsonaro já deram de presente para os Estados Unidos. Além do mais, hoje, mesmo com a briga de mentirinha entre Bolsonaro e Globo tem uma coisa que os une: Paulo Guedes. E tem outra coisa que une Globo, Bolsonaro e Guedes: a privatização da Petrobrás.

Quando a Britsh Petroleum produziu um dos maiores desastres ambientais da história no Golfo do México, um vazamento de petróleo sem precedentes, a única empresa do mundo com tecnologia de águas profundas para conter o desastre de forma rápida era a Petrobrás. Mas vocês trocaram isso pelo discurso moralista e por um juiz teocrata chamado Marcelo Bretas. Até o Marcelo Freixo e o Caetano Veloso sairam abraçados com ele por causa dessa sanha moralista, lembram? Só não contavam que poucos meses depois a Marielle ganharia 4 tiros na cabeça de gente que, ideologicamente, pensava muito parecido com este juiz.

Vocês querem falar no quê? Proteção de território? Demos a Base de Alcântara de presente.

Programa Nuclear? Submarino Nuclear? As Forças Armadas TRAÍRAM o Almirante Otto a mando dos EUA e da Operação Lava-jato. Talvez o único e último militar de alta patente nacionalista e com mais de dois neurônios.

Vão fazer o que? Levar urna eletrônica e matar mosquito da dengue? Ora, a iniciativa privada pode fazer isso e sem onerar a previdência.

Pesquisa na área biomédica? Ora, as Forças Armadas viraram laranja e fiadores da loucura de Jair Bolsonaro com o uso da cloroquina.

Aqui no Brasil, um general de bosta, quase morrendo, numa cadeira de rodas, vai para o Twitter ameaçar o STF, um dia antes do supremo decidir por manter o Lula preso sem crime (numa ameaça descarada) e fica tudo bem.

Ora porra, que merda de país é esse onde um general de cadeira de rodas, todo entubado, deixa o supremo e a democracia de cócoras? Pega esse filho da puta e manda pra guerra então. Mas manda para uma guerra de verdade e não aquele massacre que foi no Haiti.

Eu queria ver os generais brasileiros no front contra uma Síria de Bashar Al Assad. Matar mosquito da dengue é fácil.

O que não pode mais, o que não cabe mais é você manter uma casta armada no país que de 20 em 20 anos derruba a democracia.

O Brasil jogou Darcy Ribeiro e João Nogueira no lixo e optou por Caio Copola, Luis Miranda USA e Dr. Rey. Acordem, aceitem esta realidade.

Até na religião, trocamos a Teologia da Libertação pela Teoria da Prosperidade. Meu Deus, até com os padres de periferia que ajudavam mães de santo a distribuir doces em dias de Cosme e Damião essa turma conseguiu acabar.

Hoje é só pastor made in USA, andando de Captiva, destruindo terreiros.

Nem no futebol somos mais soberanos. Hoje perdemos para uma seleção de moleques de apartamento, a Bélgica, e achamos um bom resultado.

Só existe um espaço nacionalista ainda no país: uma roda de samba.

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