sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Witzel, Wilson


Claudio Guedes
· 

Acho que não vale nada, nem como político, nem como homem. Vi ele comemorando efusivamente a morte de um ser humano e também posando com fuzis que levam o terror às comunidades pobres do Rio de Janeiro. 

Um oportunista, um homem sem qualidades.

Mas foi eleito pelo povo, a fonte de poder da República. As investigações contra ele estão começando. É preciso apurar, denunciar, respeitar o direito de defesa e então julgar. 

Não é possível um único juiz, mesmo do STJ, afastar por seis meses um governador eleito por suspeitas de corrupção.

É conceder um poder aos homens de toga que é desproporcional às suas nobres funções republicanas.

Anteontem mesmo vimos uma corte de 2° Instância derrubar uma investigação, denúncia do MPF, julgamento e condenação de um político do PT, ex-tesoureiro do partido. Paulo Ferreira foi condenado a mais de 9 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro. A corte de revisão, o TRF-4, derrubou a sentença por unanimidade, por não encontrar PROVAS nos autos que incriminasse o réu.

Três juízes responsáveis por revisar o caso NÃO encontraram provas que sustentasse a acusação e a sentença. Logo as provas que levaram à denúncia, ao julgamento e à condenação não existiam. Se não existiam estavam apenas nas "convicções" pessoais dos procuradores e do juiz. Uma vergonha. Procuradores do MPF e um juiz, no caso Sérgio Moro, que agiram com motivação politica contra um adversário ideológico.

Parte do sistema de justiça no país, desde que a operação Lava Jato passou a exorbitar sua competência, quer protagonismo político. Está errado.

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