domingo, 7 de abril de 2019

Por que têm tanto medo de Lula livre?


Luiz Inácio Lula da Silva

Faz um ano que estou preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial.

O que mais me angustia, no entanto, é o que se passa com o Brasil e o sofrimento do nosso povo. Para me impor um juízo de exceção, romperam os limites da lei e da Constituição, fragilizando a democracia. Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros.

Hoje está claro que a minha condenação foi parte de um movimento político a partir da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Derrotada nas urnas pela quarta vez consecutiva, a oposição escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder, retomando o vício autoritário das classes dominantes brasileiras.

O golpe do impeachment sem crime de responsabilidade foi contra o modelo de desenvolvimento com inclusão social que o país vinha construindo desde 2003. Em 12 anos, criamos 20 milhões de empregos, tiramos 32 milhões de pessoas da miséria, multiplicamos o PIB por cinco. Abrimos a universidade para milhões de excluídos. Vencemos a fome.

Aquele modelo era e é intolerável para uma camada privilegiada e preconceituosa da sociedade. Feriu poderosos interesses econômicos fora do país. Enquanto o pré-sal despertou a cobiça das petrolíferas estrangeiras, empresas brasileiras passaram a disputar mercados com exportadores tradicionais de outros países.

O impeachment veio para trazer de volta o neoliberalismo, em versão ainda mais radical. Para tanto, sabotaram os esforços do governo Dilma para enfrentar a crise econômica e corrigir seus próprios erros. Afundaram o país num colapso fiscal e numa recessão que ainda perdura. Prometeram que bastava tirar o PT do governo que os problemas do país acabariam.

O povo logo percebeu que havia sido enganado. O desemprego aumentou, os programas sociais foram esvaziados, escolas e hospitais perderam verbas. Uma política suicida implantada pela Petrobras tornou o preço do gás de cozinha proibitivo para os pobres e levou à paralisação dos caminhoneiros. Querem acabar com a aposentadoria dos idosos e dos trabalhadores rurais.

Nas caravanas pelo país, vi nos olhos de nossa gente a esperança e o desejo de retomar aquele modelo que começou a corrigir as desigualdades e deu oportunidades a quem nunca as teve. Já no início de 2018 as pesquisas apontavam que eu venceria as eleições em primeiro turno.

Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo. A Lava Jato, que foi pano de fundo no golpe do impeachment, atropelou prazos e prerrogativas da defesa para me condenar antes das eleições. Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos.

Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição.

Minha candidatura foi proibida contrariando a lei eleitoral, a jurisprudência e uma determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para garantir os meus direitos políticos. E, mesmo assim, nosso candidato Fernando Haddad teve expressivas votações e só foi derrotado pela indústria de mentiras de Bolsonaro nas redes sociais, financiada por caixa 2 até com dinheiro estrangeiro, segundo a imprensa.

Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim.

Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha.

Eles sabem que minha libertação é parte importante da retomada da democracia no Brasil. Mas são incapazes de conviver com o processo democrático.

Manifesto

Fila gigante no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, para mutirão do emprego

Manifesto pelo crescimento econômico
Este país precisa desesperadamente voltar a crescer para dissolução das demais necessidades
As necessidades deste país são em quantidade descomunal. Uma, acima de todas. Parece bem conhecida, e tanto não é, que não figura entre as prioridades emergenciais. Este país precisa desesperadamente de crescimento econômico. É disso que a dissolução das demais necessidades depende. É do crescimento econômico retomado com urgência que tudo depende neste país, no presente, agora mesmo, e para todo o futuro.

Evitar que este país seja engolfado pela violência que já mudou nossas vidas para muito pior. Salvar a democracia, não de ditaduras militares, que isso se resolve, mas da degradação que corre rumo ao fundo sem volta, onde democracia é impossível. Dar sentido, enquanto há tempo, à riqueza natural e aos potenciais humanos que não faltam aqui, no entanto utilizados em escala mínima e só para negócio proveitoso de uma "elite" que vive de costas para o país.

Salvar os que vivem na miséria, os que vive na pobreza, os da classe média já em decadência geral, salvar tudo e todos do que está acontecendo e se finge não ver. Salvar a vida deste país. Isto, só a partir do crescimento econômico é possível.

Os números terríveis no recente relatório do Banco Mundial, referentes ao Brasil, nem são da atualidade. Retratam o final de 2016: mais 7,3 milhões de pessoas caíram no fosso existencial dos que vivem com menos de US$ 5,50 por dia, ou R$ 21,20. Eram 36,5 milhões em 2014, dois anos depois já chegavam a 44 milhões. Sabemos, embora sem os números, o que lhes aconteceu depois de 2016, nos anos de Michel Temer e Henrique Meirelles.

Os que apenas parecem viver com menos de R$ 7,30 por dia (ou US$ 1,90) passaram, só naqueles dois anos, de 5,6 milhões para 10,1 milhões de seres humanos no que é chamado de "abaixo da linha de pobreza". Na linguagem de pessoas, miséria extrema.

Naqueles anos, as prioridades foram o "déficit fiscal", com o corte de gastos governamentais, e a criação do teto de despesas da administração pública. A riqueza de Temer cresceu até na madrugada do Jaburu. A de Meirelles foi de dia mesmo, nas aplicações especulativas protegidas, todas, pelo governo.

Este Brasil mudara, porém. Encontrava-se. Monica de Bolle, diretora de estudos latino-americanos da Johns Hopkins University, antecipa sua identificação política e ideológica, em Época (sem data na página destacada): "Não tenho qualquer simpatia pelo PT, embora credite ao governo Lula a redução da pobreza e a formalização do mercado de trabalho que mudaram o país".

Pesquisador de economia da Fundação Getulio Vargas e sócio da consultoria Reliance (pronúncia em inglês, por favor), o "liberal" Samuel Pessôa: (...) "no melhor período que tivemos, os anos Lula, quando crescemos 4% em termos reais" (Folha, 31.3.19).

O autor desses "anos Lula" está completando um ano trancafiado em pequena cela, condenado a 12 anos e 1 mês. Ao encerrar-se, seu governo recebeu 82% de aprovação, índice sem precedente. Por que está preso? Por crime provado não é, se o então juiz Sergio Moro e os desembargadores do TRF-4, em Porto Alegre, não encontraram a prova de que precisavam: atribuíram o alegado suborno a um "fato indeterminado". Mas se o motivo do suborno não é conhecido, o próprio suborno não é conhecido. E não pode haver condenação pelo que nem se sabe se existiu.

O motivo da prisão foi a combinação lógica de "melhor período que tivemos" e 82% de aprovação. Logo, probabilidade incomparável de vitória na eleição presidencial de 2018. A "elite" econômica, os seus servos e interesses externos temeram que outro governo Lula não fosse tão complacente e mesmo colaborativo quanto o anterior, e avançasse para reformas verdadeiras. Em busca de mais crescimento, soberania de fato, menos injustiça social —mau exemplo na América Latina.

Dizer que o êxito do governo Lula deveu-se sobretudo a condições externas favoráveis é fácil, mas é mentira do elitismo neoliberal. Em 2008, o governo Lula encarou a grave crise internacional difundida pelos Estados Unidos. Os efeitos do crescimento sustentaram o Brasil e o comprovaram na aprovação crescente.

O "melhor período que tivemos" e os 82% ficaram como demonstração definitiva, para todo observador honesto, de que a prioridade ao "crescimento real" independe de falsas reformas preparatórias, é necessário e urgente.

Jornalistas de programa

CODORNAS

Leandro Fortes

Nos governos Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, era muito comum um tipo de assédio a parlamentares no Congresso Nacional levado a cabo por uma turma de alegres repórteres – homens e mulheres – que saltitavam em torno de deputados e senadores quando estes circulavam pelos salões Verde e Azul do parlamento.

Tratava-se de uma bajulação grotesca, um tipo de pantomima que incluía afetadas saraivadas de elogios ridículos (“líder, seu discurso foi simplesmente maravilhoso”) e falsas observações estéticas (“senador, vem cá para eu arrumar essa gravata”), ao mesmo tempo em que se criava em torno dos bajulados uma ciranda de puxa-sacos ciscando na porta dos plenários.

Davam gargalhadas de qualquer piada, achavam qualquer bobagem vindas de nulidades um sinal de prestígio. Às vezes, ganhavam uma migalha de informação, noutras, a chance de jantar no Piantella por conta do jornal. Era, ainda é, um exercício espúrio de sobrevivência profissional. Um retrato ao mesmo tempo triste e revelador do tipo de cobertura política que floresceu em Brasília, depois da redemocratização do País, no final dos anos 1980.

Eu gostava de chamar essas pessoas de “codornas”. Elas ainda existem, em grande quantidade. As mais velhas podem ser vistas fazendo a mesma coisa, nas redes sociais.

Os governos do PT, por razões diversas, modificaram essas relações, mas não pela vontade dos repórteres. Desde o início do primeiro governo Lula, saíram de cena as alegres codornas para dar lugar a cães de guarda treinados para arrancar, diuturnamente, notas, matérias e declarações que servissem para minar a narrativa popular emanada do Palácio do Planalto. Subitamente, tudo que era normal à rotina da política passou a ser escandaloso, maléfico, pútrido.

O golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff reacendeu a chama dessa turma, embora sem o mesmo vigor e, porque não dizer, o mesmo charme. Os 13 anos de governos petistas criaram uma solução de continuidade na transmissão geracional dessa bajulação pré-PT. Mas, então, veio aquele inesquecível Roda Viva, direto do Palácio da Alvorada, com Michel Temer.

Todo mundo lembra, por isso nem preciso me estender: repórteres do Estadão, TV Cultura, Folha e Globo protagonizaram uma das entrevistas coletivas mais servis, desonestas e patéticas do jornalismo brasileiro.

As codornas estavam de volta.

Agora, vejo essa foto de um desses cafés da manhã de Bolsonaro com jornalistas pomposamente apresentados como “chefes de redação e colunistas de jornais e emissoras de televisão de todo o país”, no qual a estrela do evento foi Luciana Gimenez – esse poço de bom senso e sabedoria que dispensa apresentações.

No instantâneo, todos dão gargalhadas no momento em que Bozo anuncia que fazia xixi na cama, até os 5 anos de idade. Pura empatia com essa figura lamentável que já postou no Twitter homens fazendo golden shower e que, em 100 dias, transformou o Brasil em um vexame internacional permanente.

Nem uma única pergunta sobre desgoverno, assassinato de Marielle, milícias, Queiroz, fuzis e vizinhos pistoleiros. Só risadas, platitudes e enrolação.

E como riram, as codornas.

Maioria dos eleitores considera Bolsonaro burro e vagabundo


A pesquisa do DataFolha é muito ruim para Bolsonaro. Ele tem a pior avaliação de 3 meses dentre todos os presidentes em seu primeiro mandato. Além disso, considera-se que ele é preguiçoso e “pouco inteligente”.

Os deputados não vão querer votar uma reforma impopular proposta por um governo mal avaliado, liderado por um Presidente que trabalha pouco e é pouco inteligente. Seria suicídio político e eleitoral.

A pesquisa do DataFolha mostra que as pessoas de renda mais alta estão bem mais satisfeitas com o governo do que os mais pobres. Ou seja, o Governo Bolsonaro é o governo dos ricos.

Como esperado, a pior avaliação do Governo Bolsonaro é no principal reduto eleitoral do PT, o Nordeste. Porém, merece destaque o que está acontecendo no Sudeste, a avaliação negativa é de 30%. Ele vem sendo abandonado pelos eleitores do Rio, MG e de SP.


Palmério Dória
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A pesquisa Datafolha sobre os 100 dias confirma que Bolsonaro teve a sua pior avaliação no Nordeste brasileiro. Eita povo arretado! Nunca duvidou que o miliciano trabalha pouco e é pouco inteligente, em perfeita harmonia com o resultado geral da pesquisa.


“Bolsonaro tem pior avaliação entre novos presidentes”
“Mais da metade dos seus eleitores está frustrada”

Isso porque só tem 4 meses de governo. Imagina quando o povo ficar sem aposentadoria, sem salário mínimo reajustado e com desemprego batendo recordes: 100% de rejeição

sábado, 6 de abril de 2019

Ministro Sergio Moro faz propaganda enganosa do projeto anticrime


Meliantes e pessoas de bem

Ainda é cedo para a análise dos números. Mas o impacto do governo Bolsonaro nos índices de letalidade policial é fenômeno a ser investigado.

O discurso inflamado do candidato contra a bandidagem, que reverbera depois da posse, o desprezo por valores humanistas, a tolerância retórica para com os pecados eventualmente cometidos e a afinidade quase religiosa que o capitão mantém com amantes de armas e de extermínios criam uma zona aparente de conforto para forças de segurança, elevando o ânimo das tropas.

A curva da letalidade policial é ascendente —segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de mortes decorrentes de intervenções policiais (em serviço e fora de serviço) cresceu de 2.212 (2013) para 5.159 (2017). No Brasil, governantes mais ou menos conservadores ou progressistas não se diferenciam por políticas públicas de combate à violência e não costumam se incomodar com morte de suspeitos. Mas, de fato, agentes de segurança consideram-se, hoje, no poder.

O Rio de Janeiro, terra generosa e capaz de acolher a carreira política dos paulistas Jair Bolsonaro (PSL) e Wilson José Witzel (PSC), é onde mais se extermina. Policiais mataram 1.444 pessoas entre janeiro e novembro de 2018.

Se no primeiro bimestre de 2019 caiu o número de homicídios no Rio (e não faltarão tentativas de relacionar os dois eventos), o número de mortes por policiais bateu recorde histórico: 305 óbitos, um a cada quatro horas e meia.

O novo componente na equação da violência urbana é o pacote anticrime desenhado por Sergio Moro e encaminhado ao Congresso.

O artigo do presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, sobre papéis que a Folha obteve com base na Lei de Acesso à Informação, detecta, na "exposição de motivos", a visão perigosa do ministro da Justiça. É uma minuta do texto que faria parte do inteiro teor do projeto de lei 822/2019, publicado no site da Câmara dos Deputados.

A Polícia Federal, registre-se, afirmou-se impossibilitada de fornecer as informações solicitadas pelo jornal, "pelo risco de comprometimento de sua capacidade investigativa", o que ilustra o ambiente de penumbra que marca o funcionamento das instituições policiais.

Na tentativa de justificar a injustificável mexida nos dispositivos do Código Penal que cuidam da legítima defesa, a mensagem de Sergio Moro ao presidente da República formula um silogismo precário e odioso: como está em permanente risco, como atua em comunidades sem urbanização, como não consegue distinguir "pessoas de bem dos meliantes", o agente policial precisa de "proteção", para que "não tenhamos uma legião de intimidados pelo receio e dificuldades de submeter-se a julgamento em juízo ou no Tribunal do Júri".

Moro sabe usar o apelo popular e faz propaganda enganosa ao defender o direito de o policial reagir ao bandido que porta fuzil. Parece razoável? Mas o seu pacote oferece algo muito diferente: isenta de responsabilidade penal atos criminosos como o abate de inocentes ou culpados, os tiros a esmo, as balas perdidas, os excessos inescusáveis, o tratamento, enfim, de "pessoas de bem" como se "meliantes" fossem.

Moro proclama a imunidade dos agentes de segurança, legitimando palavra de ordem conveniente à banda podre das polícias, de quem se converte em poderoso aliado. Mais grave que policial corrupto é policial assassino. Aliás, eles costumam andar de mãos dadas.

Ídolos da Tabata Amaral

Obama do Maranhão

Por que se privatiza no Brasil?

Gilson Caroni Filho


Além de entregar para a iniciativa privada bens e recursos públicos, há um outro fator que não deve ser esquecido. Cabral foi didático no seu depoimento de ontem. Moreira Franco privatizou as frotas de ônibus do Rio, que haviam sido estatizadas por Brizola, para ganhar propina dos empresários do setor de transporte. Imaginem, vestais da luta contra a corrupção, quanto não lucraram os tucanos com as privatizações da Telebrás, Vale do Rio Doce, Light e Eletropaulo. Calculem quanto Paulo Guedes vai embolsar daqui pra frente.A corrupção do Estado é diretamente proporcional ao quanto ele se submete aos interesses do mercado.

Bozo é um idiota sincero

Leandro Fortes

Bozo disse que a maioria de seus ministros não tem capacidade de articulação política.

Bozo disse que não nasceu para ser presidente.

Bozo é um idiota sincero.

#VazaBozo

Angústia

Sabrina Fernandes

Quando eu tô angustiada, eu leio Lenin.

Eu tô lendo Lenin.

"São uns choramingas democratas pequeno-burgueses, mil vezes mais perigosos para o proletariado [...] cometerão inevitavelmente uma traição em cada momento difícil e perigoso... "sinceramente", convencidos de que ajudam o proletariado!"

"Não só no terreno do parlamentarismo, mas em todos os terrenos da atividade humana,. o comunismo deve apresentar (e não poderá fazê-lo sem um trabalho prolongado, persistente e tenaz) algum princípio novo, que rompa de modo radical com as tradições da II Internacional[...]"

"É "difícil" conseguir que os parlamentares comunistas não se deixem levar pelas frivolidades parlamentaristas dos burgueses, e que se entreguem ao mais que essencial trabalho de propaganda, agitação e organização das massas."

"aprender[...] a dominar todos os aspectos da atividade e do trabalho, sem nenhuma exceção, a vencer em toda parte todas as dificuldades e todos os costumes, tradições e hábitos burgueses. Qualquer outra maneira de encarar a questão é totalmente despida de seriedade, é infantil."

Lenin escreveu isso em 1920, ou seja, pós revolução de 1917. Isso me lembra momentos dos últimos 20 anos no Brasil, mesmo a gente nunca ter tido uma experiência como 1917. E tudo me soa tão atual. Não é como se a gente não soubesse aonde certas coisas vão parar...

(São trechos dos apêndices de Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo - sim, aquele livro que Duvivier usou pra fazer uma piada naquele episódio infame do GregNews e que não combinou nada com a piada por ter zero contexto do conteúdo do livro).

Jornalismo de programa

Gabriel Priolli

TCHUTCHUCAS

Funcionários da imprensa escrita, televisada, insultada e censurada tomam café da manhã com o Presidente Twitter.

Nada expressa melhor a falência moral do jornalismo brasileiro do que esta imagem do congraçamento reinante.


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A prova de Moro


Qual o objetivo de Ciro ao se reunir com Meirelles e Alckmin?

Alberto C. Almeida
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Informação do mundo político: ninguém confia no Ciro. Motivo: ele se reúne com você hoje, e amanhã vai à público lhe atacar e criticar. Isso é algo absurdo em qualquer relacionamento, ademais na política.
Ciro, Alckmin e Meirelles juntos conversando 
Henrique Meirelles‏ 
Hoje estarei conversando com o Alckmin e o Ciro Gomes sobre o futuro do Brasil.
Ano passado apresentamos caminhos diferentes sobre o Brasil. Agora podemos conversar sobre a situação do país, em situação diferente mas sempre como patriotas.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Além da imaginação

Agora vai...

Guedes no Pancadão


Provando que esse twitter é do Moro mesmo (de modo inusitado).


Não é normal


Moisés Mendes

UMA CENA OFENSIVA

É chocante ver o juiz que condenou Lula e o impediu de concorrer a presidente ao lado do homem que se elegeu presidente porque Lula foi afastado sumariamente da disputa.

É duro ver Sergio Moro como ministro da Justiça fazendo lives ao lado de Bolsonaro. Não é normal. Não pode ser normal. É uma cena triste, é constrangedora, é vergonhosa, é acintosa. É grotesca.

Vamos repetir: não pode ser normal, não há normalidade nessa cena. 

Um dia quem sabe a maioria dos brasileiros tenha a exata noção do que essa cena representa como ofensa a todos nós.

Não é normal. Não é normal. Não aceitem essas visões como normalidade. Não vamos sucumbir às lives e aos rituais do bolsonarismo como parte das nossas vidas.

Não é normal.

Se a gente tivesse escutado esta menina em 2013, nada disso teria acontecido

Desinformado


A verdade incontornável


Claudio Guedes

De todos os grandes personagens da política nacional dos últimos 20 anos só um está hoje preso, impedido de se manifestar e de concorrer a cargos públicos.

Todos personagens que, de uma forma ou de outra, diretamente ou indiretamente, se beneficiaram, na atividade política, de recursos obtidos em transações pouco republicanas com empreiteiros e fornecedores do estado. Era e ainda é - hoje de forma disfarçada - a forma de financiamento dos partidos que disputam o poder. E todos, que não são hipócritas, sabem e sabiam, que sem recursos vultuosos era e continua sendo impossível disputar para valer o poder no país.

Alguns, com destaque para José Roberto Arruda, Aécio Neves, José Serra, Aloysio Nunes, Antônio Palloci, Geddel Vieira Lima e Michel Temer estão envolvidos, com provas fartas e públicas, em episódios de flagrante delito policial (contas em bancos estrangeiros, parentes e amigos agindo por mando deles flagrados recebendo propinas vultuosas ou os próprios flagrados no crime). FHC, o presidente que comprou o segundo mandato corrompendo congressistas, que acobertou inúmeros casos rumorosos de corrupção nos seus governos e que nomeou parentes e amigos - que enriqueceram nos cargos - para altos postos da República, é "hors-concours". Possui blindagem especial, não só nunca foi molestado pelo MPF, como é figura carimbada na mídia conservadora.

Contra o que está preso, o ex-presidente Lula, líder do Partido dos Trabalhadores, montaram uma blitz jurídica, várias ações em diferentes varas federais, para acusá-lo de corrupção em benefício pessoal. Acusações tão frágeis que foram buscar um apartamento que ele nunca recebeu, que dele nunca se beneficiou, e obras num sítio de amigos, que ele usava para descansar, para condená-lo como corrupto em transações na maior empresa estatal brasileira. E aí reside a farsa montada: um político com o prestígio e a popularidade de Lula iria se meter em atos de corrupção numa empresa que movimenta bilhões em investimentos anuais em troca de pequenas migalhas? Por quê? Quem, de bom senso, minimamente inteligente, acredita em algo deste tipo? Mas foi o que conseguiram contra ele. O objetivo sempre foi excluí-lo do jogo político.

Lula, e esta é a verdade incontornável, está preso pelo que representa. Por ser a última trincheira popular ao assalto do país pela elite branca milionária, que controla a banca/finanças, as grandes corporações empresariais e as associações destas com o grande capital externo que cada vez mais torna-se proprietário de tudo de valor que existe por aqui.

Assalto em andamento em paralelo à desmontagem do estado que garantia um mínimo de direitos ao mundo do trabalho.

Ao final sobrará um país com milhões de pobres e miseráveis, uma classe média rancorosa escrava do trabalho com parcos direitos trabalhistas e uma elite riquíssima proprietária de um país subalterno e medíocre no cenário global.