Ex-juiz manifestou preocupação com a decisão de Toffoli de suspender investigações do Coaf
O ministro Sergio Moro, da Justiça, está em baixa no Palácio do Planalto. Uma parte do núcleo duro do governo passou a fazer críticas a ele —em especial depois que o ex-juiz conversou com o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
DIRETO
Toffoli decidiu suspender investigações do órgão feitas sem autorização judicial. A medida beneficiou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.
INDIRETO
Moro não deu declarações. Mas manifestou a Toffoli preocupação com a decisão, que poderia colocar em risco mecanismos de combate à lavagem de dinheiro.
A VOZ
O presidente do Coaf, Roberto Leonel, que é ligado a Moro, foi além e deu entrevista criticando Toffoli.
MÃO ÚNICA
Na visão de integrantes do governo, Moro tenta reverter a medida e mostra que é ingrato: Bolsonaro, ao contrário dele, colocou todo o peso de sua credibilidade a favor do ex-juiz depois do escândalo das conversas vazadas.
NO RISCO
O presidente, dizem, chegou a levá-lo a um jogo do Flamengo sem estar seguro de como o público reagiria.
NA TUA
As afirmações de assessores refletiriam a contrariedade do próprio Bolsonaro. Se, por um lado, o presidente nunca pediu ajuda a Moro em relação ao filho, por outro não gostou de vê-lo tentando atrapalhar.
VAMOS JUNTOS
O PDT iniciou aproximação com Marta Suplicy. A ex-senadora dá sinais de que pode voltar a atuar na vida pública, disputando ou não as eleições.
TAMBÉM QUERO
Nesta semana, numa palestra a mulheres do Solidariedade, ela foi incentivada por elas a entrar na legenda.
HOJE
A OAB de Ribeirão Preto (SP) faz nesta quarta (7) uma sessão de desagravo ao promotor Eliseu José Berardo Gonçalves. O ato decorre de um episódio no qual Gonçalves agrediu o advogado Said Halah em audiência em 2014. Procurado, o promotor não se manifestou.
ONTEM
Em 2010, Gonçalves foi suspenso pelo Ministério Público de SP após Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais, acusá-lo de tentar seduzi-la na Promotoria. Ele nega.
com BRUNA NARCIZO, BRUNO B. SORAGGI, GABRIEL RIGONI e VICTORIA AZEVEDO

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