Ricardo Costa de Oliveira
Está sendo travada uma pesada disputa política entre Bolsonaro e Moro pela sobrevivência política. Um destes atores só poderá continuar vivo na arena política se o outro for completamente derrubado e nocauteado.
Bolsonaro mobiliza seu exército com o gabinete do ódio, as fakes news, robôs, sua militância de extrema direita mulambenta, seus militares comprados e comissionados, (boa parte do partido militar bolsonarista está em diminuição e sendo malvisto pelos outros militares de carreira, que não participam do banquete e pagam o preço moral de pertenceram à mesma corporação sequestrada pelos bolsonaristas de extrema direita), sua pequena e radicalizada base legislativa da natimorta "Aliança", seus comunicadores e influenciadores mambembes, setores evangélicos.
Moro conta com o seu exército pronto e organizado dentro do sistema judicial, boa parte do partido político do judiciário, gente no STF, no ministério público e na magistratura, setores na polícia federal, nas classes médias altas, em grupos da mídia, tipo Globo e gente seguidora do efeito Dunning-Kruger. O grande empresariado está cauteloso e avaliando para não se comprometer muito com quem perder e ficar bem com quem vencer a parada.
O mais significativo da guerra de babuínos é que pela primeira vez desde o golpe contra Dilma, quando o sistema judicial forjou provas fictícias para derrubá-la, agora o sistema judicial começa a trabalhar e levantar algumas das verdadeiras e abundantes provas nos múltiplos apontamentos de crimes de corrupção do bolsonarismo, basta algum grupo da polícia federal levantar elementos das quadrilhas e redes de dinheiro das fake news e robôs no gabinete do ódio, investigar os financiadores dos atos de "intervenção militar constitucional", a pretensa quartelada contra o STF, contra Rodrigo Maia, contra o Congresso, ou levantar os abundantes indícios das relações históricas e longevas da família Bolsonaro com as famílias milicianas do RJ há décadas, tudo para tentarem aplicar o xeque-mate em Bolsonaro, o que pode ser rápido, até mesmo para evitarem que o incrível exército de Brancaleone-Bolsonaro possa atingi-los primeiro. O jogo será politicamente bruto, intenso e coincidirá com o aumento da pandemia durante o mês de maio.

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