Mostrando postagens com marcador Ricardo Costa de Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ricardo Costa de Oliveira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de abril de 2021

Aquilo deu nisso

Ex-senadora virou aspone depois de não se eleger nem para vereadora

Ricardo Costa de Oliveira

Reapareceu Heloísa Helena, um dos maiores símbolos viscerais da esquerda antipetista nos governos do PT. Ganhou um cargo de indicação no Senado, indicação no gabinete de oposição da REDE e do senador Randolfe, o mesmo partido de Marina, que no segundo turno de 2014 apoiou e abraçou Aécio Neves e na prática pregou o voto nulo no segundo turno de 2018. 

Lembremos da oposição violenta, raivosa, renegada, destrutiva e cheia de falsa superioridade moral para atacar Lula, Dilma e o PT, contribuindo para alimentar o antipetismo e apoiarem o golpe de 2016 no "fora todos". 

Heloísa Helena não construiu nada no campo da esquerda, como muitos dos que votaram nela. Do outro lado a base sindical da Conlutas e Intersindical é mais um divisionismo sectário, autofágico e estéril

Com o golpe de 2016 não conseguiram mobilizar, organizar e nem liderar nenhum movimento político, partidário, sindical ou social alternativo contra a direita, contra Temer ou contra Bolsonaro, porque o objetivo deles sempre foi o ataque sectário contra o PT, sem oferecerem nada de substantivo no campo popular da esquerda, ou da organização de novas lideranças e movimentos sociais. 

Os que saíram do PT falavam em autocríticas e sempre é bom olhar a si próprios no espelho das contradições em curso, agora mais uma vez está claro que Lula é o grande puxador de samba, com a ajuda de muitos outros intérpretes juntos, até prova em contrário...

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Se tivessem ética ou vergonha na cara, Barroso e Fachin não deveriam nem participar do julgamento


Barroso e Fachin  são tão parciais e partidários como Moro, suas conexões particulares de amizade e vínculos políticos com os lavajatistas os colocam na mesma suspeição criminosa que Moro. Se tivessem ética ou vergonha na cara não deveriam nem participar do julgamento por serem parte interessada e comprometida. Todos foram julgados ontem e como disse Gilmar, todos perderam juntos, só falta a grande mídia reconhecer que perdeu mais uma, mudar de linha editorial, demitir seus jornalistas de mentiras e fake news na Lava Jato e resgatarem a verdade sobre o maior esbulho jurídico-político-midiático de nossa história.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Juntos até o final


Março deve ter alguns dos piores resultados na pandemia até agora no Brasil. Bolsonaro se cerca cada vez mais com seu círculo de militares fidelizados. Hoje saiu o secretário de comunicação Wajngarten e entra o almirante Rocha. O STJ impede qualquer avanço nos graves processos contra as rachadinhas da família Bolsonaro. O auxílio calamidade já está atrasado e a insolvência financeira, política e moral do bolsonarismo limita qualquer cenário de futuro com as desgraças atingindo o país. O desembarque de setores neoliberais mostra que a rapadura ficará por ultimo com a clique político-militar em aprofundada crise. 

O plano de Bolsonaro agora é tentar sobreviver a cada mês, o centrão só pode ser alugado semanalmente, o bolsonarismo não conseguiu construir um partido político para chamar de seu porque já tem o partido militar bolsonarista, sem verdade e sem honra militar, já perderam qualquer projeto mínimo de governo de médio prazo, só podem continuar se arrastando com seus asseclas e cúmplices do judiciário e militares juntos até o final.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Fachin já passou para a História como um covarde e golpista


Fachin não precisa ficar falando do que nunca fez, já passou para a História como um covarde e golpista, um dos responsáveis pela prisão política ilegal de Lula, um cabo de transmissão do conluio criminoso da justiça lavajateira de Curitiba, uma mancha indelével. O Brasil não merecia ter ao mesmo tempo um Barroso, um Fux, esta maioria do STF agora arrependida, nem um Villa Boas, um Etchegoyen falando sobre o golpe que eles mesmos aplicaram e apoiaram primeiro no corrupto golpista Temer, para depois jogarem o Brasil nas mãos do reles capitãozinho cloroquina, ao invés de falarem deveriam investigar o que acontece agora, tipo o Gilmar Mendes, desesperado para se reabilitar na sua biografia enlameada com o golpe e a catástrofe, Fachin nem isso consegue fazer.



sábado, 6 de fevereiro de 2021

Cenário de 2022 é incerto, Bolsonaro não é favorito


O time de Bolsonaro já entra bem desfalcado na eleição, se chegar lá, desta vez sem Moro, sem Lava Jato, sem general Villas Boas, sem uma grande mídia muito mais depenada na escolha difícil, sem a força dos grupos evangélicos já desmascarados como no RJ, sem a força das bancadas da bala e milicianos com a criminalidade sem solução fácil, sem o posto Ipiranga do Guedes explicando porque o crescimento econômico não começa nunca e a crise aumenta e perdura com suas lesivas privatizações, sem o MBL, sem muitos dissidentes do PSL e direitosos que o abandonaram e sem a pista livre da então inédita indústria de fake news, ainda desconhecidas na última eleição. 
Não adianta porque o Centrão nunca levou nenhum candidato apoiado por ele sozinho ao segundo turno, só é bom de governar, de extorquir e um estorvo eleitoral, como bem disse o general Heleno. E Bolsonaro teve uma vitória relativamente apertada no segundo turno de 2018 com apoio de todos titulares acima, quem decide a eleição são as mulheres trabalhadoras negras do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, os estados que ao mudarem seu voto mudam a correlação nacional, decidindo a vitória nacional nas últimas eleições. Temer também falava que seria candidato forte, política é como nuvem e nunca está da mesma maneira, mas o certo é que o PT terá candidato próprio como sempre teve nos últimos 40 anos e nas últimas cinco eleições conseguiu vencer quatro, só perdeu a última porque houve o golpe e a prisão política ilegítima de Lula, aconteça o que acontecer o cenário é bem diferente e aberto em relação a 2018.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Primeiro Comando de Curitiba cumpriu sua tarefa

Ricardo Costa de Oliveira

A Lava Jato de Curitiba só acabou hoje porque realizou plenamente o seu projeto de um país muito mais corrupto, golpista, autoritário, atrasado e com as corporações do privilégio no poder. Hoje que o deputado Lira do PP, o partido mais acusado e envolvido  nas denúncias, assumiu a presidência da Câmara, político ligado ao doleiro Youssef. Quando um ignorante anticiência e antivacina como Bolsonaro, no auge de uma pandemia que para ele era uma gripezinha com cloroquina, refém do centrão de maneira ainda pior que todos presidentes anteriores, eis o Brasil que a Lava Jato deixa em termos de herança de completa imoralidade, milicianos, roubos e total ausência de justiça, como todos podem ler nos documentos oficiais da vaza jato da spoofing. Os superstars da Lava Jato, Moro, juiz ladrão e uns 40 procuradores tipo Deltan, marajás do mp totalmente desmascarados, compromentidos pelas suas falas e já condenados pela história.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A coisa está ruim demais, mas ainda vai piorar muito


Desde o início o melhor cenário para Bolsonaro seria o modelo dos governos de Figueiredo, Sarney ou Temer, conseguir chegar até o fim do seu mandato no meio de crises terminais com apoio envergonhado do establishment, mas pode ser que isto não aconteça.

Li uma matéria do Wall Street Journal, geralmente muito bem informado, que a crise da pandemia ainda vai se aprofundar em escala global e que os efeitos das vacinações só serão sentidos mais para os meses do final do ano, no meio de variantes muito mais contagiosas de Covid.

Isto significa que o ritmo das vacinas será menor do que o planejado, as mortes e contágios seguem elevados, a crise econômica e os lockdowns continuarão em boa parte dos meses e 2021 será desolador, isto para a Europa, agora imaginem  para o Brasil dos militares incapazes no poder? 

Como todos sabem o centrão não acompanha e nem segue o enterro político de ninguém e se a crise subir no telhado nos próximos meses o bolsonarismo pode balançar e cair.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Pesadelo generalizado

Ricardo Costa de Oliveira

O que acontece em Manaus, mortes pela falta de oxigênio e de insumos, é o possível cenário para outras grandes capitais brasileiras. Manaus é um estudo de caso pela reação negacionista da direita, inclusive fazendo protestos contra o isolamento social e o fechamento do comércio. O pai do Pazuello era um dos maiores empresários de Manaus e a família sempre teve negócios e o maior haras da cidade equatorial, frequentado por muitos generais. 

Todos os epidemiologistas sérios sabem do crescimento da pandemia, nos Estados Unidos já morrem mais de 4000 pessoas por dia com outro incapaz como o moribundo Trump, a referência fracassada de Bolsonaro. 

Outra imensa vergonha é saber que o avião da FAB está incapacitado em levar oxigênio para Manaus e pedirão ajuda aos estrangeiros. 

O Brasil será o último grande país a iniciar a vacinação pela burrice e incapacidade dos bolsonaristas, tudo resume o fracasso e a incompetência destes militares de extrema direita, que ocupam o poder no Brasil desde o golpe de 2016 e a cada dia se aproxima a derrota muito mais grave pela Covid do que a derrota de outra ditradura militar vizinha nas Malvinas, lamentavelmente tudo para mostrar que militares são incompetentes na Saúde e na Presidência, o total fracasso dos bolsonaristas se aproxima e já chegou.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Subdesenvolvimento não se improvisa: Brasil não é a Bolívia

PSTUSA

Ricardo Costa de Oliveira

A vitória do MAS na Bolívia e o seu retorno depois do golpe apresenta algumas diferenças estruturais em relação ao Brasil. O candidato vitorioso, Luis Arce, disputou contra outros políticos civis tradicionais, se Haddad tivesse disputado somente contra políticos civis tradicionais teria vencido, como venceu no primeiro turno, a diferença foi que no Brasil houve uma poderosa coalizão de corporações do Estado golpistas, o sistema judicial e os militares, com suas cúpulas integralmente organizadas no golpe contra Lula e Haddad, além da grande mídia brasileira ter falsificado um mito no ex-juiz Moro, alimentando por anos uma onda contra a política organizada, contra os partidos políticos tradicionais. 

Outro fator na Bolívia foi que a ultra-esquerda, tipo o Partido Obrero Revolucionario (POR), trotsquista, nunca ter tido a força que a oposição de ultra-esquerda em partidos, movimentos sociais, intelectuais e sindicais tiveram no Brasil, no seu conhecido e ressentido ódio ao PT, desde as jornadas de 2013, o "fora-todos" na Bolívia era bem menor para alimentar o antiMASismo, como alimentou o antiPeTismo no Brasil. Como diriam antigamente, subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos e de muitas ações conjuntas, é preciso muito subdesenvolvimento político e muitos atores institucionais para se criar e vender um tipo de rebotalho como o Bolsonaro. 

Se confirmando a posse de Arce, do MAS, um novo arco geopolítico na América do Sul isolará ainda mais o bolsonarismo, a se isolar ainda mais com a próxima derrota da Constituição neoliberal autoritária de Pinochet no plebiscito no Chile e a eventual derrota de Trump nos States, de quem os bolsonaros puxam o saco e entregam o Brasil, sem o mínimo respeito ao decoro do cargo deles, atraindo os adversários do combalido Trump contra eles...

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Por que a base social bolsonarista permanece apoiando a tragédia existente?

Ricardo Costa de Oliveira

Por que a base social bolsonarista permanece apoiando a tragédia existente? Observemos que é uma base social muito mais formada negativamente do que positivamente, muito mais pelo que é contra do que a favor, como o próprio "mito" deles, uma base  formada e embasada pelo ódio, preconceito e raiva. 

Vejamos seus componentes: Em boa parte do Centro-Sul do Brasil, como no Paraná e em Curitiba, uma classe trabalhadora e média baixa "branca", descendente de imigrantes europeus pobres e que se multiplicaram imensamente no Brasil do século XX ao saírem da Europa em crise, mantendo seus valores ideológicos explícitos e implícitos, verbalizados ou não, como o racismo, o desprezo pelo nacional-popular brasileiro, a adulação e o puxa-saquismo do que vem de fora, lambe-botas dos Estados Unidos e da Europa. Este segmento social até melhorou um pouco de vida nos anos inciais do Lulismo, mas a estagnação, a sabotagem e a crise estimulada pelo golpismo, mais as tendências globais do capitalismo precarizado, reduziram as expectativas deste grupo movido por fortes sentimentos negativos. Quando perceberam que os brasileiros ainda mais pobres, os negros, mestiços e nordestinos melhoraram um pouco mais de vida, saúde, renda, educação, acesso ao ensino superior, carteira de trabalho e se aproximaram deles, as naturais tendências autoritárias ou nazifascistas, das mesmas regiões europeias rurais de que vieram no fim dos séculos XIX e início do XX, da Alemanha, Itália, Polônia, Ucrânia, Espanha e Portugal, que tinham apoiado regimes autoritários em boa parte do século XX, Hitler, Mussolini, Pilsudski, Franco, Salazar, ideologicamente se auto-identificam com a panaquice dos Bolsonaros, a caricatura brasileira de todos eles. 

Nas outras regiões periféricas brasileiras, principalmente nas grandes áreas urbanas e metropolitanas empobrecidas também temos massas dominadas por pastores evangélicos de direita, mulheres obedientes e conservadores-raiz no Nordeste, na Amazônia e que mesmo em menor número, desde as eleições, ainda formam uma certa base bolsonarista de direita nacional com seus parlamentares. 

Grupos da classe média alta tradicional das corporações privilegiadas, alta burocracia, advogados, médicos, profissionais liberais, sistema judicial, militares, funcionários comissionados, jornalistas e empregados das mídias, puxa-sacos de patrões, todos formam grande base de apoio ao poder de direita e alguns com ganhos materiais, inclusive. 

Os mais ricos também votam e defendem Bolsonaro por instinto e ideologia, reforçados por grupos entreguistas internacionalizados na burguesia, empresariado, executivos, MBAs, os com dupla cidadania, maçonarias, judeus de direita, opus dei e outros grupos de pressão cosmopolitas e internacionalizados. 

Soma-se uma nova geração de classe média jovem, tipos gamers, nerds, hackers, emos, lutadores de artes marciais, admiradores de armas, machistas, sexistas, grupos reaças reforçados por segmentos de setores de profissões como as polícias, empresas de segurança, administradores, pequenos empreendedores falidos, grupos raivosos e cada vez maiores na crise de segurança do capitalismo contemporâneo. 

Em comum com quase todos o ódio aos funcionários públicos concursados, o ódio aos professores e intelectuais, o desprezo pelos que têm amor aos livros e alguma cultura letrada, aos sindicalistas, aos religiosos progressistas, aos LGBTS progressistas e as culturas e artes emancipatórias da esquerda, enfim o jogo está sendo jogado e vai longe, de modo que a forte crise econômica e as mortes na pandemia não abalam imediatamente as crenças direitistas de boa parte dos núcleos duros bolsonaristas, somente o aprofundamento da crise econômica e principalmente a luta política por reivindicações e protestos da maioria, que só perde na conjuntura movimentará e abalará o bolsonarismo, o que foi suspenso momentaneamente pela pandemia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A renovação política está indo toda para a cadeia

Ricardo Costa de Oliveira

Ninguém tinha tanto a cara de "renovação" das "eleições de 2018" como o Witzel, o ex-militar, o ex-juiz, o linha-dura, o cara contra o sistema, o outsider que limparia a política do RJ, mais um corrupto, fracasso retumbante da direita, junto com o desmascaramento dos impastores como o Everaldo e a Flordelis, pilantras crentes, uma mistura de bancadas fraudulentas da Bíblia com a Bala sendo revelada e denunciada. Hoje Witzel, Everaldo e Flordelis serão afastados e amanhã a matriz desta desgraça política na família Bolsonaro terá que pagar pelos seus múltiplos crimes e enganações, assim que o miserável e cúmplice sistema judicial e político forem pressionados e criarem coragem frente a tantos fatos criminosos e calamitosos.

sábado, 15 de agosto de 2020

Mortes nunca abalaram o pensamento fascista, até o reforçam


Ricardo Costa de Oliveira

O fim do bolsonarismo será a sua própria realização e consumação, uma energia que somente será dissipada quando fracassar nas suas promessas, imaginários e distopias

Mortes nunca abalaram o pensamento fascista, até o reforçam. Lembremos do "Abajo la inteligencia, viva la muerte" dos falangistas franquistas na Espanha. No extremo temos a Alemanha Nazista, nos poucos meses da grande batalha de Stalingrado perderam mais de 600 mil jovens militares, politicamente reforçaram as suas ideologias e narrativas de guerra total, até o miserável final de seu regime. 

O pesado investimento emocional de fascistas, no caso da narrativa bolsonarista como  ideologia para-fascista, não será abalado pelas mortes na pandemia, mais de cem mil no Brasil, até porque sabem que seus aliados trumpistas já alcançam os 170 mil nos EUA também descontrolados. 

Na mentalidade colonizada e inferior de neofascistas brasileiros e bolsonaristas, que dependem no seu imaginário de países e cenários repugnantes, como Israel, o paraíso da extrema direita brutal no século XXI e da dependência do velho imperialismo estadunidense, dentro de seus valores anti-nacionais e entreguistas. 

O fim do bolsonarismo será a sua própria realização e consumação, uma energia que somente será dissipada quando fracassar nas suas promessas, imaginários e distopias, o que será questão de tempo e do descascar de suas camadas sociais de apoio. Somente o tempo aumentará o grau das contradições no bolsonarismo, quando suas disputas internas aumentarem e se ampliarem, por hora o papel da oposição é intensificar ainda mais as suas críticas e lutas.

domingo, 2 de agosto de 2020

Brasil vive momento de maior imbecilidade política de sua história



Nos mais de 350 anos de famílias e políticas aqui nesta parte sulista do Brasil, sempre podemos observar pelas genealogias e histórias de vidas, uma reflexão sobre o momento de maior imbecilidade política surge. 

Antes eu pensava que este prêmio de momento mais imbecil ficaria na conjuntura da Revolta Federalista, 1893-94, mas o bolsonarismo de 2019-2020 parece superar. A Federalista foi uma revolta política contra a presidência de militares recém-instalados no poder, um movimento ultra-conservador e mesmo reacionário. A violência e derrota da revolta deixou pelo menos um legado, o impedimento e a queda de uma projetada e duradoura ditadura militar no Brasil, que seria a primeira da nossa história. 

O bolsonarismo é igualmente um movimento ultra-conservador e reacionário diante das mudanças e transformações na sociedade brasileira do início do século XXI.  O bolsonarismo só pôde chegar e se manter no poder através de golpes contra a democracia, o afastamento da Dilma e a prisão política de Lula, com apoio das corporações de privilégios mais retrógradas e atrasadas, como as forças armadas, o sistema judicial, a grande mídia, a pastorcracia e o empresariado mais parasitário deste outro Ocidente. 

Com rachas e divisões, cada vez maiores, mas mantendo certa unidade de classe, o bloco no poder enfrentará dificuldades no seu projeto de voltar em décadas a situação social e política, desta vez para vender e saquear o patrimônio nacional para sua clientela no poder e no mercado internacional. 

Este projeto do bolsonarismo de aprofundar a concentração de renda e o autoritarismo, projeto de um país congelado na violência, na necropolítica, cronicamente inviável para usufruto e deleite de poucas elites em pequenas ilhas de riquezas e vantagens corporativas, cercadas por profundos mares de pobrezas, afinal sempre foi o grande projeto da classe dominante histórica brasileira. 

Ao contrário de 1893-94, agora o bloco reacionário está fundido com o bloco militar de direita, o que também oferece a oportunidade histórica de serem politicamente derrotados juntos e de vez, quando a conjuntura virar.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Adesão ao projeto fascista levou médicos à completa desmoralização

Fascistas ofendem médico cubano em Fortaleza com palavras racistas

Ricardo Costa de Oliveira

Se tem uma categoria profissional completamente desmoralizada pelo bolsonarismo são os médicos, pelo menos os profissionais sérios. Um grupo profissional historicamente elitizado no Brasil ao lado dos outros principais grupos estamentais, corporativos e muitas vezes hereditários, como os juristas, militares e outros. 

Setores médicos foram uma força política golpista na oposição aos governos anteriores, opositores à políticas de medicina social para os mais pobres dos pobres. Alguns falavam ingenuamente que Bolsonaro criaria a carreira única de médico do Estado, os infelizes não ganharam nada e só perderam, inclusive perderam o próprio cargo de ministro da Saúde durante a pior pandemia dos últimos cem anos, o que revela a inutilidade política e administrativa dos médicos no bolsonarismo, também perderam o monopólio científico da sua área, o que os cientistas sociais conhecem bem, quando o charlatanismo, as ideologias de direita e a ignorância passam falsas informações, fake news, medicamentos de maneira informal e até a simples recomendação do uso de máscaras é vetada pelo ocupante da presidência, ex-favorito deles. Muitos serão responsabilizados pelos apoios e votos em relação ao desastre na área da saúde durante a pandemia.

domingo, 5 de julho de 2020

O mundo de Bolsonaro


Ricardo Costa de Oliveira

Bolsonaro só pode andar e se reunir com a escumalha, com malfeitores, com os que convivem e aceitam a corrupção e degradação dele, sempre esperando lucrar e tirar algo a mais dos outros. 

Podem observar que ele jamais seria recebido em ambientes de promoção humana, jamais seria aceito em um ambiente em que os valores elevados sejam mantidos. Bolsonaro jamais entraria em uma universidade porque lá existe educação, ciência e cultura. Bolsonaro jamais iria em um hospital porque lá se salvam vidas e não se torturam indefesos. Bolsonaro jamais entraria em uma biblioteca ou em um centro de arte porque é profundamente ignorante e jamais poderia conviver com pessoas cultas, esclarecidas e altivas. 

O mundo do Bolsonaro é o mundo de seres e instituições inferiores e de rapina, urubus e carniceiros. A mosca varejeira vive em ambientes podres, imundos e não pode entender ou frequentar o mundo das abelhas, que vivem em ambientes perfumados e floridos a bem trabalhar.

domingo, 21 de junho de 2020

Bolsonaro cometeu mais crimes políticos de responsabilidade nesta semana do que em 130 anos de Presidência da República



Ricardo Costa de Oliveira

Bolsonaro cometeu mais crimes políticos de responsabilidade nesta semana do que em 130 anos de Presidência da República. Seus esquemas ajudaram na ocultação e fuga de investigados como Weintraub e Queiroz, a presidência comete genocídio na Saúde com a falta de ministro propagando a pandemia em alta. 

Basta escolher crimes da família Bolsonaro "à la carte": rachadinhas de assessores, corrupção na Furna da onça, conexões com a bandidagem miliciana de ex-PMs aos 300, indústria de fake news, atos contra a democracia, atos contra as instituições, contra a Constituição e por aí vai. 

A responsabilidade de quem colocou e deixou a quadrilha de Bolsonaro no poder é de quem não denunciou o golpe de 2016, quem permitiu, autorizou ou cultivou o caldo de cultura política maléfico, os discursos incubando o bolsonarismo, o racismo, o golpismo, hoje eclodidos, miseráveis e virulentos. 

Sem os apoiadores e os falsos isentões durante o golpe de 2016 não haveria bolsonarismo, como não haveria Hitler e nem Mussolini sem a mãozinha providencial do centro, sem o apoio empresarial, o apoio dos juristas, o apoio dos militares extremistas, o apoio do tiozão do pavê, do contabilista, do metaleiro racista de direita, do jornalista desejoso de agradar seus patrões, sem o apoio do professor da enrustida neutralidade axiológica direitosa, dos astrólogos terraplanistas, dos impastores, dos tucanos, da farsa "das instituições estão funcionando normalmente" no golpe. 

Sem a presença de muitos outros tipos inconvenientes como estes, abertamente reacionários ou não, como nas décadas de 1930 e 1920, não haveria o estrago do bolsonarismo na presidência.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

De onde vêm os Weintraubs


Ricardo Costa de Oliveira

Cada bolsonarista caído representa a identidade de certo grupo profissional, social, político e ideológico bem definido. O tal Weintraub, um ignorante, analfabeto e iletrado, não sabe nem escrever corretamente, infelizmente representa uma categoria específica.  

Há alguns professores alienados de contabilidade, não todos, mas os que apresentam uma rasa e superficial técnica servil ao capital, muitas vezes de maneira acrítica e não histórica, alguém vindo com má formação acadêmica em economia, seres confusos e vendidos, que não possuem a capacidade de entenderem teorias e ideias mais elaboradas e complexas.Alguém com má formação porque foi reprovado várias vezes em cursos superficiais e obtusos. 

Este ser medíocre e profundamente desinformado, forma o típico contabilista limitado, autoritário e fascista, que jamais conseguiria nada de expressivo na vida intelectual e educacional, senão servir submissamente ao bolsonarismo, um coletivo formado pelos piores e pelos mais ignaros no campo intelectual, cultural e científico. 

O ressentimento e rancor desta gente, quase todos excluídos do mundo do saber, com graves falhas e deficiências curriculares, sem títulos acadêmicos, sem pesquisas originais e sem obras, forma um caldo de cultura destrutivo para a educação de qualidade, como presenciamos no bolsonarismo em crise. Candidatos para substituí-lo como ministro abundam no meio de cursos de astrologia e de baboseiras na internet, filhinhos de papai e de mamãe sem estudos sérios, pequenos donos de pequenos negócios e pequenas ideias, pequenas escolinhas reacionárias de bairros no interior, outros parvos do bolsonarismo chegarão, até a queda final do chefe do bando, que se aproxima.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Fake news contra o PT é Liberdade de Expressão, contra a Direita é crime



Ricardo Costa de Oliveira

A milionária indústria de fake news bolsonarista existe desde as eleições de 2018. Quando era utilizada contra o Lula e o PT podia funcionar normalmente, era aceita pelo establishment e endossada pelo TSE. A ministra e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em 2018, Rosa Weber, declarou que não podia "fazer milagre" e que não havia solução pronta. Somente quando o bando criminoso passou a atacar os outros grupos políticos e ameaçar o STF resolveram investigá-lo, basta esticar a corda do dinheiro dos financiamentos para chegar nas cabeças de mais um esquema criminoso milionário do gabinete presidencial do ódio.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

A velha classe dominante tradicional - do período colonial - continua no poder nacional.


Ricardo Costa de Oliveira

Bolsonaro refunda e renova Ministério das Comunicações com velhas oligarquias e genro de Silvio Santos. Nepotismo gera nepotismo, assim caminha a nossa tese. A "nova política" - mais do mesmo, como sempre. Casamentos reproduzem a arcaica classe dominante tradicional brasileira em todos rincões. 

Fábio Faria, deputado federal/RN, casado com Patrícia Abravanel, filha do grande empresário e homem da mídia, Sílvio Santos, dono do baú do SBT, é filho do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Mesquita de Faria, principal sócio da Rádio Redenção, em Nova Cruz, e  de Maria Nina Salustino, da família do desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo, riquíssimo empresário da mineração em Currais Novos/RN. Neto paterno do empresário e latifundiário Osmundo Araújo de Faria e de Janete Mesquita de Faria. Bisneto de Porcina Araújo de Faria e de Juvenal Justiniano de Faria, fazenda Vapor de Serra Negra do Norte. Trineto de Paulina Umbelina dos Passos e de Júlio Baptista de Araújo, Fazenda Tapuia - Timabaúba dos Batistas, parente dos antepassados do outro ministro bolsonarista, o general Luiz Eduardo Ramos Batista. Quarto neto do Coronel da Guarda Nacional Clementino Monteiro de Faria, descendentes das famílias conquistadoras, povoadoras e latifundiárias do Seridó, no início do século XVIII, de modo que a velha classe dominante tradicional - do período colonial - continua no poder nacional. Rimou!

sexta-feira, 29 de maio de 2020

STF está vencendo batalha contra o bolsonarismo



O STF visivelmente está vencendo a guerra de atrito com o bolsonarismo. Já formou uma maioria, talvez a totalidade pela continuidade no inquérito de fake news. A tentativa de envolvimento de Aras, na PGR e do MJ, com Mendonça, tentando salvar Weintraub e os acusados fracassou e pior, passaram a impressão de serem advogados particulares, advogados baratos de porta de cadeia dos fakenewszistas dos Bolsonaros, agora em crise ampliada. A fala de Eduardo bananinha invocando outro golpe também não foi bem recebida. O desespero levou Bolsonaro a chorar para Alcolumbre ao invés de dar uma garrucha velha para Heleno, Roberto Jefferson e Sara Winter defendê-los da forte crise. Neste ritmo o impeachment se aproximará e os bolsonaristas estão encurralados.