terça-feira, 5 de maio de 2020

Os pistoleiros de aluguel da imprensa são culpados pelas agressões que sofrem dos fascistas que puseram no governo



Vinícius Carvalho

O QUE AS AGRESSÕES SOFRIDAS PELA IMPRENSA, O ANTIPETISMO CRIADO POR ELES, O BOLSONARISMO E O CASO DREYFUS TEM EM COMUM? "EU ACUSO!"

Quando a mídia brasileira optou por criar uma cruzada ao petismo, numa espécie paralelo de antissemitismo na sua cruzada contra o judaísmo na França e Alemanha na virada do século XIX para o século XX, ela criou os monstros que a atacam. E o ataques vão piorar, porque as instituições estão acovardadas.

Como na República de Weimar, quanto mais concessões de faziam aos extremistas, mais eles queriam, mais eles radicalizavam. Como fazem hoje com o Bolsonaro.

As agressões sofridas por jornalistas do Estadão, no domingo, por bolsominions, foram tristes, mas quem ajudou a criar essa narrativa de extrema-direita na sociedade foi justamente a grande mídia.

E o tamanho do problema é que o jornal O Estado de S. Paulo é, dos grandes meios impressos, o mais conservador e direitista. E ele tem orgulho disso. É o único jornal que anuncia isso no seu editorial, inclusive ainda diz claramente aos seus eleitores em quem eles irão votar e etc.

Se pessoas agridem funcionários do Estadão os acusando de comunistas, então que tipo de gente é essa?

Vale lembrar que aquela jornalista terrível e reacionária, a tal de Vera Magalhães, mesmo atacada de forma pessoal, com sua família e sua honra sendo aviltadas pelas hostes bolsonaristas,prosseguiu nas semanas seguintes fomentando ódio ao...Lula, no seu twitter. Nem assim aprendeu

Este mesmo jornal, em editorial no domingo do segundo turno da eleição entre Fernando Haddad e Bolsonaro, fez um texto deplorável chamado "Uma escolha muito difícil".

Você pode odiar o PT, e tem o direito disso, apesar de eu achar que é um sentimento alienado, raso e oriundo de manipulação tracejada com preguiça de raciocínio e déficit de pesquisa razoável. É que todo "contestador" se acha genial e uma espécie de um cruzado contra a maldade, um mal compreendido e etc. Mas, achar que existe dificuldade entre escolher um Fernando Haddad e um Jair Bolsonaro nas urnas tem que ser muito irresponsável.

Façam um exercício pessoal: você tem uma filha adolescente, 15 anos de idade, ela sai sozinha numa festa, e chega em casa de madrugada bêbada. No dia seguinte você vai aplicar-lhe aquele esporro homérico e pergunta, "como veio parar em casa?", ela diz, "pai, nosso vizinho me viu na rua e me trouxe pra casa". Você mora no apartamento 102 e tem dois vizinhos: Jair Bolsonaro morando no 101 e Fernando Haddad morando no 103. Você pergunta, "qual vizinho"?

Eu nem preciso induzir vocês nessa resposta e podem até questionar aqui, vindo com essas frases prontas, dessas sabedorias populares escrotas e pobres como "quem vê cara não coração", "não se deve julgar ninguém" "vamos dar um voto de confiança" e blablabla, fiquem vocês com as suas consciências. Mas eu tenho certeza que dependendo da resposta dela você ficaria preocupado ou aliviado.

Se fosse o Bolsonaro, a primeira merda que você ia pensar é "esse miliciano filho da puta, que fica compartilhando vídeo de novinha, morte e putaria o dia todo no WhatsApp deve ter tentado assediar, bulinar a minha filha menor". Se fosse o Haddad, você pensaria "GRAZADEUS. ANA ESTELA É UMA FOFA NÉ, GENTCHY?".

Vai dizer que não? Fala aqui na minha cara que eu tô mentindo ou exagerando, maluco? Então vão pro caralho, porque não tinha escolha difícil nenhuma não.

Mas, voltando a imprensa e onde mora a culpa dela. A mídia sempre foi conservadora. Mas até final dos anos 90, ali, ainda naqueles sonhos de verão da Nova República, os jornais tentavam ser minimamente plurais.

Quando o PT venceu, em 2002, os caras jogaram as favas toda a racionalidade. Foi mais de uma década onde para se arrumar um emprego, em QUALQUER ESPAÇO DA MÍDIA BRASILEIRA, bastava você criticar o PT. Mesmo que você fosse um cara idiota, sem estudos, sem qualificação, nem nada.

Daí vimos a Globo demitindo caras como Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Franklin Martins e contratando escroques de extrema-direita e de apenas dois neurônios como Carioca do Pânico. Vimos a ascensão de anticomunistas como Arnaldo Jaborto e ex-políticos odiosos ao PT ganhando "quadros" na GloboNews, como Fernando Gabeira..

Uma estudante de economia que nem formada era; coxinha, patricinha, só porque uma vez porque deu uma resposta de textão NO FACEBOOK DO TICO SANTA-CRUZ (misericórdia), e era loira, GANHOU EMPREGO E COLUNA em grandes jornais, na Jovem Pan, no Pânico e agora na CNN. A tal de Renata Barreto.

Caio Coppola ganhou emprego. E hoje está defendendo que se burle as recomendações da OMS contra a pandemia de coronavírus na CNN.

Tomé Abduch era nada mais nada menos que organizador de passeatas como o Nas Ruas e etc, junto com a neonazi convicta, Sara Winter. E esse cara foi nada mais, nada menos, que comentarista do Pânico no Rádio, e agora está, também na CNN.

Que tipo de sociedade você forma, tendo essa gente como formadora de opinião?

Merval Pereira ganhou atá cadeira na Academia Brasileira de Letras, sem ter escrito um romance sequer. Só com base em textos apócrifos.

Kim Kataguiri virou colunista da Folha.

Alexandre Garcia era porta-voz de ditador, e agora é funcionário do governo Bolsonaro, passava as manhãs apregoando o ódio ao PT na TV.

Figuras como Marco Antonio Villa tinham um programa dedicado apenas a perseguir o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, lembram? Hoje fica pagando de Kátia Cega. Não perdoaremos, ele é que se foda e seja tragado pelo bolsonarismo.

O mesmo foi o paspalho do Noblat. Que no auge da operação lava-jato, na semana de uma oitiva importante do Lula em Curitiba, plantou uma fakenews de que "uma fonte minha teve acesso a um áudio que pode deduzir que o Lula tenha pedido para matar alguém". Essa nota do Noblat caiu como uma bomba, e, era mentira, claro. Hoje seu filho é agredido na rua com uma criança no colo por bolsonaristas: BEM FEITO, A CULPA É DO PRÓPRIO AVÔ!

Rodrigo Constantino, o inacreditável articulista do Instituto Mises, uma espécie de terraplanismo olavista do fascismo e da extremista Escola Austríaca, ganhou emprego na Veja.

Gente, pelo amor de Deus, a que hoje se diz vítima de fakenews, e está cortando um dobrado para desmentir os que a acusam, Rede Globo, PLANTOU uma fakenews para prender o Lula. Que deu origem inclusive ao escândalo "Panama Papers". Isso mesmo, a matéria que o Ministério Público se baseou para montar o processo do "triplex", foi uma Fakenews do Jornal O Globo, e quem diz isso não sou eu, o DELTAN DALLAGNOL assumiu em juízo.


Chegou um momento em que de cada 100 articulistas da imprensa brasileira uns 50 eram de uma direita muito avançada, para não dizer extrema, uns 45 neoliberais e para fingir "pluraridade", a imprensa contratou uma ou outra pessoa de centro-esquerda, mas... para isso, eles precisavam ser antipetistas, anti-Venezuela, não questionar o neoliberalismo e etc. Ou seja, para fingir pluralidade, a imprensa passou a contratar esquerdistas de mentirinha e que nutriam ódio ao Lula e ao petismo. Pessoas como Laura Carvalho, Chico Alencar e Pablo Ortellado, por exdemplo.

Jô Soares fez um quadro semanal nas quartas-feiras que durou por quase 10 anos, o tal de "Meninas do Jô", cuja mesa contava com 4 jornalistas, 3 hiper-direitistas, uma beirando o nível fascista, que era o caso da Lucia Hipólito, e uma moderada, uma professora da USP, que por ser MODERADA foi demitida e trocada por outra hiper-conservadora.

As rádios então nem se fala. Jovem Pan, CBN, Globo, e até rádios de música jovem, como a Atlântida aqui no sul, viraram porta-vozes do extremismo disfarçado de combate à corrupção. Como o deplorável, asqueroso e sem graça programa Pretinho Básico.

Portanto, como Émile Zola no "Caso, Dreyfus", "EU ACUSO", vocês da imprensa de serem culpados pelas próprias agressões que andam sofrendo.

"O judeu Dreyfus, em uma sociedade em que o antissemitismo começava a crescer (e culminaria no vergonhoso apoio às políticas da Alemanha de Hitler), torna-se um suspeito facilmente condenado pela opinião publica e, no final daquele mesmo ano, um conselho de guerra o obriga ao degredo na ilha do Diabo, além de expulsá-lo do Exército, com um ato de humilhação pública"

Um comentário:

  1. Texto excelente para quem, como eu, tem especial e permanente repulsa à mídia que considero podre, parcial e mercenária Entretanto, o autor bem que poderia completar a lista dos nomes dos execráveis.......

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