23:59 - "Bolsa Família é caro, um gasto desnecessário, não dê o peixe, ensine a pescar. O problema é que o dinheiro no Brasil é mal gerido"
00:00 - "Aí, pega aqui esses 20 milhões e compra Leite Condensado, o troco você traz de Jujuba"
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O Brasil não tem nada de romântico. A brasilidade não tem nada de bonita. Esse falso "gingado e malandragem" é uma merda.
Dia 26 de dezembro teve uma manifestação bem grande em Manaus pelo "foda-se" ao coronavirus e pela reabertura do comércio.
Segundo o Zero Quatro, Jair Renan, "é melhor morrer transando, do que morrer tossindo". Acharam linda essa frase e essa é a merda de transformar pessoas estúpidas em fenômenos de rebeldia e contracultura.
Jair Renan é filho de ladrão, ainda nem saiu das fraldas e já tem empresa com financiamento criminoso, por conta de investimentos de outras empresas que prestam serviços ao governo federal. Ele pode acessar o hospital que quiser.
Corta para Manaus novamente.
"Virou câmara de asfixia", relatou um médico.
Pouco mais de semanas depois, que é justamente o tempo de encubação do vírus.
E a situação da capital amazonense é a seguinte, a quantidade de oxigênio à venda no mercado é de 28 mil metros cúbicos diários e a necessidade é de 70 mil. Muito mais que o dobro.
Sendo que a iniciativa privada já está atravessando a compra, inclusive inflacionando o mercado.
O Brasil não tem nada de romântico. A brasilidade não tem nada de bonita. Esse falso "gingado e malandragem" é uma merda.
Se Jair Renan precisar de hospital, Bolsonaro o manda até para se tratar em Wuhan se for necessário.
Você que é fudido não, você não vai morrer transando. Você vai morrer tossinho e sendo enrabado em algum corredor fétido de hospital sem vaga em leito de UTI.
Vai morrer tossindo e sendo fodido.
Chamar Bolsonaro de racista, misógino e genocida é um prêmio para ele.
Se quiserem derrubar o Bolsonaro precisam deixar o moralismo de lado. E sim, o dito setor progressista hoje é ultra-moralista até quando diz não ser, só ver o quanto te insultam quando você manda alguém tomá no cu.
"Ain, toma da polícia, porque tomar no cu é uma delícia".
Sociopata e psicopata não tem muitos sentimentos não. Uma figura sem limites e escrúpulos como Bolsonaro tem que ser atacado no que o afeta: A SUA FAMÍLIA.
A mídia brasileira pega leve com o Bolsonaro e só o ataca no campo moral, o que apenas o fortalece.
Chamar Bolsonaro de racista, misógino e genocida (gente, parem de usar genocídio pra tudo... genocídio é uma coisa muito específica) num país como o Brasil, com um povo médio tão acostumado com narrativas de novela, onde o mocinho apanha o ano todo e no último capítulo dá um tapa na cara do vilão para deleite dos telespectadores de folhetins de merda como Avenida Brasil, é um prêmio para Bolsonaro.
Porque ele construiu para si mesmo a imagem de anti-herói injustiçado, que veio para vingar o homem e mulher comum das garras do inimigo metafísico.
Porém, essa mesma mídia só o ataca neste campo porque enquanto não existir um opositor neoliberal real ao Bolsonaro (Dória e Huck não engrenam, e Bolsoanaro está dando um passeio no Dória), eles tem medo de reabilitar o Lula. É simples.
Entre o Lula, super-democrático, mas vestido de vermelho, e um Bolsonaro espalhando vermelho sangue de verdade, ameaçando jornalistas, porém com um Paulo Guedes conduzindo a economia e sendo fiador dos interesses de empresas como a Globo, eles fecham com o Bolsonaro.
Treta entre Bolsonaro x Folha de São Paulo/Globo/Vera Magalhães é pura encenação.
Se quisessem atacar o Bolsonaro mesmo deixavam de lado essa narrativa pífia de adolescente mimado de DCE, chamando de "genocida cara de melão", "misógino cara de cocô" e investigavam A SÉRIO o Caso Marielle, a Milícia de Rio das Pedras e o Escritório do Crime.
Paravam com idiotice de cheque de 89 mil para Michelle, que ninguém liga, e passariam a investigar a execução de toda a família, inclusive uma mulher grávida, do rapaz envolvido com o roubo de sua moto. Vejam bem, não estou insinuando nada, mas ali você conseguiria traçar um ELO CRIMINAL pesado e real. E não essas merdas aí que falam sobre esse verme.
Isso só impacta (e de mentirinha) a classe-média branca com culpa na consciência moradora de Laranjeiras e Botafogo. A mesma que odeia palavrão, não mata bichinho, mas vota no Partido Novo, cuja política mata bichinho homo sapiens debaixo das marquizes.
A grande imprensa brasileira e o campo progressista nativo estão conseguindo transformar o Bolsonaro num fenômeno da contracultura. Gente que, mesmo muitas das que passaram o ano pregando o isolamento radical, estão ensadencidas neste final de ano nas praias, nas festas etc...virou uma espécie de grito de "liberdade", e "sair da jaula".
Mesmo sabendo que está errado, muitas estão demonstrando um prazer extra nisso tudo justamente porque é o prazer a "contracultura", do "proibido é mais gostoso".
Me lembra até aquela música "Dance Macabre" da banda Ghost, que fala sobre uma das ondas de Peste Negra na Europa, durante a Idade Média, onde nunca os puteiros e tabernas ficaram tão lotados. As pessoas achavam que iam morrer a qualquer momento, e foi aí mesmo que elas partiram em massa para os prostíbulos, farra e jogatina para curtir o possível/provável restinho de prazer terreno.
Eu sei que é irresistível odiar o Bolsonaro e seus atos e falas criminosas (como o praticado na Praia Grande, em Santos) dado o tamanho do absurdo. Eu mesmo me pego compartilhando essas coisas. Bolsonaro, por parvoíce, orientação ou instinto, é uma máquina de produzir símbolos e imagens que vão na contra-mão de tudo o que é razoável...
...E por isso, talvez, se concretize como uma figura popular* (odiada ou não).
E enquanto a mídia e até nós mesmos apontarmos os defeitos do comportamento do Bolsonaro, ele tende a crescer. Veja bem, eu estou abismado que o Bolsonaro está se aglomerando e produzindo símbolos popularescos com a doença alheia, mas uma boa parte da população está pouco se lixando para isso.
Pelo contrário, alguns mesmo discordando dele, de uma forma geral, tendem a achar que os ataques e críticas ao Bolsonaro são "afetados", "histéricos", e não fazem muito juízo de valor ou não acham o fim do mundo que ele dê seu show de absurdos.
"É o jeito dele", pensam. "Ele é doidão assim mesmo, mas é original", devem refletir.
Existe uma correlação entre qualidades e defeitos. E a questão é que em 2022, nas urnas, mesmo que as pessoas o desaprovem, não veem nenhum problema em cravar o seu número na urna de novo, "deixa ele trabalhar", "esse pelo menos eu conheço", "vou dar mais uma chance", "mais tem Deus pra dar".
O mundo real é diferente do mundo militante.
Para a maioria da população eleitoralmente ativa ou para a que acompanha a política apenas por "visão periférica", pouco importa o que o Bolsonaro diz ou defende, muita gente sequer tem condições de saber o que é certo ou errado, o que importa é que com a imagem de Bolsonaro repetida ad nauseum na mídia, no whatsapp e em memes, o brasileiro médio vai tender a simpatizar com quem está sendo superexposto.
Neste sentido a superexposição de Bolsonaro, mesmo tentando apontar coisas negativas nele, acaba sendo positiva.
*Me recuso a usar a palavra populista como muita gente vem usando para retratar o Bolsonaro. O termo "populismo" é empregado, muitas vezes, de forma canalha para equivaler tudo aquilo que não é liberal. Aí Bolsonaro, Paulo Maluf, Getúlio Vargas, Lula e Brizola são colocados no mesmo balaio de gato do populismo. Dória, FHC e Partido Novo, aí não, aí são "técnicos".
Tudo o que foi feito de ruim nesse país depois de 2010, foi com o intuito de reconduzir na marra o PSDB à presidência e colocar dar prosseguimento ao seu projeto draconiano de país.
Faço um apelo aos camaradas e os petistas de alta casta de São Paulo e das zonas centrais do Rio de Janeiro, continuem cuidando do CIRANDAÇO do Boulos aí e deixem São Gonçalo em paz.
Deixa a política periférica do Rio para quem entende. Gente que só entende de política de ler em livro não serve neste momento. É igual ir à restaurante para ficar lendo o cardápio. Vão rodar o bundaço no Largo da Batata, com suas boinas de Cuba e seus braços em riste, porque em São Gonçalo a BALA VOA. São mundos, países, planetas diferentes.
Só uma coisa explica essa catarse coletiva pela carta assinada do Dimas, os caras são tão fanáticos por NOTAS DE REPÚDIO, que só eles levaram a sério a tal carta dos crente.
O caso São Gonçalo é emblemático e revelador do tal "Brasil profundo":
- Pessoas progressistas da região e de todo o subúrbio do Grande Rio defendendo o Dimas, desesperados com o possível retorno de um chefe de grupo de extermínio ao poder municipal.
- Socialistaços e cirandeiros ilustrados, intelectuais da USP e do IFCS com salários de dois dígitos, gente que não mora na região e vive em bolhas de classe alta, indignados com o Dimas. De perninha cruzada, fumando cigarro de cereja, recitando tropicália, Butler, Trotsky e Neruda, dizendo: "assim eu não quero, assim eu não admito".
Vão à merda. Vão andar de Papa Móvel com a Erundina, aproveitem e façam pole dance como a Marta, só não passem COVID pra Erundina porque ela é grupo de risco.
Aí depois não sabem porque as militâncias ficaram em pé de guerra no 1° turno em São Paulo, olha a arrogância dos cabras. Olha como essa turma conduz o debate.
Quero que o Boulos vença, mas se perder, vocês já sabem o motivo. Vai botar esse tipo de gente aí pra conversar com o povo, é óbvio que vai dar merda.
O que eu oriento aos meus amigos mais jovens que estão se interessando por política é, ou construam um partido novo, com as ideias de vocês, longe dessa cacalhada.
Existe espaço para uma esquerda verdadeiramente popular, não sectária, com diálogo, com gelada no copo e consonância com o povão, que se adapte ao mundo real, livre de uma visão eurocêntrica da coisa e sem tirar do bolso mais de 900 livros que ninguém mais liga, ninguém mais lê.
E esse caminho não está nos partidos tradicionais, ou melhor, em NENHUM dos partidos existentes.
Nessa eleição municipal a imprensa brasileira está fingindo uma certa consonância com a "esquerda antipetista" e o "centro antipetista", mas na verdade estão pavimentando algo muito maior e pior.
Na ânsia de isolar e tentar meter a bala de prata no PT, estão reposicionando quadros do campo político historicamente alinhados com a direita brasileira e, principalmente a direita oligárquica, que teve seu protagonismo no início da Nova República, aquela que saiu dos intestinos da ditadura militar e da ARENA, e trazendo tais figuras para o "centrão".
Estão introduzindo NA MARRA aqui no Brasil a escala ideológica dos Estados Unidos. Onde para ser de centro-esquerda ou esquerda, BASTA defender as liberdades civis e individuais, basta não querer que gays e negros morram. Basta isso para ser de esquerda por lá.
Mas NINGUÉM ousa mexer no sistema econômico. E é mais do que óbvio, é justamente isso que os agentes neoliberais desejam para país. Isso seria o sonho dourado das Globo News, dos Manhattan Connection e dos Institutos Millenium da vida.
Faz sentido isso nos EUA? Talvez. Eles já não debatem classe-social desde os anos 60 e sequer ousam qualquer movimento econômico mais social desde o governo Carter. Aparentemente por lá não anda dando muito certo também, afinal a renda do trabalhador estadunidense está estagnada desde os anos 80.
Mas no Brasil, para ser de esquerda É ESSENCIAL ter um projeto e uma pauta econômica minimamente social. O Brasil é um país de terceiro mundo, que saiu do mapa da fome pela primeira vez em mais de 500 anos durante os anos 2000 e já voltou. Desindustrializado, com uma renda per capita pífia e quase 100 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza nessa pandemia.
É ESSENCIAL FAZER DISCURSO DE IGUALDADE RACIAL, DE GÊNERO E DE LIBERDADES INDIVIDUAIS, MAS APENAS ISSO NÃO BASTA PARA SER ESQUERDA NO BRASIL.
Até porque, convenhamos, Hélio Bolsonaro, Agustin Fernandez (o maquiador fascista), Daniela Reinehr e Fernando Holiday estão aí e não nos deixa mentir.
Portanto, não é porque uma Marina Silva não é nazista, que não quer dizer que ela seja automaticamente de centro. NÃO SE É DE CENTRO OU DE CENTRO-ESQUERDA NO BRASIL DEFENDENDO INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL.
ACM Neto e Rodrigo Maia eu já nem me refiro porque aí é sacanagem. Um é oriundo direto de uma das oligarquias mais violentas, fascistas e assassinas que esse país já viu, a do Antônio Carlos Magalhães.
O outro é filho e herdeiro de César Maia, que para quem não se lembra foi o menino neoliberal do FHC no Rio de Janeiro nos anos 90, junto com o assecla Marcelo Alencar (e ambos eram brizolistas que traíram o Brizola). Cesar Maia foi também o homem que promovia banhos coletivos de creolina em moradores de rua. Prática para nazista nenhum botar defeito.
Rodrigo Maia e ACM Neto podem ser indispostos com o Jair Bolsonaro, mas é muito mais por causa de suas trapalhadas, porque não é eficiente o suficiente para promover as reformas ultraliberais e assassinas idealizadas por Paulo Guedes, do que por discordância ideológica.
Lembrem-se, a nova reforma da previdência brasileira, assassina, covarde, criminosa e que vai relegar milhões de idosos à miséria, é 100% do Rodrigo Maia.
Alguns, mais caras-de-pau, sorrateiramente pescam nessa direita figuras e quadros e dão para eles agora a pecha "centro-esquerda". Que lindo.
Aí vira briga de cracudo: PCB e figuras do PSOL de um lado chamando o PT de neoliberal e reacionário; PSDB, PSL, NOVO e bolsonaristas do outro chamando o PT de comunista.
Um jogo de compadres que agrada aos dois lados e alimenta as taras e desejos inconfessáveis de outras figuras do cenário político que estão ressentidas até hoje com a ida do Haddad ao segundo turno em 2018, convenhamos.
Centrão? Só se for o centro do cu do neoliberalismo.
Em SP, estão achando que a Folha, que o Felipe Neto, que a Tabata Amaral, que a Marina Helou, que os Lehman, que essa fissura no Instituto FHC de gente do próprio tucanato rachando com o Covas, estão apoiando de coração o Boulos?
Apoiariam o Tatto no segundo turno? "Ahhh estamos livres do velho petismo, até o Boulos eu aceito apoiar", devem pensar.
Isso é o velho e consistente posicionamento ideológico que deveria ser levado em consideração. Analisar por onde se movem os think tanks neoliberais desse país. O resto é paisagem e conversa pra boi dormir.
E se tem gente de esquerda que concorda com isso, essa pessoa é nada mais, nada menos do que UDENISTA e ponto final.
Um acho um luxo esse pessoal cosmopolita, antenados nas políticas do Justin Trudeau, preocupadérrimos com as eleições usamericanas, comemorando os debates entre Báidêin x Tchrampi feito uma partida de Copa do Mundo, suas tuitadas na língua inglesa ao léu, para ninguém, mas eu quero lembrar-lhes que o voto de vocês será dia 15 de novembro, em algum CIEP, vão ter que escolher entre Buiú da Favelinha, Quinzé, Odilon do Caixão, Batoré, Dica e etc.
Rapaziada pedindo minha opinião sobre os casos do Leblon e Jardins, neste final de semana.
Adiciono também um caso que não foi muito parecido, mas tem vínculo ideológico. O do PATIFE aqui do Campeche e Morro das Pedras, em Floripa, que é dono de um site GOOD VIBES, amante da natureza e etc, e essa semana botou a cara na internet com pinta de lutadorzinho de UFC, rasgando faixa da Marielle e etc.
Ficou todo mundo estarrecido, mas é isso. Good vibes nenhum presta.
E o que esse caso tem a ver com os outros? Porque esse cara já está começando a tirar fotinho como justiceiro, ou seja, não se surpreendam se ele sair candidato e... GANHAR.
Portanto, o que eu digo sobre o caso dos bolsominions do Leblon, da elite decadente no restaurante nos Jardins e sobre esse cara aí é:
PAREM DE TRANSFORMAR PESSOAS ESTÚPIDAS EM FAMOSAS.
Sobre o maluco do Leblon, o papo que a galera tem dado é, "criticar é moralismo" e estão levando a situação apenas como uma coisa corriqueira.
A questão é que essa estética horrorosa de homem andando em carro conversível com mulheres objetificadas, como se fosse o 50 Cent ou um dono de Harém, não tem nada de progressista. Ver duas potenciais eleitoras do Bolsonaro, NUMA BAIXARIA ODIOSA, se engalfinhando para delírio da massa ignara, não tem nada de engraçado.
É o tipo de gente, todos os envolvidos, que deveriam amargar uma Gulag. É tipo de gente assim que tornou o Brasil um país NEFASTO E IRRESPIRÁVEL.
No caso do restaurante de SP, a minha única tristeza foi que aquela porra não pegou fogo. Tirando os trabalhadores do local, muito provavelmente nenhum dos frequentadores dali prestavam, então.
Fodam-se também.
Para quem acha que existe uma grande inteligência, uma grande capacidade de interlocução, uma genialidade genuína da comunicação de Bolsonaro ou que ele vem manuseando a crise do coronavirus no Brasil como um verdadeiro jogador de xadrez, dando xeques-mates em todos os seus adversários a ponto de ter aumentado sua popularidade...
...Na entrevista do ex-ministro Mandetta para o Pedro Bilau, o mesmo disse que o presidente da república, Jair Bolsonaro, ACREDITA PIAMENTE QUE O CORONAVÍRUS É UMA CONSPIRAÇÃO INVENTADA PELA CHINA PARA IMPLANTAR O ESQUERDISMO NA AMÉRICA LATINA E POR ISSO ELE NÃO ACHA QUE ELA DEVERIA SER COMBATIDA.
E assim ele conduziu o Brasil em uma das piores pandemias da humanidade, o desprezo dele é tão grande que nem ministro da saúde o Brasil ainda tem, manteve o interino.
Acho que agora já deu disso, né? Já cai por terra a "genialidade" do Bolsonaro neste processo e já dá pra perceber que o problema aqui do Brasil é mais patológico do que outra coisa.
Essa carta de "artistas" que deve ter sido assinada no sofá da Paula Lavigne, no Leblon, ou nos estúdios da GNT, em prol da candidatura do Boulos, em... São Paulo, não tem impacto real nenhum.
Só prega para convertido, e um convertido que, diga-se de passagem, desde 2006 já não vota no PT. Oscilam entre bolsonarista de saias, Heloísa Helena, entre o fã e eleitor do José Serra que usa crucifixo, Plínio Arruda Sampaio, a neoliberal da floresta que não fala coisa com coisa, Marina Silva, o agroboy de Jah, que roubou passagens de avião para a filha disputar campeonato de surfe, Fernando Gabeira e etc. Ou seja, só o eleitor Odara que a sociedade brasileira tem repulsa. Ninguém do povo comum liga para Caetano Veloso e Chico Buarque.
E essa repulsa é, também, por conta das fake news de que essa gente é sustentada por dinheiro da Lei Rouanet.
Eu amo Chico Buarque, mas ninguém liga. E eu tenho que ter isso na consciência.
Aí você entra aqui e me fala "ahhh mas o último show dele na Vila Nova Conceição ou em Botafogo ficou lotado". Sim, ficou lotado de gente do Leblon, ou seja, ninguém...risos. E ali, certamente, tinha muito eleitor do Partido Novo ricaço também, metido a good vibes.
Agora, onde as fake news se chocam com a realidade? Eu acho que a Reforma Administrativa é uma tragédia para o Brasil, mas como vocês querem que o povão fudido e precarizado não defenda essa reforma, quando o bolsonarismo começa a espalhar por corrente de WhatsApp que tem professora da UFRJ ganhando 28 mil reais de salário para defender quebra de ponto de ônibus em Junho de 2013, para dizer que a esquerda tem que se "aliar aos meninos de fuzil do tráfico" para fazer manifestações e que a ida do Freixo ao segundo turno de 2016 era a "vitória" desses mesmas manifestações insanas?
E isso porque eu estou falando de Rio de Janeiro. Imagine agora essa turma tentando definir eleição numa cidade que não é deles.
O Brasil vive um governo de extrema-direita, de cunho neofascista e popular. Sim, eleito popularmente. Se o bolsonarismo foi eleito como falcatrua de zapzap, pouco importa, porque o estrago está feito.
Eu tenho muito respeito pelo Boulos e sinceramente acho a Erundina superestimada. mas CALMA, antes que me crucifixem, eu respeito, admiro e etc e gosto da tia Eru, mas acho superestimada, só isso.
Erundina quando saiu do PT, saiu à direita, não lembram? Só depois, bem depois que ela foi parar no PSOL. Reclamam que a Dilma teve Temer de vice, Erundina escolheu Temer na eleição para a prefeitura de 2004, antes de ser modinha.

E, pra finalizar, atacar a candidatura de Jilmar Tatto, como se o PT não tivesse o direito de lançar sua própria candidatura, orgânica e do cinturão vermelho de São Paulo e tem a obrigação moral de apoiar Boulos, porque, teoricamente Boulos tem "mais chances", precisa rever a sério seus conceitos e sua leitura política.
Quem acha que o líder de um movimento de sem tetos da cidade mais elitista do país, e um país que vive sob um regime neofascista, tem ALGUMA CHANCE REAL DE VITÓRIA, está confundindo militância política com falta de terapia.
Sim, a pandemia acabou pro subúrbio e periferia mesmo pra quem nunca precisou sair e sai pra ir ao bar e à praia.
Sobre a romantização e relativização da esquerda acerca do fim da quarentena e o seu suposto "cunho popular" como justificativa. Ontem acompanhando um debate do Victor Tufani, formei minha opinião quase que definitiva sobre o caso:
Eu não critico o povo que não teve educação formal por estar furando a quarentena, mas critico até o fim uma pretensa "esquerda" que acha que já que as políticas públicas são uma merda, a barbárie está justificada. Essa gente precisa aprender o significado de dialética.
A dialética está na relação entre população e política pública (uma relação ativa), que é ignorada toda vez que a esquerda trata o povo como uma massa amorfa a reboque do Estado em processo de depredação.
É perfeitamente razoável que a população cobre, demande dos governos ação nessa situação, e também que se posicione de maneira responsável quando os seus representantes não o fazem. O que acontece é que se estabeleceu uma retórica mortífera que se coloca contra tudo que é razoável como se a própria pandemia, no Brasil, fosse invenção da esquerda.
E a esquerda, em parte, se deixando pautar por essa retórica, está embarcando em outra, que coloca o povo como refém de uma ausência de tudo, o que justifica o comportamento que chamo de barbárie.
Ora, se não há políticas, então não podemos mais falar em prevenção e cuidado?
Se o povo não cumpre, paciência, mas a esquerda abandonar o exemplo porque tem que viver de truísmos a respeito de como as pessoas são vítimas e por isso fazem escolhas ruinosas pra sua vida e pra coletividade? Não dá.
A esquerda tem que se decidir: ou o povo tem poder e as coisas podem ser cobradas (e a esquerda deveria assumir sua posição de vanguarda nessa mudança), ou o povo é um mero passageiro da história e temos que esperar a boa vontade de quem pode mudar as coisas de cima pra baixo.
Mas não defendo nenhuma conduta policialesca. Não sei se tem ficado nítido, mas meu problema nunca foi com o que o povo faz ou deixa de fazer, porque eu não espero que as massas ajam como a vanguarda deveria agir. É muito complexo falar de povo brasileiro, é muito amplo, e nem esses supostamente entendidos das "necessidades da classe trabalhadora" fazem ideia do que estão falando. A minha crítica é toda direcionada à complacência das esquerdas.
Deixaram-se pautar pela direita, tratam os mil mortos por dia como tragédia irremediável e foram buscar lá na escravidão as justificativas pra praia lotada, pra aglomeração sem fim, pra falta de cuidado até com pai e mãe. "Ai, o nosso povo sofre muito". Isso eu não engulo.
Novamente, as políticas públicas são um fracasso, mas o povo não é uma parte nula nesse resultado. Pobre não é retardado, e as praias não estão lotadas só de quem pega ônibus e é obrigado a se arriscar, assim como os bares do Leblon também não estão cheios de belford-roxenses. Mas novamente, foda-se isso, o povo faz o que quer. Não há que se exigir dos indivíduos tanto quanto não há que se justificar NADA do lado da esquerda.
Sim, a pandemia acabou pro subúrbio e periferia mesmo pra quem nunca precisou sair e sai pra ir ao bar e à praia. Já entramos no terraplanismo da COVID, no quem morrer, morreu, no "se eu pegar acho que fico assintomático", no "Deus vai me dar o privilégio de ficar vivo" e é isso.
Mais uma vez, porque se fala em indivíduo, culpa etc., eu estou cagando pra quem caga pra vida alheia (e não é que eu não leve essas pessoas a sério, pelo contrário), o meu problema sempre foi com ditos militantes de esquerda levantando a bandeira da irresponsabilidade porque "ah, o povo não aguenta mais". Esses são populistas e retardados, sabem que está errado, mas lavam as mãos, justificam tudo.
Um post desses devia ser direcionado aos liberais, mas essas pragas estão no nosso campo, se dizendo socialistas. Se a mudança depender deles, estamos todos ferrados.
As organizações não estão fazendo nada em direção nenhuma, quem está fazendo isso são militantes. É ano eleitoral, ninguém está interessado em discutir com a galera em negação. A quarentena acabou não porque a curva de casos diminuiu, mas porque meio Brasil decidiu que já deu de se privar de certas coisas, e esses elementos do campo progressista estão justificando a merda feita.
E é óbvio que eu faço uma análise dos militantes. Não acredito que sai revolução de bagunça, mas de melhoramento constante, que inclui também uma autodisciplina individual.
Também não acredito que haja liberdade individual que prevaleça sobre o bem estar coletivo (muito menos sobre tragédia coletiva).
Câmara Municipal do Rio acabou de BARRAR o impeachment do Crivella que não apenas cometeu crimes, ele PASSEOU pelo código penal enquanto prefeito.
Cadê as massas indignadas agora? Não importa, porque nunca foi sobre corrupção, sempre foi sobre política.
Uma intelectual aí do Rio, da UFRJ, entusiasta das xornadas de xunho, comemorando derrota, o que é de praxe meteu a seguinte em 2016:
"Freixo no segundo turno já é a vitória das Jornadas de Junho, a volta no parafuso dos que olham para as manifestações de junho como “o ovo da serpente” do fascismo no Brasil."
Essa turma ganha uns 28 mil / mês para fazer esse tipo de análise. Vocês tem noção?
Não apenas erram, eles erram em tudo. Tudo. E são agraciados, bancados, cada centavo com impostos de uma massa ignara que recebe, quando muito, um salário mínimo. Uma vida de NABABO para errar, errar e induzir os outros ao erro. Se forem cobrados? Você é autoritário. Se provar que não é autoritário? "É uma vertente de estudos". Se você provar que é um estudo estúpido? "É a minha opinião".
Foi sempre política, maioria, consenso.
Como, modéstia a parte, corajosamente, só eu e mais meia-dúzia viemos falando desde 2012, quando começamos a imergir na política após o julgamento do mensalão, que o que mais passamos a ver foram notórios corruptos colocando a pecha da corrupção no PT para esconder seus desejos inconfessáveis.
"Vocês são pelegos", diziam. Um paspalho, um eterno deputado, até saiu em passeata com o juiz Marcelo Bretas, quem lembra? Agora tá aí o resultado, não ganham eleição,
O que indignava não era a corrupção e sim, o projeto político. Era insuportável viver num país que crescia e distribuía renda, mesmo que timidamente.
Isso está nítido em declarações como a do Paulo Guedes, reclamando de "empregada na Disney", sua assessora saudando o Coronavírus matando idosos porque "assim, pelo menos, vai ajudar a desonerar a previdência", os reajustes seguidos na gasolina, no gás e agora ninguém mais reclama, ninguém mais se preocupa com o cartão corporativo, ninguém mais esquenta a cabeça para compra de deputados através de emendas e etc.
O PT não caiu pelo moralismo, não caiu por conta das "alianças eixxxpúrias", como essa turma das "xornadas de xunho" amam dizer porque não precisam governar, afinal, já ganham seus 28 k por mês, caiu quando perdeu a maioria, ponto.
Pena, saudade de estar no poder novamente. A utopia possível mesmo era aquele Brasil de 2010 e não sabíamos.
Quem nos meteu no inferno, foi o SESSENTA E NOVE político gostoso que a NEW-LEFT fez com a EXTREMA-DIREITA a partir de 2013.