Luís Eduardo Gomes
Acabei de ler a coluna do @JornalismoWando de hoje. (O PT se recusa a dar as mãos para defender o país)
Eu não discordo de que é urgente a criação de uma frente ampla anti-Bolsonaro.
Mas ela parte de uma premissa ingênua que, no fundo, no fundo, é a seguinte: O PT PRECISA PARTICIPAR DE SUA SUPERAÇÃO.
Colocada, nesses termos, obviamente todo mundo percebe que ela é absurda.
Mas é isso que se cobra do PT. Quem quer a superação da polarização, quer superar o PT.
Quem acha que o PT deve abrir mão do Lula Livre, quer superar o PT.
E é um desejo legítimo. Ninguém é obrigado a ser petista, gostar do PT ou ter que aturar o PT.
Mas exigir que o PT contribua para isso é muito ingênuo.
Não existe petismo sem Lula. O lulismo hoje é o petismo.
Então, o PT nunca vai abrir mão do Lula Livre.
Se alguma frente ampla surgir, vai precisar aceitar isso, goste-se ou não. E achar um ponto convivência com os petistas.
Caso contrário, é até melhor para esse movimento que o PT não participe.
Quanto ao PT.
O partido foi totalmente abandonado em 2016. Foi dado como morto.
Se recuperou em 2018, elegeu a maior bancada e o maior número de governadores.
Eu acho que ele deveria se renovar? Acho.
Ele precisa abrir mão das suas bandeiras para ser relevante? Não.
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