quinta-feira, 4 de julho de 2019

Remorsos


Luis Fernando Verissimo
Não recebeu a atenção que merecia a decisão do Trump de cancelar ataque ao Irã
O ser humano é o único ser que ri mostrando os dentes. Ele saúda os outros revelando sua arma mais agressiva, o que não deixa de ser uma confissão de cinismo. O que nos outros animais é um prenúncio de ataque, para assustar, no ser humano é simpatia. Quanto maior a exibição de caninos dilacerantes e incisivos ameaçadores, maior a falsidade. Mas está em curso — não sei se notaram — um movimento retributivo, talvez o começo de uma espécie de cultura do remorso, inédita até agora, que vem por aí.

*

Não recebeu a atenção que merecia a decisão do Trump de cancelar um ataque americano ao Irã, em represália por um drone derrubado, depois que ele ficou sabendo o número previsto de baixas civis na operação. Trump suspendeu a ação punitiva poucas horas antes de ordená-la, para grande irritação, imagina-se, de John Bolton e os outros hiperfalcões da sua equipe. Estávamos acostumados a bombardeios americanos anunciados como intervenções “cirúrgicas”, no vocabulário do cinismo. Na invasão do Iraque, por exemplo, quando mais de cem mil civis morreram, presumivelmente da cirurgia. Um Trump com bom coração, decidindo quem morre e quem é poupado, de acordo com seu humor matinal, é uma novidade. Fossem quais fossem as razões do Trump, os iranianos que deixaram de pagar por um drone abatido agradecem.

*

Um grupo de bilionários, a maioria americanos, pediu ao governo que cobre mais impostos dos ricos, invista mais em programas sociais para diminuir a escandalosa distancia entre o um por cento da população que ganha cada vez mais e o resto que ganha o resto. O movimento não é de esquerdistas sonhadores, inclui gente como Warren Buffett, o americano mais bilionário do mundo, e Bill Gates. Não se sabe se o grupo vai conseguir convencer o governo a adotar seu programa, que já está pronto: é o socialismo, ou o remorso precavido. De qualquer jeito, um bom modelo para os nossos ricos. Sem riscos. Sempre ouvi dizer que o socialismo só daria certo aqui com um bom patrocinador.

Lunático Boçalnaro envergonha o Brasil no mundo


BOZONAUTAS

Leandro Fortes

Deu para ouvir, aqui de casa, as risadas de escárnio dos diplomatas americanos, durante o coquetel de 4 de Julho, em comemoração à independência dos EUA, na embaixada de Brasília. 

Essa dupla, Marcos Pontes, o astronauta que deixou o cérebro em órbita, e Jair Bolsonaro, o presidente lunático, foi contratada para animar a festa.

O primeiro, conhecido vendedor de travesseiros da Nasa, deu uma longa explicação sobre como ser cientista e servir a um governo de imbecis terraplanistas, mas sem parecer apenas um oportunista barato.

O segundo, depois de rolar, se fingir de morto e estender a patinha, ganhou o direito de divertir os anfitriões fazendo arminha na roupa fake de astronauta.

No final, todos concordaram que, com Bozo, o Brasil virou o quintal de bananas com que os EUA sempre sonharam.

A esdrúxula situação do delator Léo Pinheiro


O DELATOR CONFORMADO

Moisés Mendes

É esdrúxula a situação do delator Léo Pinheiro. A manchete da Folha informa hoje que o empreiteiro nega que tenha sido pressionado pelos procuradores a delatar Lula.

Mas quem deixou claro que Leo Pinheiro foi manobrado de todas as formas para que delatasse Lula sob pressão foi a própria turma de procuradores, nas mensagens vazadas e publicadas pelo Intercept e pela Folha.

Leo Pinheiro só virou delator depois que os procuradores o convenceram de que haveria negociação se o delatado fosse Lula. Está lá nas mensagens. É só saber ler.

Mas é claro que nenhum dos delatores grandões, incluindo o doleiro Alberto Youssef, vai contrariar os procuradores agora. Se contrariarem, perdem todas as mordomias.

Imagine que Youssef, contra quem não há mais nenhuma condenação e nenhuma pena a cumprir (porque foi bonzinho com a Lava-Jato e está livre e solto em Angra ao lado do Pedro Barusco), vai dizer que foi pressionado.

Nenhum dos que ficaram mais de ano preso, incluindo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, cometerá a bobagem de dizer que foi obrigado a delatar Lula. Todos vivem uma vida boa, com os prêmios que receberam de Sergio Moro.

Mas o próprio Marcelo já disse que executivos da sua empresa fizeram delações sobre caixa dois para o PT, inventando operações que não existiram. Conseguiram livrar a cara e escapar da cadeia. Mas Marcelo nunca será manchete de jornal algum e nunca será ouvido de novo pela Lava-Jato.

Enquanto isso, outras perguntas continuam em aberto. A Lava-Jato, agora no poder, vai perseguir o jornalista Glenn Greenwald também porque é gay e casado com um deputado do PSOL?

Como está o grande plano de Sergio Moro de defesa do cigarro nacional? Quem vai finalmente esclarecer o que era afinal a fundação dos R$ 2,5 bilhões de Deltan Dallagnol com dinheiro da Petrobras?

Por que os procuradores eliminaram mensagens e até hoje não entregaram os celulares à Polícia Federal de Sergio Moro?

Algum delator pode contribuir, sem coação, para que essas perguntas tenham respostas?

Por onde anda o Queiroz?

Quem mandou o miliciano vizinho de Bolsonaro matar Marielle?

A cartinha do chefe da OAS é mais uma peça da cortina de fumaça sobre a Lava Jato

Luis Felipe Miguel

A Folha dá manchete para a cartinha de Léo Pinheiro garantindo a veracidade das suas denúncias: "Nunca sofri coação".

Ele só esqueceu de explicar como tanto amor à verdade combina com as muitas adaptações que fez no seu depoimento, conforme as negociações com o MP avançavam.

Já estava bem evidente que Pinheiro cedera à pressão para incriminar Lula, única maneira de obter as vantagens da delação premiada. Os diálogos entre procuradores revelados pelo Intercept Brasil jogam a pá de cal sobre qualquer credibilidade que seu depoimento ainda esperasse alcançar.

A cartinha do chefe da OAS (não consigo ler a sigla sem pensar nos generais terroristas franceses) é mais uma peça da cortina de fumaça sobre a Lava Jato.

Não está em questão se Lula é culpado ou inocente. O que está provado é que o processo contra ele foi tão viciado por irregularidades, tão marcado pelo conluio entre acusação e juiz, que nenhuma condenação pode ser aceita como justa.

Um processo em que não existe chance do réu se provar inocente, porque o juiz já tem sua decisão tomada de antemão, é evidentemente arbitrário e em qualquer sistema judicial honesto já estaria anulado.

O curioso, nessa história toda, é que quando a presidente Dilma Rousseff foi derrubada por um impeachment fraudulento, a direita dizia que não era possível falar de golpe porque todos os procedimentos tinham sido seguidos.

Agora, as mesmas pessoas dizem que não importa que todos os procedimentos tenham sido jogados no lixo: a prisão de Lula é justa porque eles têm certeza de que ele é culpado.

Nem preciso dizer que o devido processo legal existe exatamente porque a "certeza" de um ou outro não é suficiente para determinar culpa.

E que o processo só é de fato devido e legal caso sustentado em evidências reais, não em manipulações vazias como as que sustentaram o golpe de 2016.

Os caminhos são diversos, mas um caso e outro, impeachment e prisão de Lula, são os dois lados da mesma moeda. Para nossa classe dominante (e para a classe média tolinha que é seu gado), a democracia, ainda que limitada à concorrência eleitoral, e o império da lei, ainda que muito incompleto, se tornaram estorvos a serem eliminados.

O metrô comunista e os pesadelos governistas

Eugênio Bucci
Nas escadas rolantes, placas conclamam: ‘Deixe a esquerda livre’. Entendeu?
No domingo, um general ministro subiu num caminhão de som em Brasília e deu de esbravejar contra os “esquerdopatas”. É um soldado em missão. Não dará trégua. Para ele, os males do Brasil são muita esquerda, não muita saúva. Seus colegas de primeiro escalão concordam. Houve um que declarou que, no Brasil, os banqueiros são comunistas. Sabe como é, ficam lá com o capital para cima e para baixo, isso sem falar nos que insistem em usar vermelho na propaganda. No Brasil, crê o ministro, o capital financeiro filiou-se ao Komintern.

O governo está de olho. Diariamente, autoridades amaldiçoam as “ditaduras de esquerda” nas universidades públicas – e, nota de rodapé, nas particulares idem, ibidem. O chanceler anunciou em vídeo uma descoberta teórica na mesma frequência metal: o nazismo era de esquerda. Isso mesmo. Como tudo o que há de ruim na face da Terra há de ser de esquerda, aquele tal de Hitler só podia mesmo ser comunista. E não só Hitler. O mosquito da dengue anda em via de ser declarado “comunista”, bem como os radares de trânsito, as árvores, os índios e os ecologistas. Esquerdopatas. Gays, jornalistas, fiscais do Ibama e artigos da Constituição que dificultam o liberou geral das armas de fogo: comunistas de uma figa.

Ninguém aqui vai contestar a clarividência cívica das saneadoras crenças governamentais. Nada contra a sacralidade messiânica da missão maior de livrar o País do comunismo. E Deus acima de tudo – pois Deus, o governo intui, é capitalista até o último fio de cabelo branco.

Assim sendo, nada a opor quanto a isso. A incumbência de não deixar que o comunismo tome conta da nação desprotegida é por demais onerosa e exigente. Dedicados a essa causa maiúscula durante as 24 horas do dia, o chefe do governo e seus subalternos mal têm tempo de cuidar de reformas ou de estagnações econômicas, esses detalhes desimportantes. É compreensível. O comunismo dá muito trabalho, ele e seus filhotes malévolos, como a “ideologia de gênero” e o limite de pontos na carteira de motorista. A trabalheira do governo é imensa. Não sobra energia para mais nada.

Só o que poderíamos ponderar – e isso com o devido respeito, sem “balbúrdia” – é que esse termo, “esquerdopata”, carece de precisão científica e de bom gosto. Em lugar de esquerdopatia, seria menos abstrusa a palavra “esquerdofrenia”, como teria preferido um jornalista que, sorte dele, já morreu. Mas como o general do caminhão adotou a terminologia menos psiquiátrica, deixemos para lá os pruridos filológicos ou estéticos. Concedamos um desconto a ele.

O general não tem tempo a perder com firulas, cônscio da magnitude do combate que trava. Só os tolos acreditam que o “perigo vermelho” perdeu gás com a queda do Muro de Berlim. A cúpula da Esplanada dos Ministérios não é boba. Sabe que a frase de Karl Marx e Friedrich Engels (esses aí, esquerdopatésimos) dando conta de que o “fantasma do comunismo” rondava a Europa hoje se aplica ao Brasil. É preciso exterminar o fantasma. A esquerdolatria está em toda parte, é uma praga. Nossos governantes vão lá, resolvem a situação numa frente e, quando ninguém espera, eis que a esquerdogênese se insurge em outro flanco. É uma guerra permanente, inclemente, demente.

Os comunistas – como este governo percebeu, para sorte e salvação dos brasileiros – conseguiram se infiltrar em quase todas as instituições. No ensino médio, professores esquerdológicos doutrinam adolescentes incautos para transformá-los em “idiotas úteis” que são contra o porte de armas e não querem bater em homossexuais. No ensino fundamental, grassa o “paulo-freirismo”, que devora a alma das criancinhas. A alfabetização de adultos, então, é uma usina de comunistóides. Os ministros, com ou sem patente, olham para a terra devastada, erguem a cabeça heroica e tomam coragem: é muito por fazer.

A caça aos comunistas está só no começo. Nossos bravos governantes não vacilam. Ainda não desenharam uma estratégia para atacar o metrô, mas é questão de tempo. A contaminação comunista nas áreas de circulação do metrô é notória e acintosa. Numa cidade como São Paulo, os cerca de 8 milhões de passageiros que por lá trafegam são submetidos a doutrinações e lavagens cerebrais em todo o trajeto, desde a entrada das estações até as portas dos vagões. Nas escadas rolantes, plaquinhas conclamam a multidão: “Deixe a esquerda livre”.

Entendeu agora? É óbvio que isso vai formando – subliminarmente, como sabem os governistas – legiões de comuno-agentes. A mensagem “deixe a esquerda livre” inculca nas mentes distraídas a esquerdofilia. É preciso acabar com isso já, antes que o esquerdoteísmo se aposse do espírito do presidente da República.

Não é só. Os brasileiros esperam, sôfregos, que medidas saneadoras estejam em estudo para mudar o lado da aliança de casamento. Atualmente, a aliança de noivado na mão direita induz os “idiotas úteis” a pensarem que a direita é provisória e a esquerda, sim, é que é definitiva. Que urjam as providências, drásticas. Perto desse tema de altíssima e periculosa gravidade, a crise na Casa Civil é fichinha e as derrotas no Congresso Nacional, irrelevantes.

Também o sistema de ultrapassagem nas rodovias há de estar em reexame nos bastidores sacrossantos do Dnit. Esse negócio de ultrapassar pela esquerda é coisa de comunista. O Brasil verde e amarelo adotará a matriz inglesa, pois o governo vem de descobrir que na Inglaterra, berço do liberalismo, é só pela direita que se avança. Sabe também que, embora o automóvel tenha sido inventado um pouquinho depois da Magna Carta, é a conformação de mão e contramão, com o motorista à direita, que predispõe o povo a não votar em gente esquerdopatológica.

Fica faltando o coração, que bate do lado esquerdo do peito. Os generais e os ministros ainda não decidiram o que fazer com ele.

* Eugênio Bucci é jornalista, professor da ECA-USP

Papa Francisco envia mensagem aos juízes honestos e ladrões

As definições de INACEITÁVEL foram atualizadas

Fernando Horta

Estou vendo um monte de jornalista isentão dizendo que é "inaceitável" a PF estar usando o COAF para ameaçar Glenn Greenwald, do The Intercept.

Avisem a eles que passamos desta fase

Inaceitável era jornalista ficar cego com bala de borracha da PM
Inaceitável era estudante ficar em coma e quase morrer por conta de cassetete de policial quebrado em sua cabeça
Inaceitável é juiz mandar grampear todos os advogados de defesa de um réu
Inaceitável é ter candidato a presidente condenado por racismo e homofobia
Inaceitável é ter Lula preso sem provas e um judiciário inteiro fazendo ouvidos moucos...

O que está acontecendo com Glenn já não pode mais ser "inaceitável", eis que tudo vem sendo aceito quando é feito pelo governo.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

O longo adeus do juiz ladrão

A LONGA DESPEDIDA DE MORO


O chilique do deputado Éder Mauro, do PSD do Pará, e o troféu entregue pelo deputado Boca Aberta, do PROS do Paraná, formam, junto com a tropa histérica de puxa sacos da base governista, o mosaico do que restou de apoio a Sérgio Moro, no Parlamento e, por extensão, na sociedade.

As manifestações do dia 30 de junho, curiosamente chamadas de “protestos de apoio”, demonstraram com bastante clareza o refluxo desse apoio, que pode ser medido pelo número de quarteirões ocupados por esses inusitados protestantes, nos maiores centros urbanos do País.

Fustigado pelos vazamentos do The Intercept Brasil, para os quais montou uma estratégia de defesa confusa e errática, Moro tem se virado como pode. 

No Senado Federal e na Câmara dos Deputados, comportou-se como um autômato, focado no treinamento de media training que o orientou a fugir das perguntas irrespondíveis e se apegar, não sem algum constrangimento, à bajulação ensaiada dos beócios que hoje compõem a base de apoio do governo Bolsonaro.

A fala final, na Comissão de Constituição de Constituição e Justiça, do deputado Glauber Braga, do PSOL do Rio, acionou todos os gatilhos emocionais dessa gente. Ao chamar Moro de “juiz ladrão”, como antes, no processo de impeachment, havia colado na testa de Eduardo Cunha a pecha de “gangster”, Braga abriu a Caixa de Pandora onde repousavam os piores demônios aliados do ministro da Justiça.

Éder Mauro, delegado de polícia do Pará, foi o primeiro a surtar. Quase perdeu a peruca ao vociferar contra Braga, a quem chamou de “viado”, um xingamento cafona, ridiculamente homofóbico, mas que pode lhe custar uma cassação de mandato. Isso, claro, se ainda houver algum respeito ao regimento interno da Câmara. 

Boca Aberta foi mais além, embora sem tantos faniquitos. Sacou um troféu de honra ao mérito para Moro. Segundo ele mesmo, uma taça “à maior estrela do combate à corrupção, no País”. Merecia, ele mesmo, troféu semelhante, de maior puxa saco de Moro. Sem falar na faixa de Miss Brasil Sem Noção.

Ali, naquele momento, reverenciado por esse gueto de loucos e fascistas, Moro percebeu que, daqui para frente, será só ladeira abaixo.

Entrevista exclusiva de Lula ao Sul21 - Primeira parte




Jornal Sul21

Entrevistamos nesta quarta, 03, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde se encontra preso há mais de um ano e quatro meses. Confira a primeira parte desta conversa de mais de 1h40min, que será disponibilizada na integra nos próximos dias.

Juiz ladrão


Conheça melhor o deputado que entregou troféu de "Juiz Mais Ladrão" ao ministro Moro


Nome Civil: EMERSON MIGUEL PETRIV
E-mail: dep.bocaaberta@camara.leg.br
Telefone: (61) 3215-5384
Endereço: Gabinete 384 - Anexo III - Câmara dos Deputados
Data de Nascimento: 07/08/1971

Naturalidade: Londrina - PR

Deputados com processos criminais: a lista do Paraná

Levantamento feito pelo G1 mostra que quatro deputados federais do Paraná respondem hoje a processos criminais na Justiça.

São, ao todo, 50 parlamentares réus no país – o que representa cerca de 10% do total de parlamentares na Câmara (513). Eles respondem a 95 processos criminais.

É a quarta vez que o G1 realiza esse tipo de levantamento. Em 2015, 38 dos 513 deputados respondiam a algum tipo de ação penal. Em 2011, eram 59. Já em 2007, haviam sido contabilizados 74 processados. Como os critérios usados nos levantamentos foram diferentes, os números não são comparáveis.

BOCA ABERTA (PROS-PR)

1º processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0001640-85.2014.8.16.0047
Crime: Injúria

2º processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0001994-13.2014.8.16.0047
Crime: Injúria

3º processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0046639-28.2014.8.16.0014
Crime: Difamação

4º processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0003096-09.2015.8.16.0056
Crime: Calúnia

5° processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0012176-26.2015.8.16.0014
Crime: Injúria

6° processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0070212-56.2018.8.16.0014
Crime: Difamação

7° processo

Local do processo: TJ-PR
Número do processo: 0081507-90.2018.8.16.0014
Crime: Calúnia

8° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0003348-41.2015.8.16.0014
Crime: Calúnia e difamação

9° processo

Local do processo: Vara Criminal de Cambé
Número do processo: 0004373-94.2014.8.16.0056
Crime: Calúnia, difamação e injúria

10° processo

Local do processo: Juizado Especial Criminal de Arapongas
Número do processo: 0004892-63.2018.8.16.0045
Crime: Difamação e injúria

11° processo

Local do processo: 5ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0009520-96.2015.8.16.0014
Crime: Calúnia

12° processo

Local do processo: 3º Juizado Especial Criminal de Londrina
Número do processo: 0012527-31.2017.8.16.0013
Crime: Difamação e injúria

13° processo

Local do processo: 2º Juizado Especial Criminal de Londrina
Número do processo: 0023040-21.2018.8.16.0014
Crime: Difamação

14° processo

Local do processo: 5ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0027234-64.2018.8.16.0014
Crime: Difamação

15° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0039115-09.2016.8.16.0014
Crime: Difamação

16° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0044056-02.2016.8.16.0014
Crime: Calúnia

17° processo

Local do processo: 3ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0045580-05.2014.8.16.0014
Crime: Difamação e injúria

18° processo

Local do processo: 3ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0049133-26.2015.8.16.0014
Crime: Calúnia

19° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0050432-67.2017.8.16.0014
Crime: Fraude processual

20° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0053427-87.2016.8.16.0014
Crime: Calúnia, difamação e injúria

21° processo

Local do processo: 5ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0064994-52.2015.8.16.0014
Crime: Calúnia

22° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0066971-45.2016.8.16.0014
Crime: Difamação

23° processo

Local do processo: 5ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0067893-86.2016.8.16.0014
Crime: Difamação

24° processo

Local do processo: 5ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0068713-37.2018.8.16.0014
Crime: Calúnia, difamação e injúria

25° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0069140-05.2016.8.16.0014
Crime: Calúnia

26° processo

Local do processo: 3ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0071591-03.2016.8.16.0014
Crime: Calúnia

27° processo

Local do processo: 4ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0072036-21.2016.8.16.0014
Crime: Injúria e calúnia

28° processo

Local do processo: 5ª Vara Criminal de Londrina
Número do processo: 0084720-41.2017.8.16.0014
Crime: Falsificação de documento público

29° processo

Local do processo: TSE
Número do processo: 0000360-86.2017.6.16.0000
Crime: Injúria na propaganda eleitoral

30° processo

Local do processo: TSE
Número do processo: 0000129-10.2016.6.16.0157
Crime: Injúria na propaganda eleitoral

Moro conquista novos inimigos que acelerarão sua queda


A CRONISTA SOCIAL TEMIDA PELO EX-JUIZ

Moisés Mendes

A imprensa internacional vai fechar o cerco a Sergio Moro. A tática do ex-juiz de intimidar Glenn Greenwald, de depreciar jornalistas brasileiros e de atacar veículos como a Folha de S. Paulo tornarão sua vida mais complicada a partir de agora.

Moro cometeu ontem um erro sempre repetido pela direita e com exemplos também à esquerda. O chefe de Dallagnol desafiou a ira do jornalismo. A resposta não será corporativa, como fizeram os juízes amigos de Moro e os procuradores amigos de Dallagnol, mas virá da reação natural de quem se sente desafiado.

Moro tentou jogar para a plateia bolsonarista e, ao atacar o Intercept e a Folha, acabou por atacar toda a imprensa, e não só a dita alternativa e tampouco só o veículo que, segundo ele, faz denúncias a partir da sua colunista social. A jornalista Monica Bergamo, um dos grandes nomes da imprensa brasileira, seria a cronista social.

Vai pesar contra Moro outra denúncia grave, que já repercute em todo mundo: a de que ele está usando o Ministério da Justiça como aparelho para perseguir Greenwald.

O ex-juiz terá a partir de agora a imprensa mundial, e não só o Intercept e a Folha, mobilizados para provar que ele está errado e que agia em conluio com Dallagnol.

Os jornais tradicionais e o novo jornalismo online vão preparar a revanche com informações. Em algum momento, Moro terá de esclarecer, entre outras, a informação de que o jornalista que o denunciou com a divulgação das mensagens da Lava-Jato está sendo vigiado por agentes do governo, que bisbilhotam até suas movimentações financeiras.

Essa informação foi divulgada pelo site que mais bajula a Lava-Jato, O Antagonista, de Diogo Mainardi, que faz assessoria de imprensa para a direita desde antes do golpe de agosto de 2016. Por que Moro mobilizou a Polícia Federal e o Coaf para investigar as contas de Greenwald? Em algum momento, o ex-juiz terá de responder.

Sergio Moro não deveria ter apostado no ataque à imprensa como estratégia no depoimento de ontem, quando várias vezes foi advertido pelos deputados, entre os quais a gaúcha Fernanda Melchionna, para que olhasse os deputados na cara, que não olhasse para baixo, como Bolsonaro fez diante de Putin.

O ex-chefe do Dallagnol (será que é ex mesmo?) passa a correr o risco de ser derrubado por denúncias divulgadas por uma colunista social.

Governo fascista brasileiro assusta o mundo

'Ataque ultrajante' a Greenwald mostra Moro 'assustador'
Freedom of the Press Foundation denuncia 'grosseiro abuso de poder'; comissões de OEA e ONU criticam 'intimidações'

No Le Monde, ‘Moro, herói caído da anticorrupção’; no Independent, ‘campanha anticorrupção 
é exposta como corrupta ela própria’; no HuffPost, ‘superstar anticorrupção encara seu próprio escândalo’

No Le Monde, ‘Moro, herói caído da anticorrupção’; no Independent, ‘campanha anticorrupção é exposta como corrupta ela própria’; no HuffPost, ‘superstar anticorrupção encara seu próprio escândalo’

Sergio Moro segue acumulando cobertura negativa no exterior. Em título, o francês Le Monde descreveu “o agora ministro do presidente de extrema direita” como “herói caído da anticorrupção”, depois das mensagens reveladas pelo jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept.

O britânico The Independent, citando a ascensão de Jair Bolsonaro como “legado” maior da Lava Jato, publicou: “E foi Moro, uma figura partidária de direita com ilusões messiânicas, disposta a acabar com o Estado de Direito em busca de seus objetivos, que desempenhou o papel principal de colocá-lo lá”.

O site americano HuffPost, destacando que Moro agora “encara seu próprio escândalo”, fechou extensa reportagem com a avaliação de que “poderia ser um roteiro de Hollywood sobre os perigos do excesso de ambição e de vaidade”.

Ao longo da terça-feira, com o ministro evitando confirmar ou negar que a Polícia Federal —que ele controla— está investigando Greenwald, as reações em mídia social foram de choque. Por exemplo, do correspondente do britânico The Guardian na América Latina: “Assustador”.

No fim do dia, a organização Freedom of the Press Foundation soltou nota, dizendo que o cerco do ministro “não é apenas um ataque ultrajante à liberdade de imprensa, mas um grosseiro abuso de poder”.

E, em nota conjunta, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos se pronunciaram contra as “ameaças, desqualificações e intimidações” ao jornalista.

SOS AMAZÔNIA

No rastro da reportagem de capa do Washington Post de domingo, a CNN destacou que “a destruição da Amazônia se acelera para um campo e meio de futebol a cada minuto”.

E o Guardian levou à submanchete digital uma reportagem envolvendo cinco jornalistas, em São Félix do Xingu, São Paulo e Londres, que levantou “como o enorme setor de carne bovina continua a ameaçar a saúde da maior floresta tropical do mundo”.

O material se concentra na AgroSB, “poderoso império agrícola do grupo Opportunity, cofundado por Daniel Dantas”, mas sobra também para a JBS.

Marreco foge da Câmara aos gritos de "ladrão" e "fujão"

Miliciano Bolsonarcos é vaiado no Mineirão

Deputado Glauber Braga chama Moro de corrompido e ladrão

Glauber diz para Moro o que muita gente queria dizer:

“Juiz ladrão e corrompido que ganhou uma recompensa para fazer com que a democracia brasileira fosse atingida”.

O caminho sem volta de Sérgio Moro

Moro foge da Câmara aos gritos de "ladrão"

terça-feira, 2 de julho de 2019

Moro se autoincrimina

O argumento de Sérgio Moro, de que não pediu a substituição da procuradora, mas apenas sugeriu que a preparassem para o interrogatório é autoincriminatório. É o juiz orientando como a procuradora deve se comportar. Não é argumento de gente esperta.

Moro diz, agora, na Câmara, que mandou as mensagens reveladas pelo @TheInterceptBr a juristas estrangeiros e que eles opinaram que não havia nada ilícito no seu comportamento. Mas porque Moro pediu análise das mensagens se ele as considera falsas, hackeadas ou adulteradas????

Bohn Gass

Paulo Pimenta chama milicianos e bandidos pelo nome adequado


Fala de Paulo Pimenta (PT-RS) causa bate-boca entre deputados: "Não respondo pra miliciano, não falo com bandido, vamos dizer onde está o Queiroz? Criminosos devem ficar calados porque Moro tem condições de se defender sozinho", diz deputado petista.

Folha