Dezessete dias.
Um rolo atrás do outro.
Mais perdido que azeitona em boca de banguela.
Vinte e oito anos de vagabundagem, práticas imorais e ilegais como deputado, ensinando os filhos que botou nos parlamentos por aí afora a cometerem as mesmas bobagens.
Se você fizer uma enquete entre os outros mais de 200 deputados baixo-clero no Congresso, perguntando a eles se aceitariam o cargo de Presidente da República, ouso dizer que nenhum responderia "sim".
Esse é o ponto.
Jair Bolsonaro não queria e não esperava estar onde está hoje. Ele só queria fazer espuma, ficar um pouco mais conhecido, marcar território para garantir mais alguns mandatos parlamentares até morrer, quem sabe um senado.
Por não esperar ir pro executivo, não arrumou o passado de deputadinho-roleiro dele. Não chamou a Marie Kondo pra dar um jeito no armário, forrado de esqueletos, dos mais diversos tamanhos, que acumulou em sua vida pública.
Sabedor de que não daria conta do recado sozinho, carregou a tiracolo uma trupe de puxa-sacos, além de seus "filhos esquisitíssimos" que, por terem tido aula de baixoclerismo com o pai e serem detentores de capacidade intelectual ainda mais rebaixada que ele, acumulam contêineres não só de esqueletos, mas de cadáveres em estados de decomposição variados. O mau cheiro da bagagem de Carlinhos, Eduardinho e Flavinho acaba tornando irrespirável o ar do Palácio do Planalto.
Estamos sob o governo de patetas, ineptos, deslumbrados, trapalhões, malucos e punguistas (profissionais e de ocasião). Não deve durar nem aqueles "cem dias mágicos", que até Collor teve.
Quem for de reza, que reze.

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