![]() |
| Pelo amor de Deus, salvem os bancos primeiro! |
Claudio Guedes
O PIB estagnado. O setor produtivo amargando anos duros. Mais de 12 milhões de brasileiros desempregados. A informalidade atinge 41% dos brasileiros ocupados, ou seja, mais de 38 milhões de cidadãos.
E navegando em mar de almirante vendo seus lucros explodirem seguem firmes e fortes os bancos.
Não há crise no setor em que poucos bancos atuam. Cinco bancos controlam 80% do mercado. O Banco Central, instituição pública que deveria garantir a competição no setor, é também controlado por representantes dos grandes bancos privados. Nada faz para defender a sociedade. Muito pelo contrário, trabalha pela saúde e fortalecimento das megas instituições.
Praticando taxas de juros imorais e taxas bancárias extorsivas aos seus clientes, os resultados dos bancos no país são espetaculares.
Como poderia ser diferente? Taxas de retorno sobre o patrimônio líquido ultrapassam 22% ao ano, as maiores do mundo! São verdadeiros sanguessugas, parasitas, do setor produtivo.
Maior banco privado nacional, o lucro do Itaú Unibanco em 2019 alcançou R$ 28,363 bilhões, foi o maior da história entre os bancos brasileiros. O resultado supera o desempenho histórico do setor tanto em valores nominais quanto em valores corrigidos pela inflação.
Seus controladores possuem 47,22% das ações do banco, entre eles amplamente majoritários três famílias brasileiras - Moreira Salles, Vilella e Setúbal, com algo como 32%. Caso a instituição distribua a seus acionistas este ano a mesma proporção do lucro do ano passado (81%), as três famílias colocarão no bolso, em 2020, mais de R$ 7,3 bilhões! Três famílias.
Os donos do país ampliam suas fortunas num ritmo recorde, mesmo considerando as grandes e desenvolvidas economias capitalistas do mundo.
O fosso da já brutal desigualdade de renda no país se amplia.
É o Brasil de poucos. Muito poucos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário