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terça-feira, 20 de abril de 2021

Hospital de MG comemora lucro milionário com champanhe em meio à pandemia

 VÍDEO: Hospital de MG comemora lucro milionário com champanhe em meio à pandemia

Diario do Centro do Mundo

“Esse é só o começo”, diz funcionário sem máscara enquanto abre o champanhe.

Nesta semana, foram publicados dois vídeos de profissionais do Hospital Vera Cruz de Patos de Minas comemorando o lucro milionário.

Aglomerados, eles comemoraram a receita com champanhe, mesmo em meio à pandemia.

Um deles, inclusive, não usa máscara.

Após repercussão negativa, o hospital divulgou uma nota dizendo que a divulgação foi “deturpada(?)” e que a “suposta(??)” comemoração ocorreu “fora do ambiente hospitalar(?)”.

Mesmo assim, o hospital diz que “todas as medidas cabíveis (??) estão sendo tomadas”.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

O capitalismo vai destruir o planeta. Só não vê quem não quer.




Não sei se vocês estão acompanhando o que está acontecendo na bolsa de valores dos EUA com as ações da GameStop, uma cadeia de lojas especializadas em games, mas é algo muito interessante. E instrutivo. 

Vou tentar resumir: um subgrupo do Reddit que reúne pessoas interessadas em ações e na bolsa de valores (mas não ligadas a nenhum grande fundo de investimentos) decidiu investir nas ações da GameStop como uma ação conjunta e passaram a comprá-las loucamente. 

Eles escolheram a GameStop por dois motivos: 1) (e isto é suposição) por simpatia pela empresa; e 2) (isto é fato) porque ao valorizarem as ações da franquia, eles trariam um prejuízo bilionário a grandes investidores e fundos de investimentos. 

Como fizeram isso? Bom, como é fácil imaginar, muitos investidores passaram a encarar a GameStop como uma empresa com imenso potencial para afundar - não só por causa do comércio online, mas porque as lojas da franquia, situadas em shoppings, estão fechadas por causa da Covid. 

E aí os especuladores fizeram o que especuladores fazem: decidiram apostar CONTRA a empresa, fazendo o que em inglês chamam de "shorting" as ações. Se vocês viram A Grande Aposta (e recomendo, pois é excelente), sabem do que se trata. Mas basicamente é o seguinte: 

Você pega as ações de uma empresa "emprestadas" e as vende pelo preço de mercado naquele momento. Depois, quando as ações caem, você as compra de volta, devolve e fica com a diferença entre o preço que vendeu e comprou. 

É uma jogada obviamente arriscada, porque se der errado, não há limite para o tanto que você pode perder. Se você compra ações de modo normal e elas afundam, você perde "só" o dinheiro que investiu; no caso do short selling, porém, você perde mais à medida que as ações sobem. 

E como há contratos que determinam o prazo de "devolução" das ações, você é obrigado a recomprá-las pelo preço que estiverem sendo vendidas naquele momento, seja qual for. Em teoria, você pode ter vendido por mil esperando que fossem cair e acabar tendo que comprar por um milhão. 

Tenho certeza de que há várias nuances que me escapam, mas em resumo é isso.

Pois bem: acontece que vários fundos de investimento haviam apostado muito dinheiro que as ações da GameStop iriam cair (o tal "shorting"). Mas graças ao subreddit, elas começaram a subir. 

Um dos fundos já teve que receber um influxo de dinheiro de mais de um BILHÃO de dólares para cobrir as perdas. Mas parece que amanhã vencem os contratos de outros que fizeram essa "aposta" e aí é que se terá uma noção exata da escala do estrago. 

Enquanto isso, os caras que participam do subreddit continuam a comprar ações e a levar o preço pra cima. É uma compra organizada, sistemática, pensada com estratégia.

E está ferrando os grandes investidores. 

Aí, claro, os donos da bola começam a ficar com raiva porque não têm mais controle da narrativa - e alguns querem pressionar pela regulamentação do que ações coordenadas como esta podem ou não fazer, querendo CONTROLAR um fórum de internet. Boa sorte com isso. 

A ironia é que esses grandes fundos, quando apostam contra uma empresa, estão contando justamente que a APOSTA EM SI garantirá que as ações cairão - e muitos fazem apresentações públicas defendendo por que acham que as ações cairão. Ou seja: ELES podem; os outros, não. 

Isto deixa claro como o "mercado" lida não com bens reais, com coisas tangíveis, mas com especulação pura e simplesmente. Não interessa se a GameStop é viável como empresa ou não, se afundar ou salvar a empresa terá efeitos sobre seus funcionários; interessa a ESPECULAÇÃO. 

Este é um dos inúmeros motivos que me fazem desprezar aqueles que veem o "mercado" como guia da economia de um país: ele nada mais é do que uma banca de jogos pra gente rica. Que acaba brincando com as vidas reais por trás de suas especulações. 

E sempre que esta brincadeira dá errado, quem é que tem que correr pra SALVAR os ricaços? Pois é, o povo. Os pobres. Através de pacotes de ajuda oferecidos pelo Estado. Porque o "mercado" não pode parar, imagina. 

Exatamente como agora: esses canalhas são contra regulamentação, querem poder jogar livremente com as vidas alheias, mas quando um grupo de pessoas se organiza por um fórum de internet para ferrá-los, AÍ QUEREM REGULAMENTAÇÃO URGENTE disso. 

(Aliás, já que mencionei A Grande Aposta, sabem o investidor vivido por Christian Bale naquele filme, Michael Burry? Que previu o colapso de 2008 muito antes de acontecer? Pois é, ele tem ações da GameStop e acabou ganhando outra fortuna com essa jogada do subreddit.) 

Mas não vou ser ingênuo como muitos e achar que o que está acontecendo foi uma ação "espontânea" num subreddit. É ÓBVIO que tem gente por trás disso (alguns falaram até do próprio Burry). Porém, como tem bilionários se fodendo, vou aplaudir. 

Dito isso, vamos ver outra notícia que pode parecer não estar relacionada ao lance do GameStop, mas ESTÁ. E aí, sim, deve preocupar todo mundo: há poucos dias, Wall Street passou a aceitar que a ÁGUA se torne um commodity (como o petróleo) e seja comercializada na bolsa. 

E por que isso tem a ver? Porque, como ficou claro com o GameStop (digo: pra quem ainda não via isso), o mercado de ações está à mercê de sociopatas, de gente que trata o ganha-pão alheio como um jogo de roleta. O valor "real" não importa; importa a PERCEPÇÃO. 
E o que faz as ações de uma commodity subirem?

Escassez.

Agora pensem nisso: no que significa a ÁGUA passar a ser "commodity".

Primeiro, isso escancara que se trata de algo que o mercado JÁ SABE que vai se tornar cada vez mais raro. 
E segundo, que os especuladores, os grandes fundos de investimento, agora terão um MOTIVO para "torcer" (e nunca fica só no "torcer"; sempre há ação por trás) para que o valor da água suba. Por demanda ou por escassez.

E repito: o mercado é dominado por sociopatas. 

O capitalismo vai destruir o planeta. Só não vê quem não quer. 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Excelente notícia


O patrimônio líquido dos bilionários brasileiros cresceu o extraordinário volume de R$ 180 bilhões durante a pandemia. Os dados são de um levantamento da Oxfam com dados da Forbes. Os bilionários somam um "seleto grupo de 42 brasileiros que agora somam US$ 157 bilhões, quase R$ 1 trilhão.

Para se ter uma ideia dessa concentração da riqueza dos bilionários brasileiros com o aumento de seus patrimônios em R$ 180 bilhões, veja que todo o volume de dinheiro do auxílio emergencial pago a 65,3 milhões brasileiros (entre 40 milhões de informais e 12 milhões de desempregados), neste período de 4 meses da pandemia, é cerca 50% maior e atinge R$ 129,5 bilhões.

Saiba mais AQUI

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Sacriquem os fracos para salvar os ricos



"Sacrifiquem os fracos. Reabra o Tennessee (TN)!" 

É isso que diz essa placa nos EUA de um protesto de direita contra o isolamento no estado do Tennessee.

Sou a favor de sacrificar todo direitista pelo bem da humanidade.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Os donos do país

Pelo amor de Deus, salvem os bancos primeiro!

Claudio Guedes

O PIB estagnado. O setor produtivo amargando anos duros. Mais de 12 milhões de brasileiros desempregados. A informalidade atinge 41% dos brasileiros ocupados, ou seja, mais de 38 milhões de cidadãos.

E navegando em mar de almirante vendo seus lucros explodirem seguem firmes e fortes os bancos.

Não há crise no setor em que poucos bancos atuam. Cinco bancos controlam 80% do mercado. O Banco Central, instituição pública que deveria garantir a competição no setor, é também controlado por representantes dos grandes bancos privados. Nada faz para defender a sociedade. Muito pelo contrário, trabalha pela saúde e fortalecimento das megas instituições.

Praticando taxas de juros imorais e taxas bancárias extorsivas aos seus clientes, os resultados dos bancos no país são espetaculares.

Como poderia ser diferente? Taxas de retorno sobre o patrimônio líquido ultrapassam 22% ao ano, as maiores do mundo! São verdadeiros sanguessugas, parasitas, do setor produtivo.

Maior banco privado nacional, o lucro do Itaú Unibanco em 2019 alcançou R$ 28,363 bilhões, foi o maior da história entre os bancos brasileiros. O resultado supera o desempenho histórico do setor tanto em valores nominais quanto em valores corrigidos pela inflação.

Seus controladores possuem 47,22% das ações do banco, entre eles amplamente majoritários três famílias brasileiras - Moreira Salles, Vilella e Setúbal, com algo como 32%. Caso a instituição distribua a seus acionistas este ano a mesma proporção do lucro do ano passado (81%), as três famílias colocarão no bolso, em 2020, mais de R$ 7,3 bilhões! Três famílias.

Os donos do país ampliam suas fortunas num ritmo recorde, mesmo considerando as grandes e desenvolvidas economias capitalistas do mundo.

O fosso da já brutal desigualdade de renda no país se amplia.

É o Brasil de poucos. Muito poucos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

O Merval da Folha de S. Paulo

Esculpido em peroba

Luis Felipe Miguel

Jogo dos 7 erros

Ontem, Vinicius Mota - o Merval da Folha de S. Paulo - publicou coluna para lamentar a "caça aos bilionários". Os pobres bilionários, como se sabe, sofrem bullying dos pobres. Felizmente sempre tem algum jornalista de bom coração disposto a defendê-los.

Ele apresenta dois hipotéticos jovens de 24 anos. O rapaz "acaba de se formar em medicina numa universidade de alta reputação e não tem nenhum bem". A moça, "que não fez faculdade, herdou dois imóveis do pai, avaliados em R$ 1 milhão ao todo".

O ponto do colunista é que o rapaz é o rico da dupla, já que sua formação lhe dará um alto salário, ao passo que a herança da moça, "aplicada em papéis seguros do Tesouro", não renderá nem R$ 3 mil mensais.

No entanto, ela é vista como possuindo patrimônio e ele, não. Isto é injusto, diz Mota, lembrando que a redução nas taxas de juros tem prejudicado muito os rentistas.

(Anoto, en passant, que a coluna serve de ilustração perfeita para a leitura neofoucaultiana do neoliberalismo como ideologia que reduz cada pessoa a um suporte de capital humano.)

E daí, numa série de triplos carpados lógicos, o jornalista impugna toda a pesquisa sobre a ampliação das desigualdades no capitalismo contemporâneo, de Piketty e outros, e bombardeia as propostas de taxar o patrimônio dos bilionários.

E conclui: "a ideia, cultivada por populistas à direita e à esquerda, de que bilionários envenenam a democracia [...] é uma hipótese que até pode se mostrar verdadeira, mas ainda é mal estudada e está muito longe de ser comprovada".

É tanto disparate que é difícil crer que o autor realmente acredita no que escreveu.

Só de partida, dá para identificar 7 erros.

(1) Ainda que se possa (e se deva) discutir o valor relativo a diferentes tipos de ofício especializado e não-especializado, a remuneração dada ao trabalho recompensa um serviço prestado à sociedade ou a outras pessoas. Já a remuneração da propriedade privada é de outra natureza, baseada na exploração do trabalho alheio ou na especulação.

(2) Na narrativa fictícia de Mota, uma tem patrimônio, o outro tem formação universitária. Ou seja, é um mundo de desigualdades "desalinhadas". No mundo real, vantagens e desvantagens tendem a se acumular em polos opostos. Escolarização e patrimônio familiar, por exemplo, apresentam alta correlação.

(3) Na narrativa fictícia de Mota, a esmagadora maioria da população - aqueles que nem herdam apartamentos, nem se tornam médicos em universidades de elite - não existe. É fácil desinflar a importância da desigualdade material apagando a existência dos pobres.

(4) Na narrativa fictícia de Mota, a minoria mais relevante para o caso também desaparece: os muito ricos. Como é que ele chega na defesa dos bilionários tendo como exemplo uma moça que herdou dois imóveis de classe média? Em que sentido essa moça poderia ser vista como representante dos muitos ricos? Toda a coluna é a ilustração daquele meme: o sujeito que é contra o imposto sobre grandes fortunas porque tem um Gol 2015.

(E é ilustração, também, daquilo que o velho Marx chamava de "robinsonada": uma análise da sociedade que ignora o mundo social e sua história, preferindo construir contos de sujeitos isolados, como se estivessem numa ilha deserta.)

(5) Redesenhando a narrativa da coluna de forma mais realista e incluindo, de um lado, um Jorge Paulo Lemman, com seus 23 bilhões de dólares, e de outro um dos 50 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, como fica sua defesa do fair play entre patrimônio e "capital humano"? Se o jornalista sair na rua e tiver olhos para ver a aberrante desigualdade de um país em que miséria e ostentação convivem à luz do sol nas ruas das cidades, com certeza precisará mudar de discurso.

(6) Não se trata apenas de uma diferença quantitativa. Os grandes proprietários têm influência determinante no bem-estar de todos e no funcionamento do Estado, já que controlam as decisões de investimento e são também credores do poder público. Justamente por isso, exercem grande poder político. Não é o caso, certamente, da herdeira de dois imóveis ou do médico recém formado.

(7) Só muita ignorância ou má-fé permitem dizer que os efeitos nefastos da concentração de renda para a democracia não foram bem estudados e comprovados. Mesmo autores liberais, como Yascha Mounk, admitem que entre as causas da crise atual da democracia está o empobrecimento de uma grande parcela da população, o hiato crescente entre ricos e pobres e a influência desmedida do que ele chama de "elites econômicas" sobre o processo decisório.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A expropriação do capital de 2.153 pessoas resolveria todos os problemas dos trabalhadores do mundo


DESIGUALDADE CRIMINOSA

Os dados do relatório da Oxfam sobre desigualdade distribuído hoje no Fórum de Davos são chocantes. Os 2.153 maiores bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, ou 60% da população mundial. Já o grupo que representa o 1% mais rico detém mais que o dobro da riqueza dos 6,9 bilhões de habitantes do planeta.

A Oxfam mostra que a desigualdade é sexista: 42% das mulheres e meninas executam mais de 75% do trabalho não remunerado no mundo: são cuidadoras de casas, de crianças, de idosos e de doentes. Se o 1% mais rico do mundo pagasse 0,5% sobre sua riqueza por 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos para remunerar essas trabalhadoras.


Os 2.153 Bilionários do mundo têm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas

Jornal do Brasil

Os 2.153 bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, que correspondem a cerca de 60% da população mundial. Os dados constam do novo relatório da organização não governamental Oxfam, Tempo de Cuidar - O trabalho de cuidado mal remunerado e não pago e a crise global da desigualdade, lançado nesse domingo (19), às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes e o número de bilionários dobrou na última década. Segundo o levantamento, o 1% mais rico do mundo detém mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilhões de pessoas.

O relatório chama a atenção para o fato de que essa grande desigualdade está baseada em boa medida em um sistema que não valoriza o trabalho de mulheres e meninas, principalmente das que estão na base da pirâmide econômica. De acordo com a organização, no mundo, os homens detêm 50% a mais de riqueza do que as mulheres.

“Além de chamar a atenção para essa desigualdade extrema que não está sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que não tem visibilidade e que contribuiu para esse acúmulo de riqueza, que é o fato de o cuidado não ser remunerado ou ser mal remunerado”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

“Milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”, completou.

Segundo cálculos da Oxfam, o valor monetário global do trabalho de cuidado não remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos é de US$ 10,8 trilhões por ano, três vezes maior que o estimado para o setor de tecnologia do mundo.

Katia destacou a forte contribuição da questão de gênero na desigualdade mundial. “Se você juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles têm a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na África, que é em torno de 650 milhões”.

Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Frequentemente, diz a organização, elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais bem como o trabalho doméstico diário.

Alerta

A organização alerta que o problema deve se agravar na próxima década à medida que a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas, entre idosos e crianças, vão precisar de cuidado em 2030, um aumento de 200 milhões desde 2015.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, em 2050, serão cerca de 77 milhões de pessoas que vão depender de cuidado, o que representa pouco mais de um terço da população estimada entre idosos e crianças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O mundo enfrenta uma crise de prestação de cuidados devido aos impactos do envelhecimento da população, a cortes em serviços públicos e sistemas de proteção social e aos efeitos das mudanças climáticas – ameaçando piorar a situação e aumentar o ônus que recai sobre trabalhadoras de cuidado”, diz o documento.

O relatório também aponta que governos vêm cobrando alíquotas fiscais baixas dos mais ricos e de grandes corporações, “abandonando a opção de levantar os recursos necessários para reduzir a pobreza e as desigualdades”.

De acordo com o estudo, se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e de cuidado para idosos.

“Em vez de ampliar programas sociais e gastos para investir na prestação de cuidado e combater a desigualdade, os países estão aumentando a tributação de pessoas em situação de pobreza, reduzindo gastos públicos e privatizando a educação e a saúde, muitas vezes seguindo o conselho de instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, diz o documento.

Recomendações

A Oxfam recomenda que os governos devam investir em sistemas nacionais de prestação de cuidados para solucionar a questão da responsabilidade desproporcional pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres e meninas.

Outra recomendação é valorizar o cuidado em políticas e práticas empresariais. “As empresas devem reconhecer o valor do trabalho de cuidado e promover o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, devem apoiar a redistribuição do cuidado oferecendo benefícios e serviços como creches e vales-creche e garantir salários dignos para prestadores de cuidado”, afirma o documento. (Agência Brasil).

domingo, 29 de dezembro de 2019

A foto do ano

Aplicativos
Ciclistas que trabalham com aplicativos de entrega descansam em praça de São Paulo. 
Foto: Tiago Queiroz/Estadão - 13/9/2019
Estadão

"Para mim, é uma foto que retrata a precarização do trabalho como a gente conhecia. Fico triste quando vejo aqueles meninos da foto, eles estão quase em situação de rua" (Tiago Queiroz)

domingo, 25 de novembro de 2018

Sem dinheiro eu nada seria


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse dinheiro, eu seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 

E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que eu removesse montanhas, e não tivesse dinheiro, eu nada seria. 

E ainda que eu distribuísse todos os meus bens para alimentar os pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, e não tivesse dinheiro, nada disso me serviria. 

O dinheiro é sofredor, é benigno; o dinheiro não é invejoso; o dinheiro não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta de forma inconveniente, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta... 

Agora permanecem a fé, a esperança, o dinheiro, esses três; mas o maior deles é o dinheiro. 


I CORÍNTIOS 13 (Adaptado por George Orwell)